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ACUPUNTURABIOENERGETICA · ACUPUNTURA BIOENERGÉTICA

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Responder Mensagem #7 de 265 |


Dentista utiliza acupuntura para melhorar o crescimento de plantas e
curar suas doenças

Foto: Max G. Pinto


Ogama descobriu que as mudas tratadas com a técnica ficam mais
viçosas mesmo sem sol
Há pouca diferença entre bonsais e seres humanos. Por mais estranha
que seja, foi a essa conclusão que chegou o dentista Jacinto Emílio
Ogama, presidente da Associação Energia Vital de Guarulhos, na Grande
São Paulo, após realizar seções de acupuntura em plantas durante oito
anos. A milenar medicina chinesa, cada vez mais utilizada por
médicos, fisioterapeutas, dentistas e veterinários, age da mesma
maneira sobre os vegetais, estimulando seu crescimento e curando suas
patologias. "As agulhas são feitas de metal, excelente condutor, e
têm a capacidade de concentrar grande quantidade de energia, que pode
ser aplicada em qualquer ser vivo", esclarece Ogama, emprestando
termos de física e química para explicar os princípios da acupuntura.
Nas duas salas de seu consultório, entre a cadeira de dentista onde
sentam seus pacientes de biocibernética – tratamento de problemas do
corpo como bronquite e rinite por meio de aparelhos odontológicos – e
os dois divãs onde se deitam as vítimas de suas agulhas, moram uma
dúzia de pequenos vasos. Entre uma sessão e outra, Ogama aproveita o
tempo cuidando de seus bonsais, miniaturas de pinheiros, macieiras,
ipês e até de um pé de romã, verdadeiras cobaias do acupunturista. O
ambiente é dos mais inóspitos. Os vasos não recebem ventilação nem
luz solar direta, já que as janelas de vidro apontam para o sul e
estão invariavelmente cerradas. Ainda assim, seus parapeitos são
adornados por plantas vistosas, resultado da experiência. Para
mostrar seus efeitos com maior propriedade, o dedicado jardineiro
cultiva duas mudas da mesma espécie em um único vaso, estimulando
apenas uma com as famosas picadas. A outra quase não se desenvolve e,
ocasionalmente, acaba sucumbindo perante a portentosa colega.
Todos podem repetir o processo em seu próprio jardim. Para alívio dos
leigos em acupuntura, os vegetais não contam com os 1.130 pontos dos
meridianos de energia que compõem o corpo humano. Para os médicos,
cada milímetro do corpo ou das orelhas reverte em um resultado
diferente, enquanto há apenas duas maneiras de espetar as
plantas. "Se aplicarmos a agulha na parte externa dos caules, a
árvore crescerá. Picadas nos ângulos internos das ramificações fazem
com que ela dê flores e frutos", instrui Ogama. Ele costuma deixar as
agulhas permanentemente espetadas, e as troca todo mês.
Foto: Max G. Pinto


As plantas muito novas recebem agulhas menores, usadas na acupuntura
facial, e as plantas de maior porte são tratadas com agulhas
sistêmicas, utilizadas no resto do corpo. Enquanto os pacientes de
carne e osso costumam receber um jogo de 20 setas em cada sessão, uma
ou duas são suficientes para o tratamento dos vegetais. Agora, quando
as plantas não tiverem um tronco principal, mas apenas caules frágeis
como os das violetas, Ogama recomenda que seja dado um estímulo
momentâneo, dispensando-se a permanência das pontas de metal por mais
de um minuto. "No interior, é comum darem machadadas nos troncos das
mangueiras para que os frutos sejam mantidos e as copas fiquem mais
vistosas. Outras vezes, percebemos pregos espetados em grandes
árvores durante décadas. O princípio é o mesmo da acupuntura que eu
faço", diz Ogama, confessando onde encontrou sua inspiração.
Acupuntura vegetal
________________________________________

A acupuntura é tão antiga que data de 3000 anos antes de Cristo.
Talvez por isso, seja o aspecto mais conhecido da milenar medicina
chinesa. E não é de hoje, entre nós, sua fama de "milagrosa". Consta
que a difusão no Ocidente se deu a partir das célebres viagens de
Marco Polo, quase setecentos anos atrás.

A acupuntura é uma ciência e, como toda ciência, uma coisa complexa.
Em todo o caso, poderíamos dizer que seu princípio básico é a busca
do equilíbrio entre os polos positivo e negativo da energia que faz
funcionar os seres vivos. Mal comparando, seria como se os seres
vivos funcionassem a exemplo de qualquer aparelho elétrico. Nestes,
como se sabe, existem dois polos de eletricidade (positivo e
negativo), e o aparelho simplesmente não funciona se estiver ligado à
apenas um dos polos e funciona mal se houver desarranjo entre eles.

Se você tem corrente de 220 volts em casa, fica mais fácil entender.
Já deve ter observado que, quando por um problema qualquer "cai uma
fase", a luz das lâmpadas fica fraquinha, o liquidificador gira
devagar e alguns eletrodomésticos nem funciconam. Aí chega o pessoal
da companhia de eletricidade e religa a tal "fase". Feito isso,
desaparecem os sintomas dos problemas e, se o desequilíbrio de
energia, não danificou irremediavelmente nenhuma "peça", tudo volta
funcionar normalmente.

Agora, façamos a seguinte analogia. Imagine que exista num
determinado ponto de um ser vivo qualquer, uma sobrecarga de energia
positiva ou negativa. Este ponto, esta "peça", passa a funcionar mal
e, conseqüentemente, tende a comprometer o funcionamento da "máquina"
inteira. É aí que entra a acupuntura. Através de agulhas metálicas,
já que os metais, sobretudo o ouro e a prata, são ótimos condutores
de eletricidade descarrega?se o excesso de energia (positiva ou
negativa) deste ponto. Restabelecido o equilíbrio a "peça" volta a
funcionar direito, desaparecem os sintomas do problema e a "máquina"
passa a funcionar em condições normais.

Deu pra entender? Só que a acupuntura é de origem chinesa e,
obviamente, tem toda uma terminologia própria. Assim, por exemplo, a
energia positiva é chamada Yin, e ao conjunto das duas, a energia
vital, os chineses deram o nome de Ki.

A essa altura você deve estar se perguntando: e a tal da acupuntura
vegetal? Pois bem, vamos a ela. Foi um médico brasileiro quem talvez
primeiro pensou no assunto. Trata?se do Dr. Evaldo Martins Leite, que
publica trabalhos à respeito desde 1976 e vem interessando no assunto
outros acupunturistas, médicos e agrônomos. As pesquisas do Dr.
Evaldo em acupuntura é no que se refere a reprodução, floração,
frutificação, produção de sementes e crescimento das plantas.
Pesquisa agora, maneiras de aumentar a resistência dos vegetais a
pragas e doenças.

Segundo Dr. Evaldo, a energia positiva (Yang) é a responsável pelo
crescimento e formação da copa das plantas. A energia negativa (Yin)
responde pela formação de frutos, flores e sementes. Resultados
satisfatórios, portanto, dependem da perfeita distribuição e do
equilíbrio dessas energias em todas as células vegetais.

Entretanto, não se pode perder de vista que, como os seres humanos,
as plantas também precisam de alimento e de determinadas condições
para que tenham um desenvolvimento satisfatório. Assim, do mesmo modo
que acupuntura nenhuma funcionaria numa pessoa que não se alimenta
direito, ou que sobrevive em condições extremamente adversas, também
não funcionaria em plantas que não encontrassem condições adequadas
de subsistência. Em resumo, se as condições básicas estão sendo
satisfeitas e, mesmo assim, a planta não floresce, por exemplo, a
acupuntura pode resolver o problema. Caso contrário, não.

FAÇA VOCÊ MESMO

Dr. Evaldo assegura que, após suas pesquisas, fazer acupuntura em
plantas não requer nenhuma grande especialização. Qualquer pessoa com
um mínimo de conhecimento pode fazer. Basta ter em mente os seguintes
critérios:

Os pontos de energia, nos vegetais, situam?se principalmente na
junção. Ou seja, na junção entre o caule principal e os secundários
(que derivam dele). Em cada um dos ângulos formados por esta junção
situa?se um ponto de energia acumulada. Um ponto de energia que pode
ser estimulado.

Os ponto Yang, de energia positiva, responsáveis pelo crescimento e
formação da copa, predominam nos angulos extemos.

Os pontos Yin, de energia negativa, que respondem pela formação de
flores, frutos e sementes, predominam nos ângulos internos.

Para a frutificação ou florescimento, é fundamental que o tratamento
seja feito cerca de um mês antes da época prevista para início da
brotação. A acupuntura deve ser aplicada nos ângulos internos, onde
se acumula a energia Yin de polaridade negativa. Faça o seguinte:

Insira, no ponto mais central (vértice) de 6 ou 7 das
principais "forquilhas" da planta, dependendo do porte, pregos ou
alfinetes. Se árvores e arbustos grandes, pregos; em plantas menores,
alfinetes.

Os pregos, ou alfinetes, devem ser colocados com uma inclinação tal,
que dividam exatamente ao meio cada um dos angulo internos das
axilas. E devem ser empurrados, neste angulo, até uma profundidade de
mais ou menos 1/5 do diâmetro do ramo.

Retirar, ou não, os pregos após a reação da planta fica a seu
critério. Não é relevante.

Para estimular o crescimento, é fundamental que o tratamento seja
feito no final do período de repouso vegetativo da planta. Na maioria
dos casos, portanto, no final do inverno.

Proceda do mesmo modo explicado anteriormente, só que a acupuntura
deve ser aplicada, obviamente, nos angulos externos, onde predomina a
energia Yang (positiva).

Nada impede que ambos os tratamentos para florescimento e
crescimento, por exemplo, sejam feitos simultaneamente. O importante
é você ter em mente que a acupuntura é um processo de cura. Só deve
ser usada, portanto, em casos de real necessidade.

(Fonte de pesquisa: Revista Sitios & Jardins)
Após décadas de pesquisas, os cientistas ainda não chegaram a uma
explicação convincente para o halo luminoso que aparece em volta dos
objetos

As plantas são capazes de perceber agressões à vida praticadas do
outro lado da parede. E parecem ter consciência até mesmo de
intenções ocultas na mente humana. Essa fantástica revelação ¿ que
foi tema do livro A Vida Secreta das Plantas, de Peter Tompkins e
Christopher Bird, e inspirou o álbum de mesmo nome do compositor e
cantor Steve Wonder ¿ vem sendo confirmada por pesquisas científicas
realizadas no Brasil. Ela faz parte de um conjunto de descobertas que
deverá revolucionar a visão de mundo do próximo século e apontam para
um relacionamento mais harmonioso entre o homem e a natureza.

Os xamãs ¿ homens de conhecimento das comunidades pré-históricas ¿ já
sabiam que, por trás de seu aparente torpor, as plantas possuem uma
vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi
contactado, desde então, por visionários de diferentes épocas e
lugares, como o místico alemão Jacob Boehme (1575-1624), que dizia
ser capaz de penetrar a consciência das plantas.

A ciência materialista, porém, preferiu descartar esse tema, que
desafiava sua limitada descrição da realidade. Ele co ntinuaria
provavelmente ignorado se, em 1966, uma descoberta casual não tivesse
rompido essa conspiração de silêncio. Naquele ano, Cleve Backster,
então o maior especialista americano em detecção de mentiras, teve a
estranha idéia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa
folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.

Ele foi movido pela simples curiosidade, mas o que encontrou abalaria
os fundamentos da visão de mundo dominante. Backster suspeitava que a
planta reagisse a agressões reais à sua integridade física. Mas não
podia imaginar que a simples idéia dessas agressões provocasse saltos
violentos nos gráficos traçados pelo aparelho. Pois foi exatamente o
que aconteceu quando ele pensou em queimar uma das folhas da dracena.

E voltou a acontecer quando se aproximou dela com uma caixa de
fósforos, disposto a levar sua intenção à prática. A planta parecia
ler o seu pensamento e sabia distinguir as ameaças reais da mera
simulação.

Sem querer, Backster abrira a porta que dava entrada a uma realidade
totalmente inesperada ¿ e desconcertante.

A grande novidade do experimento foi ter propiciado um acesso direto
às percepções das plantas sem a intermediação de sensitivos humanos:
não era preciso ser paranormal para contactar o mundo da consciência
vegetal. Esse ponto de vista foi reforçado, em julho último, por uma
pesquisa feita na Universidade de Gant, na Bélgica.

Valendo-se de imagens em infravermelho, o pesquisador Dominique van
der Straeten e sua equipe descobriram que as folhas de tabaco têm a
capacidade de reagir com uma espécie de febre quando infectadas por
certos tipos de vírus. Como relatado no jornal Nature Biotechnology,
as folhas sofreram um aumento de temperatura de até 0,4 grau Celsius,
oito horas antes dos efeitos dos vírus se manifestarem, num
processo "fisiológico" semelhante ao do corpo humano.

Percepção básica
Atento a tais descobertas, um brasileiro resolveu fazer uma
investigação parecida. Trata-se do engenheiro Arlindo Tondin, mestre
em eletrônica pela Universidade de Nova York e um dos fundadores da
Faculdade de Engenharia Industrial, de São Bernardo do Campo, SP.

O engenheiro Arlindo Tondin fixa eletrodos numa planta. A foto foi
realizada no Laboratório de Metrologia Elétrica da FEI, em São
Bernardo
do Campo, SP. O local é blindado eletricamente para eliminar
a influência dos ruídos externos

Tondin fixou eletrodos próximo à raiz e num dos galhos de um
limoeiro. "Verifiquei que havia, entre os dois pontos, uma diferença
de potencial elétrico da ordem de microvolts", informa. "Eu já
desconfiava que a ascensão da seiva estivesse associada a um fenômeno
elétrico e, para confirmar isso, liguei aos eletrodos uma pilha de
1,5 volt, de modo a intensificar a corrente na região. Resultado: os
frutos do galho onde estava o eletrodo ficaram maiores e amadureceram
mais rápido que os demais."

Estava provada a tese da seiva. O próximo passo era averiguar como as
agressões externas afetavam a corrente elétrica que circula na
planta. Para isso, o engenheiro utilizou um osciloscópio de raios
catódicos de alta sensibilidade. "Conectei o osciloscópio aos
eletrodos e, com uma vela, comecei a queimar algumas folhas. A
resposta foi quase imediata: a imagem da tela do osciloscópio, que
estava estacionária, passou a apresentar intensas variações." Tondin
espantou-se com a reação provocada por seu ato. "Comecei a questionar
até que ponto eu tinha o direito de agredir o vegetal e a natureza. E
resolvi interromper a pesquisa."

O engenheiro convenceu-se da seriedade dos experimentos descritos em
A Vida Secreta das Plantas. Num deles, também realizado por Backster,
três plantas reagem à matança de camarões, cometida numa outra sala.
Essa investigação foi conduzida com os cuida dos que caracterizam as
melhores pesquisas científicas:

1. foram escolhidos, como vítimas, animais de grande vitalidade, pois
já tinha sido notado que seres doentes ou a caminho da morte não eram
capazes de estimular as plantas a distância;
2. para evitar que a subjetividade dos pesquisadores influísse nos
resultados, os camarões eram despejados numa vasilha de água fervente
por um mecanismo automático, longe das vistas de qualquer ser humano;
3. eliminaram-se as possibilidades de que o próprio funcionamento do
mecanismo ou eventuais perturbações eletromagnéticas afetassem a
forma dos gráficos;
4. as plantas, monitoradas por detectores, foram colocadas em três
salas diferentes, submetidas às mesmas condições de temperatura e
iluminação.

A análise dos gráficos mostrou que as plantas reagiam intensa e
sincronizadamente à morte dos camarões ¿ numa proporção que excluía
qualquer hipótese de uma flutuação puramente casual das variáveis
elétricas. Backster sentiu-se respaldado para formular a tese de que
os vegetais, como todo organismo vivo, dispõem de uma percepção
primária que lhes permite detectar, a distância, qualquer agressão à
vida.

Organismos complexos

Apesar de sua aparência simples, as plantas são organismos altamente
complexos. Uma planta pequena, como o pé de centeio, possui nada
menos que 13 milhões de radículas em sua raiz. Estas são formadas,
por sua vez, de 14 bilhões de filamentos, que, se fossem enfileirados
um após o outro, cobririam uma extensão de 11 mil quilômetros, quase
a distância de um pólo a outro.

Toda planta é dotada de uma malha elétrica em equilíbrio. Nas
árvores, a corrente elétrica sobe pelo anel externo e desce pelo anel
central. Como demonstrou a pesquisa do brasileiro Arlindo Tondin,
essa corrente está associada ao fluxo da seiva.

Os corpos sutis

Se, no homem, essa percepção básica nem sempre parece ocorrer, isso
se deve ao filtro dos cinco sentidos, à força do pensamento racional,
que obscurece as demais funções psíquicas, e a todo um
condicionamento cultural, que determina o que deve ou não deve ser
percebido. Como provaram outros experimentos, essa percepção a
distância não é bloqueada por dispositivos de blindagem elétrica,
como a gaiola de Faraday, nem por paredes de chumbo.

E Backster chegou a cogitar que ela não se limitaria aos organismos
complexos, mas poderia descer aos níveis celular, molecular, atômico
e até mesmo subatômico, perpassando toda a existência. Essa opinião
ousada apresenta fortes afinidades com a hipótese da ressonância
mórfica, do biólogo inglês Rupert Sheldrake, e com as revolucionárias
descobertas sobre a consciência do psiquiatra checo Stanislav Grof
(leia as reportagens "Ressonância mórfica: a teoria do centésimo
macaco" e "Consciência sem limites", em Galileu, números 91 e 94,
respectivamente).

Em outras palavras, cada planta ¿ para não dizer cada ente material ¿
estaria associada a um invisível e impalpável campo de consciência.
Tal idéia, que vem ganhando adeptos entre os cientistas de vanguarda,
converge com a visão de todas as grandes tradições espirituais da
humanidade. Estas são unânimes em considerar a consciência como um
dado primário da existência e afirmam que, além de seus corpos
físicos, os entes materiais são constituídos por uma série de "corpos
sutis", encaixados uns dentro dos outros como bonecas russas.

As percepções descobertas por Backster e seus sucessores
configurariam um esboço ou embrião daquilo que algumas tradições
chamam de "corpo mental". Entre esse nível mais alto e o físico, as
plantas, como todos os seres vivos, possuiriam um corpo
intermediário, constituído pela rede de canais por onde flui a
chamada "energia vital" (que corresponde ao prana dos indianos e ao
qi dos chineses). Esse "corpo vital" é o objeto de práticas médicas
como a acupuntura, que se destinam a desobstruir os canais e
regularizar o fluxo da energia.

Vantagem econômica
A acupuntura em plantas vem sendo praticada com sucesso pelo médico
Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de
Acupuntura. Ele orientou, há cinco anos, uma pesquisa científica
rigorosa, realizada pelo biólogo Alexandre Eustáquio de Sena, na
Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte, MG. Sena dividiu
uma plantação de feijão em duas partes iguais, tratando uma com
acupuntura e mantendo a outra como grupo de controle. As plantas
submetidas à acupuntura desenvolveram maior número de vagens, maior
quantidade de grãos em cada vagem e maior peso por grão.

"Como ocorre nos homens e animais, os problemas de saúde que afetam
os vegetais decorrem de um perturbação na circulação e distribuição
do qi, a energia vital", explica Evaldo Martins Leite. "Isso resulta
de um desequilíbrio dos princípios yang e yin (masculino e
feminino)." O acupunturista ensina que as áreas de ramificação das
plantas ¿ isto é, onde os galhos saem dos troncos ou os ramos saem
dos galhos ¿ são regiões de concentração de qi.

Os ângulos externos formados nesses lugares são yang e os internos,
yin. "A energia yang é responsável pelo crescimento da planta. A yin,
pela produção de flores, frutos e sementes. A introdução de pregos,
agulhas ou a simples raspagem das áreas correspondentes estimula um
ou outro princípio e promove a função regida por ele", informa o
acupunturista. Não é possível ativar as duas funções ao mesmo tempo.

A energia é uma só: se ela for desviada para o crescimento, a
produção de frutos cairá, e vice-versa. Mas as vantagens ¿ inclusive
econômicas ¿ oferecidas pela acupuntura em vegetais são importantes
demais para serem tratadas como simples curiosidade.

Na Bahia, está em curso uma pesquisa visando aumentar a produção de
látex nas seringueiras e o enraizamento dos toletes de cana-de-açúcar
destinados ao plantio. Reconhecendo as dimensões sutis do mundo
vegetal, o homem poderá estabelecer com ele um novo tipo de
relacionamento, vantajoso para ambos.

 

  

 



Sex, 28 de Dez de 2007 10:45 pm

pakuamarcelo
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