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#17100 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Dom, 6 de Dez de 2009 3:20 pm
Assunto: Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
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Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Discurso do encerramento do ano social 1858-1859
REVISTA ESPÍRITA
JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS -
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE
ALLAN KARDEC
  -
ANO 2 – JULHO 1859 – Nº. 7

Senhores,

No momento em que se expira vosso ano social, permiti-me vos apresentar um breve
resumo da marcha e dos trabalhos da Sociedade.

Conheceis sua origem: ela se formou sem desígnio premeditado, sem projeto
preconcebido. Alguns amigos se reuniam em minha casa num pequeno grupo; pouco a
pouco, esses amigos pediram minha permissão para me apresentarem seus amigos.
Não havia então presidente: eram reuniões íntimas de oito a dez pessoas, como
existem centenas delas em Paris e alhures; mas era natural que, em minha casa,
eu tivesse a direção do que ali se fazia, seja como dono da casa, seja também em
razão dos estudos especiais que. eu havia feito, e que me davam uma certa
experiência da matéria.

O interesse que se tomava por essas reuniões, era crescente, embora não se
ocupasse senão de coisas muito sérias; pouco a pouco, de um e de outro, o número
dos assistentes aumentava, e meu modesto salão, muito pouco propício para uma
assembléia, tomou-se insuficiente. Foi então que, alguns dentre vós, propuseram
se procurasse um lugar mais cômodo, e se cotizarem para subvencionar os gastos,
não achando justo que eu os suportasse sozinho, como fizera até aquele momento.
Mas, para se reunir regularmente, além de um certo número, e no local estranho,
era necessário conformar-se às prescrições legais, era necessário um
regulamento, e, conseqüentemente, um presidente como titular; enfim, era
necessário constituir uma sociedade; o que ocorreu com o consentimento da
autoridade, cuja benevolência não nos faltou. Era necessário também imprimir aos
trabalhos uma direção metódica e uniforme, e consentistes em me encarregar de
continuar o que fazia em minha casa, em nossas reuniões particulares.

Trouxe para minhas funções, que posso dizer laboriosas, toda a exatidão e todo o
devotamento de que era capaz; do ponto de vista administrativo, esforcei-me por
manter, nas sessões, uma ordem rigorosa, e dar-lhe um caráter de gravidade, sem
o qual o prestígio de assembléia séria teria logo desaparecido. Agora que minha
tarefa terminou, e que o impulso foi dado, devo vos participar a resolução que
tomei de renunciar (1), para o futuro, a toda espécie de função na Sociedade,
mesmo a de diretor dos estudos; não ambiciono senão um título, o de simples
membro titular, com o qual estarei sempre feliz e honrado. O motivo de minha
determinação está na multiplicidade dos meus trabalhos, que aumentam todos os
dias em razão da extensão das minhas relações, porque além daqueles que
conheceis, preparo outros mais consideráveis, que exigem longos e laboriosos
estudos, e não absorverão menos de dez anos (2); ora, os da Sociedade não deixam
de tomar muito tempo, seja para a preparação, seja para a coordenação e a cópia
correta. Por outro lado, eles reclamam uma assiduidade freqüentemente
prejudicial às minhas ocupações pessoais, e que tomam indispensável a
iniciativa, quase exclusiva, que me deixastes. Foi por causa disso, Senhores,
que tive que tomar tão freqüentemente a palavra, lamentando a miúdo que os
membros eminentemente esclarecidos que possuímos nos privassem de suas luzes. Já
há muito tempo tinha o desejo de demitir-me de minhas funções; eu o expressei,
de um modo muito explícito, em diversas circunstâncias, seja aqui, seja em
particular a vários de meus colegas, e notadamente ao senhor Ledoyen. Tê-lo-ia
feito mais cedo sem o temor de trazer perturbação à Sociedade, retirando-me ao
meio do ano, podendo se crer em uma defecção; e não era necessário dar essa
satisfação aos nossos adversários. Portanto, deveria cumprir minha tarefa até o
fim; mas hoje, quando esses motivos não mais existem, apresso-me em vos
participar a minha resolução, a fim de não entravar a escolha que fareis. É
justo que cada um tenha sua parte de encargos e de honras.

Depois de um ano, a Sociedade viu crescer rapidamente sua importância; o número
de membros titulares triplicou em alguns meses; tendes numerosos correspondentes
nos dois continentes, e os auditores ultrapassariam o limite do possível se não
se pusesse um freio pela estrita execução do regulamento. Contastes, entre estes
últimos, as mais altas notabilidades sociais e mais de uma ilustração. O zelo
que se toma em solicitar admissão em vossas sessões testemunha o interesse que
se tem por elas, não obstante a ausência de toda experimentação destinada a
satisfazer a curiosidade, e talvez mesmo em razão de sua simplicidade." Se todos
não saem dela convencidos, o que seria pedir o impossível, as pessoas sérias,
aquelas que não vêm com uma intenção de difamação, levam da gravidade dos vossos
trabalhos uma impressão que as dispõem a aprofundar essas questões. De resto,
não temos senão que aplaudir as restrições que colocamos para a admissão de
ouvintes estranhos: evitamos assim a massa de curiosos importunes. A medida com
a qual limitastes essa admissão a certas sessões, reservando as outras
unicamente para os membros da Sociedade, resultou por vos dar maior liberdade
nos estudos, que a presença de pessoas ainda não iniciadas e cujas simpatias não
estão asseguradas, poderiam entravar.

Essas restrições parecerão muito naturais para aqueles que conhecem o objetivo
da nossa instituição, e que sabem, antes de tudo, que somos uma Sociedade de
estudos e de pesquisas, antes que uma arena de propaganda; por essa razão não
admitimos, em nossas fileiras, aqueles que, não tendo as primeiras noções da
ciência, nos fariam perder nosso tempo em demonstrações elementares, renovadas
incessantemente. Sem dúvida, todos nós desejamos a propagação das idéias que
professamos, porque as julgamos úteis, e cada um de nós nisso contribui com a
sua parte; mas sabemos que convicção não se adquire senão por observações
continuadas, e não por alguns fatos isolados, sem seqüência e sem raciocínio,
contra os quais a incredulidade sempre pode levantar objeções. Um fato,
dir-se-á, é sempre um fato; é um argumento sem réplica. Sem dúvida, quando ele
não é nem contestado e nem contestável. Quando um fato sai do círculo das nossas
idéias e dos nossos conhecimentos, à primeira vista parece impossível; quanto
mais ele é extraordinário, mais objeções levanta, por isso é contestado; aquele
que lhes sonda as causas, que se dá conta dele, encontra-lhe uma base, uma razão
de ser; compreende-lhe a possibilidade, e, desde então, não o rejeita mais. Um
fato, freqüentemente, não é inteligível senão pela sua ligação com outros fatos;
tomado isoladamente, pode parecer estranho, incrível, absurdo mesmo; mas que
seja um dos anéis da cadeia, que tenha uma base racional, que se possa
explicá-lo, e toda a anomalia desaparece. Ora, para conceber esse encadeamento,
para compreender esse conjunto ao qual se é conduzido de conseqüência em
conseqüência,  é necessário em todas as coisas, e talvez ainda mais em
Espiritismo, uma seqüência de observações racionais. O raciocínio, portanto, é
um poderoso elemento de convicção, hoje mais que nunca, quando as idéias
positivas nos levam a saber o por quê e o como de cada coisa.

Espanta-se com a persistente incredulidade, em matéria de Espiritismo, da parte
de pessoas que viram, ao passo que outras, que nada viram, são crentes firmes;
quer dizer que estes últimos são pessoas superficiais que aceitam, sem exame,
tudo o que se lhes diz? Não; pelo contrário: os primeiros viram, mas mas não
compreendem; os segundos não viram, mas compreendem, e não compreendem senão
pelo raciocínio. O conjunto dos raciocínios sobre os quais se apóiam os fatos,
constitui a ciência, ciência ainda muito imperfeita, é verdade, e da qual nenhum
de nós pretende ver atingir o apogeu, mas, enfim, é uma ciência em seu início, e
é na direção da pesquisa de tudo que pode ampliá-la e constituí-la que estão
dirigidos vossos estudos. Eis o que importa se saiba bem fora desse recinto, a
fim de que não se equivoque sobre os objetivos que nos propusemos; a fim de que
não se creia, sobretudo, vindo aqui, encontrar uma exibição de Espíritos
dando-se em espetáculos. A curiosidade tem um termo; quando está satisfeita,
procura um novo objeto de distração; aquele que não se detém na superfície, que
vê além do efeito material, encontra sempre alguma coisa para aprender; o
raciocínio é para ele  uma  mina  inesgotável:  é sem  limite. Nossa linha de
conduta, aliás, poderia ser melhor traçada pelas admiráveis palavras que o
Espírito de São Luís nos dirigiu, e que não deveríamos jamais perder de vista:
"Zombou-se das mesas girantes, não se zombará jamais da filosofia, da sabedoria
e da caridade que brilham  nas comunicações sérias. Que alhures se veja, que em
outro lugar se ouça, que entre vós se compreenda e se ame."

Essas palavras: que entre vós se compreenda, são todo um ensinamento. Devemos
compreender, e procuramos compreender, porque não queremos crer como cegos: o
raciocínio é o facho que nos guia. Mas o raciocínio de um só pode se extraviar,
por isso quisemos nos reunir em sociedade, a fim de nos esclarecermos mutuamente
pelo concurso recíproco de nossas idéias e de nossas observações. Colocando-nos
nesse terreno, assemelhamo-nos a todas as outras instituições científicas, e
nossos trabalhos farão mais prosélitos sérios do que se passássemos nosso tempo
fazendo girar e bater as mesas. Logo estaríamos saciados; queremos para o nosso
pensamento um alimento mais sólido, eis porque procuramos penetrar os mistérios
do mundo invisível, cujos fenômenos elementares não são senão os primeiros
indícios. Aquele que que sabe ler, diverte-se repetindo, sem cessar, o alfabeto?
Teríamos talvez um maior concurso de curiosos que se sucederiam em nossas
sessões como os personagens de um panorama móvel, mas esses curiosos, que não
poderiam levar uma convicção improvisada pela visão de um fenômeno inexplicável
para eles, que o julgariam sem aprofundá-lo, seriam antes um obstáculo aos
nossos trabalhos; eis porque, não querendo desviar de nosso caráter cientifico,
afastamos quem não é atraído para nós por um objetivo sério. Ó Espiritismo tem
conseqüências tão graves, e toca questões de uma tão grande importância, dá a
chave de tantos problemas, nele haurimos, enfim, um tão profundo ensinamento
filosófico, que ao lado disso, uma mesa girante é uma verdadeira infantilidade.

A OBSERVAÇÃO DOS FATOS SEN O RACIOCÍNIO É INSUFICIENTE, dizemos, PARA CONDUZIR A
UMA CONVICÇÃO COMPLETA, e é de preferência àquele  que  se  declarasse
convencido por  um  fato que  não compreende, que se poderia taxar de
leviandade; mas essa maneira de proceder tem um outro inconveniente, que é bom
mencionar, e cada um de nós pôde testemunhar, é a mania da experimentação, que
lhe é a conseqüência natural.

Aquele vê um fato espírita sem dele ter estudado todas as circunstâncias,
geralmente, não vê senão o fato material, e desde então o julga sob o ponto de
vista de suas próprias idéias, sem pensar que fora das leis conhecidas pode, e
deve, haver leis desconhecidas. Crê poder fazê-lo manobrar à sua vontade; impõe
suas condições e não estará convencido, diz, senão quando se cumpre de tal modo
e não de tal outro; ele imagina que se experimenta os Espíritos igual a uma
pilha elétrica, não conhecendo nem sua natureza, nem sua maneira de ser que não
estudou, crê poder impor-lhe sua vontade, e pensa que devem agir ao sinal dado
pelo seu bom prazer de convencer-se; porque está disposto, por um quarto de
hora, ouvi-los, se imagina que devem estar às suas ordens.

São os erros nos quais não caem aqueles que se dão ao trabalho de se aprofundar;
sabem render-se conta dos obstáculos e não pedem o impossível; em lugar de
querem conduzir os Espíritos ao seu ponto de vista, ao que não se prestam de boa
vontade, colocam-se no ponto de vista dos Espíritos, e para eles os fenômenos
mudam de aspecto. Para isso são necessárias a paciência, a perseverança, e uma
firme vontade, sem a qual não se chega a nada.

Quem quer realmente saber,  deve  submeter-se às  condições da coisa,  e  não
querer submeter a coisa às suas próprias condições.

Eis porque a Sociedade não se presta a experimentação que seriam sem resultados,
porque  sabe,  pela experiência,  que  O ESPIRITISMO, NÃO MAIS QUE TODA CIÊNCIA,
NÃO SE APRENDE EM ALGUMAS HORAS E COM PRESTEZA. Como ela é séria, não quer ter
negócios senão com pessoas sérias, que compreendem as obrigações que um
semelhante estudo impõe, quando se quer fazê-lo conscientemente. Ela não
reconhece como sérios aqueles que dizem: Fazei-me ver um fato e estarei
convencido.

Isso quer dizer que negligenciamos o fato?

Muito ao contrário, uma vez que toda a nossa ciência está  baseada sobre os
fatos; procuramos, pois, diligentemente todos aqueles que nos oferecem um objeto
de estudo, ou que confirmam princípios admitidos; quero dizer somente que não
perdemos nosso tempo reproduzindo aqueles que conhecemos, não mais do que o
físico não se diverte se repetindo as experiências que nada lhe ensinam de novo.
Centramos nossas investigações sobre tudo aquilo que pode esclarecer nossa
marcha; ligando-nos de preferência às comunicações inteligentes, fontes da
filosofia espírita, e cujo campo é sem limites, bem mais do que as manifestações
puramente materiais, que não têm senão o interesse do momento.

Dois sistemas igualmente preconizados e praticados se apresentam no modo de se
receberem as comunicações de além-túmulo; uns preferem esperar as comunicações
espontâneas, os outros as provocam por uma chamada direta feita a tal ou tal
Espírito. Os primeiros pretendem que na ausência de controle para constatar a
identidade dos Espíritos, esperando sua boa vontade, se está menos exposto a ser
induzido em erro, já que aquele que fala é porque quer falar, ao passo que não é
certo que aquele que se chama possa vir ou responder. Objetam que deixar falar o
primeiro que aparece, é abrir a porta aos maus tão bem quanto aos bons. A
incerteza da identidade não é objeção séria, pois que, freqüentemente, existem
meios de constatá-la, e que, aliás, essa constatação é o objeto de um estudo que
se prende aos próprios princípios da ciência; o Espírito que fala
espontaneamente se encerra, o mais ordinariamente, em generalidades, ao passo
que as perguntas lhe traçam um quadro mais positivo e mais instrutivo.

Quanto a nós, não condenamos senão os sistemas exclusivos; sabemos que se obtêm
coisas muito boas por um e por outro modo, e se damos a preferência ao segundo,
é porque a experiência nos ensinou que, nas comunicações espontâneas, os
Espíritos enganadores não deixam de se ornamentar com nomes respeitáveis do que
nas evocações; eles têm mesmo o campo mais livre, ao passo que pelas perguntas
são dominados, são dirigidos mais facilmente, sem contar que as perguntas são de
uma utilidade incontestável nos estudos. É a esse modo de investigações que
devemos a multidão de observações que recolhemos, a cada dia, que nos fazem
penetrar mais profundamente esses estranhos mistérios. Quanto mais nós
avançamos, mais o horizonte aumenta diante de nós, e nos mostra o quanto é vasto
o campo que temos a ceifar.

As numerosas observações que fizemos permitiram levar um olhar investigador
sobre o mundo invisível, desde a base até o cume, quer dizer, no que He tem de
mais ínfimo como no que tem de mais sublime. Ás inumeráveis variedades de fatos
e de caracteres que saíram desses estudos, feitos com a calma profunda, a
atenção sustentada e a prudente circunspeção de observadores sérios, nos abriram
os arcanos desse mundo tão novo para nós; a ordem e o método que colocastes em
vossas pesquisas foram os elementos indispensáveis para o sucesso.

Com efeito, sabeis, pela experiência, que não basta chamar ao acaso o Espírito
de tal ou tal pessoa; os Espíritos não vêm, assim, ao sabor de nosso capricho e
não respondem a tudo aquilo que a fantasia nos leva a perguntar-lhes. É
necessário, com os seres de além-túmulo, circunspeção, saber ter uma linguagem
apropriada à sua natureza, às suas qualidades morais, ao grau de sua
inteligência, à classe que eles ocupam; estar com eles, dominador ou submisso,
segundo as circunstâncias, compadecente por aqueles que sofrem, humilde e
respeitoso com os superiores, firme com os maus e os obstinados que não subjugam
senão aqueles que os escutam com complacência; é necessário, enfim, saber
formular e encadear, metodicamente, as perguntas para obter respostas mais
explícitas, agarrar nas respostas as nuanças que são, freqüentemente, traços
característicos, revelações importantes, que escapam ao observador superficial,
sem experiência ou de passagem.

A maneira de conversar com os Espíritos é, pois, uma verdadeira arte que exige
tato ou conhecimento do terreno sobre o qual se caminha, e constitui,
propriamente falando, o Espiritismo prático. Sabiamente dirigidas, as evocações
podem ensinar grandes coisas; oferecem um poderoso elemento de interesse, de
moralidade e de convicção: de interesse, porque elas nos dão a conhecer o estado
do mundo que espera todos nós, e do qual se faz, algumas vezes, uma idéia tão
bizarra; de moralidade, porque podemos ver aí, por analogia, nossa sorte futura;
a convicção, porque se encontra nessas conversações íntimas a prova manifesta da
existência e da individualidade dos Espíritos, que não são outros senão nossas
almas desligadas da matéria terrestre.

Estando formada, em geral, vossa opinião sobre o Espiritismo, não tendes
necessidade de assentar vossas convicções sobre a prova material das
manifestações físicas; também não quisestes, segundo o conselho dos Espíritos,
encerrar-vos nos estudos dos princípios e das questões morais, sem negligenciar,
por isso, o exame dos fenômenos que podem ajudar na procura da verdade.

A crítica demolidora nos censurou por aceitarmos, muito facilmente, as doutrinas
de certos Espíritos, sobretudo naquilo que concerne às questões científicas.
Essas pessoas mostram, por isso mesmo, que elas não conhecem nem o verdadeiro
objetivo da ciência espírita, nem aquele que nos propusemos e se pode, com todo
o direito, retornar-lhe a censura de leviandade em seu julgamento.

Certamente não é a vós que é necessário ensinar a reserva com a qual se deve
acolher o que vem dos Espíritos; e estamos longe de tomar todas as suas palavras
por artigos de fé. Sabemos que entre eles existem os de todos os graus de saber
e de moralidade; para nós é todo um povo que apresenta variedades cem vezes mais
numerosas que aquelas que vemos entre os homens; é chegar a conhecê-lo e
compreendê-lo; por isso, estudamos as individualidades, observamos as nuanças,
tratamos de compreender os traços distintivos de seus costumes, de seus hábitos,
de seu caráter; queremos, enfim, tanto quanto possível, nos identificar com o
estado desse mundo.

Antes de ocupar uma residência, gostamos muito de saber como ela é, se estaremos
ali comodamente, conhecer os hábitos dos vizinhos que teremos, o gênero de
sociedade que ali poderemos freqüentar. Pois bem! É nossa residência futura, são
os costumes do povo no meio do qual viveremos, que os Espíritos nos fazem
conhecer. Mas, do mesmo modo que, entre nós, as pessoas ignorantes e de visão
estreita se fazem uma idéia incompleta do nosso mundo material e do meio que não
seja o seu, do mesmo modo os Espíritos cujo horizonte moral é limitado, não
podem abarcar o conjunto, e estão ainda sob o império de preconceitos e de
sistemas; não podem, pois, nos informar, sobre tudo o que concerne ao mundo
espírita, mais do que um camponês poderia fazê-lo quanto ao estado da alta
sociedade parisiense ou do mundo sábio. Seria, pois, ter de nosso julgamento uma
bem pobre opinião, pensando-se que escutamos todos os Espíritos como oráculos.

Os Espíritos são o que são, e não podemos mudar a ordem das coisas; não sendo
todos perfeitos, não aceitamos suas palavras senão sob o benefício de
inventário, e não com a credulidade de crianças; julgamos, comparamos, tiramos
conseqüências de nossas observações, e seus próprios erros são para nós
ensinamentos, porque não renunciamos ao nosso discernimento.

Essas observações se aplicam igualmente a todas as teorias científicas que os
Espíritos possam dar. Seria muito cômodo não ter senão que interrogá-los para
encontrar a ciência toda pronta, e para possuir os segredos da indústria: não
adquiriremos a ciência senão ao preço de trabalho e de pesquisas; sua missão não
é nos livrar dessa obrigação. Aliás, sabemos que não só nem todos sabem tudo,
mas que há, entre eles, falsos sábios, como entre nós, que crêem saber o que não
sabem, e falam daquilo que ignoram com o descaramento mais imperturbável.

Um Espírito poderia dizer, pois, que é o Sol que gira e não a Terra, e sua
teoria não seria mais verdadeira porque vinda de um Espírito. Que aqueles que
nos supõem uma credulidade tão pueril, saibam, pois, que tomamos toda opinião
manifestada por um Espírito por uma opinião individual; que não a aceitamos
senão depois de tê-la submetido ao controle da lógica e dos meios de
investigação que a própria ciência espírita nos fornece, meios que todos vós
conheceis.

Tal é, senhores, o objetivo que a Sociedade se propõe; certamente, não me cabe
vo-lo ensinar, mas alegro-me em lembrá-lo aqui, a fim de que, se minhas palavras
ressoarem lá fora, não se equivoquem mais sobre o seu verdadeiro caráter. Estou
feliz, de minha parte, por não haver senão que seguir-vos nesse caminho sério
que eleva o Espiritismo à categoria de ciência filosófica. Vossos trabalhos já
deram frutos, mas os que darão mais tarde são incalculáveis, se, como disso não
duvido, permanecerdes nas condições propícias para atrair os bons Espíritos
entre vós.

O concurso dos bons Espíritos, tal é, com efeito, a condição sem a qual ninguém
pode esperar a verdade; ora, depende de nós obter esse concurso. A primeira de
todas as condições para conciliar sua simpatia, é o recolhimento e a pureza de
intenções. Os Espíritos sérios vão onde são chamados com seriedade, com fé,
fervor e confiança; não gostam de servir para experiência, nem se darem em
espetáculo; ao contrário, comprazem-se em instruir aqueles que os interrogam sem
segunda intenção; os Espíritos leviamos, que zombam de tudo, vão por toda parte
e de preferência onde encontram ocasião para mistificarem; os maus são atraídos
pelos maus pensamentos, e por maus pensamentos é preciso entender todos aqueles
que não estejam conforme os princípios da caridade evangélica. Portanto, em toda
reunião, quem carregue consigo sentimentos contrários a esses preceitos, conduz
consigo Espíritos desejosos de semearem a perturbação, a discórdia e a
desafeição.

A comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem é, assim, uma coisa de
primeira necessidade, e essa comunhão não pode encontrar-se num meio
heterogêneo, onde teriam acesso as baixas paixões do orgulho, da inveja e do
ciúme, paixões que sempre se trairiam pela malevolência e pela acrimônia da
linguagem, por espesso que seja, aliás, o véu com o qual se procure cobri-las; é
o a, b, c, da ciência espírita. Se quisermos fechar, aos maus Espíritos, as
portas deste recinto fechado, cerremos-lhes primeiro a porta de nossos corações,
e evitaremos tudo o que poderia dar-lhes presa sobre nós. Se alguma vez a
Sociedade tornar-se o joguete de Espíritos enganadores, por quem seriam ali
atraídos? Por aqueles em quem encontrassem eco, porque não vão senão aonde sabem
ser escutados. Conhece-se o provérbio: Dize-me com quem andas, dir-te-ei as
manhas que tens; e que se pode indagar assim com respeito aos nossos Espíritos
simpáticos: Dize-me o que pensas, e dir-te-ei com quem andas.

Ora, os pensamentos se traduzem pelos atos; portanto, admitindo-se que a
discórdia, o orgulho, a inveja e o ciúme não podem ser insuflados senão pelos
maus Espíritos, quem trouxesse aqui esses elementos de desunião, suscitaria
entraves, acusaria, por isso mesmo, a natureza de seus satélites ocultos, e não
poderíamos senão lamentar sua presença no seio da Sociedade. Queira Deus que ela
jamais seja assim, eu o espero, e com a assistência dos bons Espíritos, se
soubermos nos tornar favoráveis, a Sociedade se consolidará, tanto pela
consideração que saberá merecer quanto pela utilidade de seus trabalhos.

Se não tivéssemos em vista senão experiências de curiosidade, a natureza das
comunicações seria quase indiferente, porque não as tomaríamos sempre senão por
aquilo que seriam; mas como, em nossos estudos, não procuramos nem nossa
diversão, nem a do público, o que queremos são comunicações verdadeiras; para
isso ser-nos-á necessária a simpatia dos bons Espíritos, e essa simpatia não é
adquirida senão por aqueles que afastam o mal na sinceridade de sua alma.

Dizer que os Espíritos levianos jamais puderam se introduzir entre nós,
favorecidos por algum ponto fraco, seria muita presunção e pretender a
perfeição; os próprios Espíritos superiores poderiam permiti-lo para
experimentarem nossa perspicácia e nosso zelo na procura da verdade; mas nosso
julgamento deve manter-nos em guarda contra as armadilhas que podem nos ser
estendidas, e nos dá, em todos os casos, os meios para evitá-las.

O objetivo da Sociedade não consiste somente na pesquisa dos princípios da
ciência espírita; vai mais longe: ela estuda também suas conseqüências morais,
porque aí sobretudo está a verdadeira utilidade.

Nossos estudos nos ensinam que o mundo invisível que nos cerca reage,
constantemente, sobre o mundo visível; eles no-lo mostram como uma das forças da
Natureza; conhecer os efeitos dessa força oculta que nos domina e nos subjuga
com o nosso desconhecimento, não é ter a chave de mais de um problema, a
explicação de uma multidão de fatos que passam despercebidos? Se esses efeitos
forem funestos, conhecer a causa do mal não seria ter o meio de preservar-se
deles, como o conhecimento das propriedades da eletricidade nos deu o meio de
atenuar os efeitos desastrosos do raio? Se sucumbirmos, então, não nos poderemos
queixar senão de nós mesmos, porque não mais teremos a ignorância por desculpa.
O perigo está no império que os maus Espíritos tomam sobre os indivíduos, e esse
império não é apenas funesto do ponto de vista dos erros de princípios que
possam propagar, mas o é, ainda, do ponto de vista dos interesses da vida
material. A experiência nos ensina que jamais é impunemente que se abandona à
sua dominação; porque suas intenções nunca podem ser boas. Uma de suas táticas,
para alcançar seus fins, é a desunião, porque sabem muito bem que dominarão
facilmente aquele que estiver privado de apoio; também seu primeiro cuidado,
quando querem se apossar de alguém, é o de sempre inspirar-lhe a desconfiança e
o distanciamento de quem possa desmascará-los, esclarecendo-o com conselhos
salutares; uma vez senhores do terreno, podem, à sua vontade, fasciná-lo com
promessas sedutoras, subjugá-lo gabando suas inclinações, aproveitando, para
isso, todos os lados fracos que encontram, para melhor fazê-lo sentir, em
seguida, a amargura das decepções, feri-lo em suas afeições, humilhá-lo em seu
orgulho, e, freqüentemente, não elevá-lo um instante senão para precipitá-lo de
mais alto.

Eis, senhores, o que nos mostram os exemplos que, a cada instante, se desenrolam
aos nossos olhos, tanto no mundo dos Espíritos quanto no mundo corpóreo, os
quais podemos aproveitar para nós mesmos, ao mesmo tempo que procuramos
aproveitá-los aos outros.

Mas, dir-se-á, não atraireis os maus Espíritos evocando homens que foram a
escória da sociedade? Não, porque não sofreremos jamais sua influência. Não há
perigo senão quando é o Espírito que se IMPÕE, ele jamais existe quando se IMPÕE
ao Espírito. Sabeis que esses Espíritos não vêm ao nosso chamado senão como
constrangidos e forçados, e que, em geral, encontram tão pouco do seu meio entre
nós, que sempre têm pressa de se irem. Sua presença é para nós um estudo,
porque, para conhecer, é necessário ver tudo; o médico não chega ao apogeu do
seu saber senão sondando as feridas mais hediondas.

Ora, essa comparação do médico é tanto mais justa quando sabeis quantas feridas
cicatrizamos, quantos sofrimentos aliviamos; nosso dever é mostrar-nos caridosos
e benevolentes para com os seres de além-túmulo, como para os nossos
semelhantes.

Desfrutaria eu, pessoalmente, senhores, de um privilégio extraordinário se
estivesse ao abrigo da crítica. Ninguém se coloca em evidência sem se expor aos
dardos daqueles que não pensam como nós. Mas há duas espécies de críticos: uma
que é malevolente, acerba, envenenada, onde o ciúme se trai a cada palavra; a
que tem por objetivo a procura sincera da verdade, e comportamentos diferentes.
A primeira não merece senão o desdém: com ela jamais me atormentei; só a segunda
é discutível.

Algumas pessoas disseram que fui muito apressado nas teorias espíritas; que não
chegara o tempo de estabelecê-las, que as observações não eram bastante
completas.

Permiti-me algumas palavras a esse respeito.

Duas coisas devem ser consideradas no Espiritismo: a parte experimental e a
parte filosófica ou teórica.

Fazendo-se abstração do ensinamento dado pelos Espíritos, pergunto se, em meu
nome, não tenho o direito, como tantos outros, de elocubrar um sistema de
filosofia? O campo das opiniões não está aberto a todo o mundo? Por que, pois,
não faria conhecer a minha? Caberá ao público julgar se ela tem ou não o senso
comum.

Mas essa teoria, em lugar de fazer um mérito, se mérito há, eu declaro que ela
emana inteiramente dos Espíritos.

  - Seja, diz-se, mas ides muito longe.

- Aqueles que pretendem dar a chave dos mistérios da criação desvendaram o
princípio das coisas e a natureza infinita de Deus, não vão mais longe que eu,
que declaro, em nome dos Espíritos, que não é dado ao homem aprofundar essas
coisas sobre as quais não se pode estabelecer senão conjecturas mais ou menos
prováveis?

- Ides muito depressa.

- Seria um erro terem certas pessoas avançado? Aliás, quem as impede de
caminhar?

- Os fatos não estão ainda suficientemente observados.

- Mas se eu, com ou sem razão, creio tê-los observado bastante, devo esperar o
bom prazer daqueles que permanecem atrás? Minhas publicações não barram o
caminho de ninguém.

- Uma vez que os Espíritos estão sujeitos ao erro, quem vos disse que aqueles
que vos informaram não estão enganados?

- Com efeito, aí está toda a questão, porque a da precipitação é muito pueril.
Pois bem! Devo dizer sobre o que está fundada a minha confiança na veracidade e
na superioridade dos Espíritos que me instruíram. Direi primeiro que, segundo o
seu conselho, não aceito nada sem exame e sem controle; não adoto uma idéia
senão se ela me parece racional, lógica e está de acordo com os fatos e as
observações, se nada sério vem contradizê-la. Mas meu julgamento não poderia ser
um critério infalível; o assentimento que encontrei numa multidão de pessoas
mais esclarecidas do que eu, é para mim uma primeira garantia; encontro uma
outra, não menos preponderante, no caráter das comunicações que me fizeram desde
que me ocupo com o Espiritismo. Nunca, posso dizê-lo, escapou uma única dessas
palavras, um único desses sinais pelos quais se traem sempre os Espíritos
inferiores, mesmo os mais astuciosos; jamais dominação; jamais conselhos
equivocados ou contrários à caridade e à benevolência, jamais   prescrições  
ridículas;   longe   disso,   não   encontrei   neles senão pensamentos grandes,
nobres, sublimes, isentos de pequenez e mesquinharia; em uma palavra, suas
relações comigo, nas menores, como nas maiores coisas sempre foram tais que se
fora um homem que houvesse falado, tê-lo-ia pelo melhor, o mais sábio, o mais
prudente, o mais moral e o mais esclarecido.

Eis, senhores, os motivos de minha confiança, corroborados pela identidade de
ensinamentos dados a uma multidão de outras pessoas antes e depois da publicação
de minhas obras. O futuro dirá .se estou ou não com a verdade; à espera, creio
dever ajudar o progresso do Espiritismo trazendo algumas pedras ao edifício.
Mostrando que os fatos podem se assentar sobre o raciocínio, terei contribuído
para fazê-los sair do caminho frívolo da curiosidade, para fazê-los entrar na
via séria da demonstração, a única que pode satisfazer os homens que pensam e
não se detêm na superfície.

Termino, senhores, pelo curto exame de uma questão da atualidade.

Fala-se de outras sociedades que querem se levantar rivalizando com a nossa.

Uma, diz-se, conta já com 300 membros e possui recursos financeiros importantes.
Quero crer que isso não seja uma fanfarrice, que seria também pouco lisonjeira
para os Espíritos que a houvessem suscitado, como para aqueles que deles se
fazem os ecos. Se for uma realidade, nós a felicitaremos sinceramente, se ela
obtiver a unidade de sentimentos necessária para frustrar a influência dos maus
Espíritos e consolidar a sua existência.

Ignoro completamente quais são os elementos da sociedade, ou das sociedades, que
se diz querer formar; não farei, pois, senão uma nota geral.

Há em Paris e alhures uma multidão de reuniões íntimas, como foi a nossa
outrora, onde se ocupa, mais ou menos seriamente, das manifestações espíritas,
sem falar dos Estados Unidos, onde elas se contam por milhares; conheço-as onde
as evocações se fazem nas melhores condições e onde se obtêm coisas muito
notáveis; é a conseqüência natural do número crescente de médiuns que se
desenvolvem em todos os lados, apesar dos galhofeiros, e quanto mais avançarmos,
mais esses centros se multiplicarão.

Esses centros, formados espontaneamente de elementos muito pouco numerosos e
variáveis, nada de têm de fixo ou de regular e, propriamente falando, não
constituem sociedades. Para uma sociedade regularmente organizada, são
necessárias condições de vitalidade muito diferentes, em razão mesmo do número
de membros que a compõem, da estabilidade e da permanência. A primeira de todas
é a homogeneidade nos princípios e na maneira de ver. Toda sociedade formada por
elementos heterogêneos, carrega consigo o germe de sua dissolução; pode-se
dize-la natimorta qualquer que lhe seja o objeto: político, religioso,
científico ou econômico.

Uma sociedade espírita requer uma outra condição, que é a assistência dos bons
Espíritos, querendo-se obter comunicações sérias, porque dos maus, deixando que
tomem pé, não podemos esperar senão mentiras, decepções e mistificações; sua
própria existência tem esse preço, uma vez que os maus serão os primeiros
agentes de sua destruição; eles a minarão pouco a pouco, se não fizerem desabar
tudo primeiro.

Sem homogeneidade, nada de comunhão de pensamentos, e, portanto, nada de calma,
nem de recolhimento possíveis; ora, os bons não vão senão ali onde encontram
essas condições; e como encontrá-los numa reunião onde as crenças são
divergentes, onde uns não crêem mesmo em tudo, e onde, conseqüentemente, domina
sem cessar o espírito de oposição e de controvérsia? Eles não assistem senão
aqueles que querem ardentemente se esclarecer, tendo em vista o bem, sem segunda
intenção, e não para satisfazer uma vã curiosidade.

Querer formar uma sociedade espírita fora dessas condições, seria dar prova de
ignorância, a mais absoluta, dos princípios mais elementares do Espiritismo.

Somos nós, pois, os únicos capazes de reuni-los? Seria bem deplorável, e além do
mais, bem ridículo para nós assim crer. O que fizemos, seguramente, outros podem
fazê-lo. Que outras Sociedades se ocupem, pois, dos mesmos trabalhos nossos, que
prosperem, que se multipliquem, tanto melhor, mil vezes tanto melhor, porque
será um sinal de progresso nas idéias morais; tanto melhor, sobretudo, se forem
bem assistidas e tiverem boas comunicações, porque não temos a pretensão de um
privilégio a esse respeito; como não temos em vista senão nossa instrução
pessoal e o interesse da ciência, que nossa sociedade não oculta nenhum
pensamento de especulação nem direto e nem indireto, nenhuma via ambiciosa, que
sua existência não repousa sobre uma questão de dinheiro, as outras Sociedades
serão para nós irmãs, mas não podem ser concorrentes; se delas tivermos ciúmes,
provaremos que estamos assistidos por maus Espíritos. Se uma delas se formasse
tendo em vista criar-nos uma rivalidade, com a segunda intenção de nos
suplantar, ela revelaria por seu próprio objetivo à natureza dos Espíritos que
presidiram sua formação, porque esse pensamento não seria nem bom nem caridoso,
e os bons Espíritos não simpatizam com os sentimentos de ódio, de ciúmes e de
ambição.

Temos, de resto, um meio infalível de não temer nenhuma rivalidade; foi São Luís
quem no-lo deu: Que entre vós vos compreendais e vos ameis, disse-nos.
Trabalhemos, pois, para compreender; lutemos com os outros, mas lutemos com
caridade e abnegação. Que o amor ao próximo esteja inscrito em nossa bandeira e
seja a nossa divisa; com isso afrontaremos o escárnio e a influência dos maus
Espíritos. Nesse terreno, podem nos igualar, e tanto melhor, porque serão irmãos
que nos chegarão, mas depende de nós não estarmos nunca ultrapassados.

Mas, dir-se-á, tendes uma maneira de ver que não é a nossa; não podemos
simpatizar com princípios que não admitimos, porque nada prova que estais com a
verdade. A isso eu respondo: Nada prova que estejais mais do que nós na verdade,
porque duvidais ainda, e a dúvida não é uma doutrina. Pode-se diferir de opinião
sobre pontos da ciência, sem se morder e se atirar a pedra; é mesmo muito pouco
digno e muito pouco científico fazê-lo. Procurai, pois, de vossa parte como
procuramos da nossa; o futuro dará razão a quem tem direito. Se nos enganamos,
não teremos o tolo amor próprio de nos obstinar em idéias falsas.

Mas há princípios sobre os quais se está certo de não se enganar: são o amor ao
bem, a abnegação, a abjuração de todo sentimento de inveja e de ciúme; esses
princípios são os nossos, e com esses princípios pode-se simpatizar sempre sem
se comprometer; é o laço que deve unir todos os homens de bem, qualquer que seja
a divergência de suas opiniões: só o egoísmo coloca entre eles uma barreira
intransponível.

Tais são, Senhores, as observações que acreditei dever vos apresentar, deixando
as funções que me confiastes; agradeço do fundo do coração todos aqueles que
consentiram em me darem testemunhos de sua simpatia. Chegue onde chegar, minha
vida está consagrada à obra que empreendemos, e ficarei feliz se meus esforços
puderem ajudar a fazê-la entrar no caminho sério que é a sua essência, o único
que poderá assegurar seu futuro.

O objetivo do Espiritismo é de tornar melhores aqueles que o compreendem;
tratemos de dar o exemplo e de mostrar que, para nós, a doutrina não é letra
morta; em uma palavra, sejamos dignos dos bons Espíritos, se quisermos que os
bons Espíritos nos assistam. O bem é uma couraça contra a qual virão sempre se
quebrar as armas da malevolência.

ALLAN KARDEC.

(1) Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (Revista Espírita,
julho de 1859)

Publicaremos no futuro o comentário regular das sessões da Sociedade. Contávamos
fazê-lo a partir deste número, mas a quantidade de matérias nos obrigou a
adiá-lo para a próxima entrega. Os Sócios que não residem em Paris, e os membros
correspondentes, poderão assim seguir os trabalhos da Sociedade.
Limitar-nos-emos a dizer hoje que, apesar da intenção do que o senhor Allan
Kardec havia expressado em seu discurso de encerramento de renunciar à
presidência, quando da renovação da secretaria, ele foi reeleito por unanimidade
com uma abstenção e um voto em branco. Acreditaria mal responder a um testemunho
assim elogioso persistindo em sua recusa. Ele não aceitou, todavia, senão
condicionalmente e sob a reserva expressa de renunciar às suas funções no
momento que a Sociedade se encontrasse em condições de oferecer a presidência a
uma pessoa cujo nome e posição social fossem de natureza a dar-lhe um maior
relevo; sendo seu desejo poder consagrar todo o seu tempo aos trabalhos e aos
estudos que ela demanda.

(2) Kardec falava em 1859. Em 31 de março de 1869 faleceu. Note-se a exata
previsão do tempo necessário para o seu trabalho. (Nota da EDICEL)

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#17099 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Dom, 6 de Dez de 2009 3:19 pm
Assunto: COMBATENDO O PRECONCEITO
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COMBATENDO O PRECONCEITO
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1687&let=C&stat=0

Quando Gandhi trabalhava pela independência da Índia, empenhou-se também em
combater uma questão interna: o preconceito de castas.

Tradição milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros,
agricultores, comerciantes e servos, as castas até hoje persistem.

Na base da pirâmide social, uma categoria desprezada: os párias.

Sem casta, os párias são considerados impuros e acredita-se que quem os toca
fica impuro também.  Por isso são chamados "intocáveis".

Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus
não faz diferença entre Seus filhos.

Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que
o usaram para fins de dominação política e social.

E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os párias, que ele
chamava "harijans", palavra que significa "filhos de Deus."

Estava certo Gandhi.  Somos todos filhos de Deus.  Os preconceitos que
carregamos são parte de um contexto social e cultural que devemos combater.

À medida que a Humanidade progride, os preconceitos vão perdendo espaço.

A ciência vai demonstrando que certas teorias não têm validade e aos poucos
vamos expurgando práticas vergonhosas.

Vejamos, por exemplo, o preconceito racial.  Ele é decorrente de uma visão que
data da época da colonização.

Os europeus se achavam superiores aos povos indígenas ou africanos.  É uma tese
absurda que o tempo se encarregou de derrubar.

Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e índios mostraram tanta
capacidade intelecto-moral quanto os demais.

Nunca é demais lembrar que - mesmo na época do mais rigoroso preconceito racial
no Brasil - houve quem triunfasse.

É o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.

Filho de uma ex-escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o
dia e estudava à noite, sob a luz de um lampião.

Demonstrou que o talento e o esforço vencem o preconceito, por mais forte que
seja.

Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece
inesperadamente.

É porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.

É assim na questão dos homossexuais.  Os preconceitos contra eles se manifestam
de forma agressiva.

Eles são ridicularizados, alvo de piadas e até de violência.  Muitos são
espancados e assassinados.

E tem mais: hansenianos, tuberculosos, ex-presidiários, aidéticos, etc.

Será que numa sociedade em que os homens cumprissem as leis de Deus isso
ocorreria?

Será que já conseguimos ver todos os demais seres humanos como irmãos que também
amam, sofrem e querem ser felizes?

Lembre-se do exemplo notável de Jesus, que tinha como filhos prediletos os
desprezados pela sociedade.

O Mestre reergueu a adúltera e a mulher prostituída.  Elogiou publicanos.

Não teve medo de hospedar-se na casa de homens de má fama e elegeu como
discípulo um coletor de impostos que era mal visto.

Por outro lado, advertiu severamente os orgulhosos e os que se achavam melhores
que os demais.

Repreendeu os religiosos sem compaixão e tomou a defesa dos mais frágeis.

Se Jesus - o ser mais perfeito que já habitou a Terra - agiu assim, por que não
imitá-lo?



Em 30.11.2007.

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#17098 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Qui, 3 de Dez de 2009 8:51 pm
Assunto: FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO.
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FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO.
Revista Espírita
Jornal de Estudos Psicológicos
publicada sob a direção de Allan Kardec
junho de 1868
http://aeradoespirito2.sites.uol.com.br/RevistaEspirita/FOTOG_DO_PENSAMENTO.htm


O fenômeno da fotografia do PENSAMENTO se ligando ao das criações fluídicas,
descrito em nosso livro da GÊNESE, no capítulo dos fluidos, para maior clareza
reproduzimos a passagem desse capítulo, onde esse assunto é tratado, e o
completamos com novas observações.

Os fluidos espirituais, que constituem, propriamente falando, um dos estados do
fluido cósmico, são a atmosfera dos seres espirituais; é o elemento onde eles
haurem os materiais sobre os quais operam; é o meio onde se passam os fenômenos
especiais perceptíveis à vista e ao ouvido do Espírito, e que escapam aos
sentidos carnais impressionados somente pela matéria tangível, onde se forma
essa luz particular ao mundo espiritual, diferente da luz comum por sua causa e
seus efeitos; é, enfim, o veículo do PENSAMENTO, como o ar é o veículo do som.

Os Espíritos agindo sobre os fluidos espirituais, não os manipulam como os
homens manipulam os gases, mas com a ajuda do PENSAMENTO e da vontade. O
PENSAMENTO e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem. Pelo
PENSAMENTO, eles imprimem a esses fluidos tal ou tal direção; aglomeram-nos,
combinam-nos ou os dispersam; com eles formam conjuntos tendo uma aparência, uma
forma, uma cor determinada; mudando-lhes as propriedades, como um químico muda a
dos gases ou outros corpos, os combinam segundo certas leis; é a grande oficina
ou o laboratório da vida espiritual.

Algumas vezes, essas transformações são o resultado de uma intenção;
freqüentemente, são o produto de um PENSAMENTO inconsciente; basta ao Espírito
pensar numa coisa para que essa coisa se produza, como basta modular uma ária
para que essa ária repercuta na atmosfera.

É assim, por exemplo, que um Espírito se apresenta à vista de um encarnado
dotado da visão psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo, na época em
que foi conhecido, tivesse tido várias encarnações depois. Ele se apresenta com
a roupa, os sinais exteriores  - enfermidades, cicatrizes, membros amputados,
etc., que tinha então; um decapitado se apresentará com a cabeça a menos. Não é
dizer que ele conserva essas aparências; não, certamente; porque como Espírito
ele não é nem coxo, nem maneta, nem caolho, nem decapitado, mas seu PENSAMENTO
reportando-se à época em que era assim, seu perispírito lhe toma
instantaneamente as aparências, que deixa do mesmo modo instantaneamente, desde
que seu pensamento deixa de agir. Se, pois, foi uma vez negro, outra vez branco,
ele se apresentará como negro ou como branco, segundo a dessas duas encarnações
sob a qual for evocado, e onde se reportar o seu PENSAMENTO.

Por um efeito análogo, o PENSAMENTO do Espírito cria fluidicamente os objetos
dos quais tinha o hábito de se servir: um avaro manejará o ouro; um militar terá
as suas armas e o seu uniforme; um fumante, o seu cachimbo; um lavrador, a sua
charrua e seus bois; uma velha, a sua roca para afiar. Esses objetos fluídicos
são tão reais para o Espírito que é, ele mesmo, fluídico, quanto eram no estado
material para o homem vivo; mas, pela mesma razão que são criados pelo
PENSAMENTO, a sua existência é tão fugidia quanto o PENSAMENTO.

Sendo os fluidos o veículo do PENSAMENTO, eles nos trazem o PENSAMENTO, como o
ar nos traz o som. Pode-se, pois, dizer, em verdade, que há, nesses fluidos,
ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar
ondas e raios sonoros.

Como se vê, é uma ordem de fatos toda nova que se passam fora do mundo tangível,
e constituem, podendo-se assim dizer, a física e a química especiais do mundo
invisível. Mas como, durante a encarnação, o princípio espiritual está unido ao
princípio material, disto resulta que certos fenômenos do mundo espiritual se
produzem conjuntamente com os do mundo material, e são inexplicáveis para quem
não lhes conhece as leis. O conhecimento dessas leis é, pois, tão útil aos
encarnados quanto aos desencarnados, uma vez que só elas podem explicar certos
fatos da vida material.

O PENSAMENTO, criando imagens fluídicas, se reflete no envoltório espiritual
como numa vidraça, ou ainda como essas imagens de objetos terrestres que se
refletem nos vapores de ar; ela ali toma um corpo e se fotografa de alguma
sorte. Que um homem tenha, por exemplo, a idéia de matar um outro, por
impassível que seja seu corpo material, seu corpo fluídico é posto em ação pelo
PENSAMENTO do qual reproduz todas as nuanças; ele executa fluidicamente o gesto,
o ato que tem o desejo de realizar; seu PENSAMENTO cria a imagem da vítima, e a
cena inteira se pinta, como num quadro, tal qual ela está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório
fluídico; que uma alma, encarnada ou desencarnada, pode ler numa outra como num
livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Os olhos do corpo
vêem as impressões interiores que se refletem sobre os indícios do rosto: a
cólera, a alegria, a tristeza; mas a alma vê sobre os indícios da alma os
PENSAMENTOS que não se traduzem ao redor.

No entanto, segundo a intenção, o vidente pode bem pressentir o cumprimento do
ato que lhe será a conseqüência, mas não pode determinar o momento em que se
cumprirá, nem lhe precisar os detalhes, nem mesmo afirmar que ocorrerá, porque
circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos decididos e mudar as
disposições. Ele não pode ver o que não está ainda no PENSAMENTO; o que vê é a
preocupação do momento, ou habitual, do indivíduo, seus desejos, seus projetos,
suas intenções boas ou más; daí os erros nas previsões de certos videntes,
quando um acontecimento está subordinado ao livre-arbítrio do homem; não podem
senão pressentir-Ihe a probabilidade segundo o PENSAMENTO que vêem, mas não
afirmar que ocorrerá de tal maneira e em tal momento. A maior ou a menor
exatidão nas previsões, depende, além disso, do alcance e da clareza da visão
psíquica; em certos indivíduos, Espíritos ou encarnados, ela é difusa ou
limitada a um ponto, ao passo que, em outros, ela é limpa, e abarca o conjunto
dos pensamentos e da vontade, devendo concorrer para a realização de um fato;
mas, acima de tudo, há sempre a vontade superior que pode, em sua sabedoria,
permitir uma revelação ou impedi-la; neste caso, um véu impenetrável é lançado
sobre a visão psíquica mais perspicaz. (Ver na Gênese, o cap. da Presciência.)

A teoria das criações fluídicas e, conseqüentemente, da fotografia do
PENSAMENTO, é uma conquistado Espiritismo moderno, e pode ser, doravante,
considerada como adquirida em princípio, salvo as aplicações de detalhes que são
o resultado da observação. Esse fenômeno é, incontestavelmente. A fonte das
visões fantásticas, e deve desempenhar um grande papel em certos sonhos.

Pensamos que nele se pode encontrar a explicação da mediunidade do copo com
água. (Ver o art. precedente.) Desde que o objeto que se vê não está no copo, a
água deve fazer o trabalho de uma vidraça que reflete a imagem criada pelo
PENSAMENTO do Espírito. Esta imagem pode ser a reprodução de uma coisa real,
como pode ser a de uma criação de fantasia. O copo com água não é, em todos os
casos, senão um meio de reproduzi-la, mas não é o único, assim como o prova a
diversidade de procedimentos empregados por alguns videntes; este, talvez,
convenha melhor para certas organizações.

* * *

O PENSAMENTO IN O LIVRO DOS ESPÍRITOS (Allan Kardec)

A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres
orgânicos, aos quais dá, com o PENSAMENTO, a vontade de agir, a consciência de
sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer
relações com o mundo exterior e de prover as suas necessidades. (Trecho da nota
de Allan Kardec para a resposta dos Espíritos à q. 71)

89. Os Espíritos gastam algum tempo para atravessar o espaço?
-- Sim; mas rápido como o PENSAMENTO.

89-a. O pensamento não é a própria alma que se transporta?
-- Quando o PENSAMENTO está em alguma parte, a alma também o está, pois é a alma
que pensa. O pensamento é um atributo.

100 - ...A classificação dos Espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento,
nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições de que ainda não se
livraram. Esta classificação nada tem de absoluta: nenhuma categoria apresenta
caráter bem definido, a não ser no conjunto: de um grau a outro a transição é
insensível, pois, nos limites, as diferenças se apagam, como nos reinos da
Natureza, nas cores do arco-íris ou ainda nos diferentes períodos da vida
humana. Pode-se, portanto, formar um número maior ou menor de classes, de acordo
com a maneira por que se considerar o assunto. Acontece o mesmo que em todos os
sistemas de classificação científica: os sistemas podem ser mais ou menos
completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência;
mas, sejam como forem, nada alteram quanto à substância da Ciência. Os
Espíritos, interpelados sobre isto, puderam, pois, variar quanto ao número das
categorias, sem maiores conseqüências. Houve quem se apegasse a esta contradição
aparente, sem refletir que eles não dão nenhuma importância ao que é puramente
convencional. Para eles O PENSAMENTO É TUDO: deixam-nos os problemas da forma,
da escolha dos termos, das classificações, em uma palavra, dos sistemas.

TRANSMISSÃO OCULTA DO PENSAMENTO

419. Qual a razão por que a idéia de uma descoberta, por exemplo, surge ao mesmo
tempo em muitos pontos?
-- Já dissemos que, durante o sono, os Espíritos se comunicam entre si. Pois
bem, quando o corpo desperta, o Espírito se recorda do que aprendeu, e o homem
julga ter inventado. Assim, muitos podem encontrar a mesma coisa ao mesmo tempo.
Quando dizeis que uma idéia está no ar, fazeis uma figura mais exata do que
pensais; cada um contribui, sem o suspeitar, para propagá-la.

Nota de A. Kardec: Nosso Espírito revela assim, muitas vezes, a outros
Espíritos, e à nossa revelia, aquilo que constitui o objeto das nossas
preocupações de vigília.

420. Os Espíritos podem comunicar-se, se o corpo estiver completamente acordado?
-- O Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa: ele irradia em todo o
seu redor; eis porque poderá comunicar-se com outros Espíritos, mesmo no estado
de vigília, embora o faça mais dificilmente.

421. Por que duas pessoas, perfeitamente despertas, têm muitas vezes,
instantaneamente, o mesmo pensamento?
-- São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e vêem reciprocamente os seus
PENSAMENTOS, mesmo quando não dormem.

Nota de A. Kardec: Há entre os Espíritos afins uma comunicação de PENSAMENTOS
permitindo que duas pessoas se vejam e se compreendam sem a necessidade dos
signos exteriores da linguagem. Poderia dizer-se que elas falam a linguagem dos
Espíritos.

649. Em que consiste a adoração?
-- É a elevação do PENSAMENTO a Deus. Pela adoração o homem aproxima dEle a sua
alma.

Possuímos em nós mesmos, pelo PENSAMENTO e a vontade, um poder de ação que se
estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea. A prece por outros é um
ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar os bons Espíritos em
auxílio daquele por quem pedimos, a fim de lhe sugerirem bons PENSAMENTOS e lhe
darem a força necessária para o corpo e a alma. Mas ainda nesse caso a prece do
coração é tudo e a dos lábios não é nada. (Nota de Allan Kardec para a resposta
dos Espíritos à q. 662)

833. Há no homem qualquer coisa que escape a todo constrangimento, e pela qual
ele goze de uma liberdade absoluta?
-- É pelo PENSAMENTO que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o
PENSAMENTO não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não
aniquilá-lo.

834. O homem é responsável pelo seu pensamento?
-- Ele é responsável perante Deus. Só Deus, podendo conhecê-lo, condena-o ou
absolve-o, segundo a sua justiça.

835. A liberdade de consciência é uma conseqüência da liberdade de pensar?
-- A consciência é um PENSAMENTO íntimo, que pertence ao homem como todos os
outros pensamentos.

Diz Allan Kardec, no livro “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (cap. XXVII, item
10):

“O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de
transmissão do PENSAMENTO, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso
apelo, seja quando o nosso PENSAMENTO eleva-se a ele. Para se compreender o que
ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e
desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como
na terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela
vontade, pois é o veículo do PENSAMENTO, como o ar é o veículo do som, com a
diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido
universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o PENSAMENTO se dirige para
algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa,
uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o PENSAMENTO,
como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do PENSAMENTO e da vontade. É assim
que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar
onde se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos
transmitem suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre
os próprios encarnados”.

in REVISTA ESPÍRITA, outubro de 1864 (TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO - Meu
fantástico)
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/Revista_Espiri\
ta/Textos/TRANSMISSAO_DE_PENSAM.htm

...os Espíritos não têm mais necessidade da linguagem articulada; eles se
compreendem sem o recurso da palavra, tão só pela transmissão do PENSAMENTO, que
é a língua universal.

* * *


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#17097 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Qui, 3 de Dez de 2009 8:48 pm
Assunto: AQUECIMENTO GLOBAL
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AQUECIMENTO GLOBAL
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1609&let=A&stat=0

A Terra nos acolheu quando nascemos. O planeta que viu nascer nossos
antepassados deverá ver também a chegada de nossos descendentes.

Muito tempo depois que deixarmos o solo desta Terra, o sol vai aquecer os homens
do futuro que viverão aqui. E que mundo teremos deixado para a geração do
amanhã?

Não costumamos pensar na generosidade da Terra que nos recebeu, ofertando frutos
e flores, sombra e água.

Ao contrário, ao longo dos séculos, encharcamos o solo com substâncias
corrosivas, reviramos a terra em busca de riquezas, matamos árvores,
contaminamos águas, desperdiçamos recursos, poluímos o ar.

Enfim, seguimos esquecidos que os recursos naturais precisam de renovação e
cuidado. O descuido de milênios então, afinal, surgiu.

Hoje, os resultados estão bem à nossa frente: chuva ácida, rios que se tornaram
quase sólidos, montanhas de lixo.

Animais e plantas que morrem, que se extinguem como se fossem bolhas que
simplesmente estouram no ar.

Nosso planeta agoniza, sufocado pela nossa displicência.

Podemos de fato fazer algo? Que atitude tomar?

Acredite: todos nós podemos, sim, retribuir a generosidade dessa Terra que nutre
seus filhos.

Hoje é dia de um novo começo, dia de amar mais a Terra, a natureza.

Olhe por alguns momentos para o céu claro. Pense no ar limpo que entra em seus
pulmões. E em homenagem a tudo isso, deixe o carro em casa... Por um dia que
seja.

Por um instante apenas, lembre das flores que brotam em janelas e sacadas.
Flores selvagens, urbanas, flores em rosa, vermelho, laranja, branco e amarelo.

Recorde desse perfume e beleza. E retribua, evitando o desperdício que se torna
a montanha de lixo que soterra as flores.

Agora, tenha em mente os regatos claros, as correntes de água, os rios imensos,
o oceano formidável.

Pense em cada copo de água fresca que sacia a sede e faça um gesto de gratidão:
economize água sempre que puder.

Nesses pequenos gestos do cotidiano é que conseguiremos reverter o quadro dos
dias atuais. Aos poucos, seremos obrigados - pelo próprio instinto de
sobrevivência - a cuidar mais do mundo em que vivemos.

E, se o homem firmar esse compromisso consigo mesmo, quem sabe um dia,
novamente, haverá ar puro, céu azul, água limpa e um lugar adorável para se
viver.

Mas não se engane. Tudo isso depende - e muito - de você. Dos gestos de
responsabilidade ambiental que você tomar, dos exemplos que der, da educação que
oferecer aos seus filhos.

Esse é um tempo de escolhas, de decisões.

Pense nisso. E, um dia, quando seus olhos físicos tiverem se fechado neste mundo
- mesmo que os homens não mais se lembrem que você viveu aqui, sua memória
estará viva na brisa que agita as folhas, nas correntes de água.

Os perfumes e as cores da Terra lembrarão de você e de seus gestos de amor.

* * *

Depende de cada um de nós a Terra do amanhã. Tanto moral quanto fisicamente.

Nós partiremos, em alguns anos. Mas, haveremos de retornar a este mundo, outras
vezes, em outras épocas, em novos corpos.

Que desejamos encontrar, em nosso retorno?

Pensemos nisso, agora!

Redação do Momento Espírita.

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#17096 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Qui, 3 de Dez de 2009 1:56 am
Assunto: Erraticidade e fantasias espirituais
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Erraticidade e fantasias espirituais
Iso Jorge Teixeira
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/iso-jorge/erraticidade.html

Natureza da vida depois da morte

O Espiritismo é uma Doutrina consoladora por excelência, ele demonstra por fatos
patentes a imortalidade da alma, a sua individualidade após a morte e a
necessidade de reencarnação para o aperfeiçoamento, pois somos perfectíveis.
Todos esses princípios estão resumidos nas questões 149, 150, 152, 166, 166-a,
166-b, 166-c e 223 de O Livro dos Espíritos de ALLAN KARDEC.

DESTINO DAS ALMAS DEPOIS DA MORTE.

Que acontece com a alma após a morte? A dos bons irão para o céu e a dos maus
para o inferno? Haveria um purgatório, um lugar determinado para a ascensão ao
céu ou como preparativo para a reencarnação daquelas almas necessitadas de
purificação?...

Essas perguntas, exceto a primeira, seriam respondidas com um sim pela maioria
dos religiosos brasileiros... Inclusive DANTE ALIGHIERI em sua A Divina Comédia,
descreve minuciosamente INFERNO, PURGATÓRIO e CÉU (1), de maneira genial, embora
com os ensinamentos e os conhecimentos "científicos" e míticos medievais e o não
menos genial GUSTAVO DORÉ ilustrou magistralmente tal obra, a bico-de-pena.

Curiosamente, alguns confrades sincretizam tais conceitos de céu, inferno e
purgatório e admitem coisas semelhantes àquelas descritas n' A Divina Comédia –
do obscurantismo medieval – dizendo que após a morte seremos encaminhados para
um "Pronto - Socorro Espiritual" e daí, para "colônias espirituais". No entanto,
não é isso que está explícito e implícito na Doutrina dos Espíritos; por isso,
julgamos importante tratar aqui da questão básica relativa à erraticidade (2) e
dos Espíritos errantes...

Que seremos ao desencarnarmos?

Estamos encarnados na Terra para provas e expiações, por isso somos, na
esmagadora maioria, Espíritos inferiores. Ao desencarnarmos seremos, na quase
totalidade, Espíritos errantes e isso está bem claro na resposta à questão 224
de O Livro dos Espíritos de ALLAN KARDEC, ou seja, nos intervalos da encarnações
a alma é um "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

A erraticidade não é um sinal de inferioridade entre os Espíritos, pois estes
ali existem em todos os graus (cf. resposta à questão 225, op.cit.), mas somente
os Espíritos Puros não são errantes, pois seu estado é definitivo (cf. resposta
à questão 226, op. cit.).

Enfim, Espíritos errantes são aqueles em trânsito, que esperam uma oportunidade
de reencarnação em nosso planeta ou em outro... Embora possamos evoluir no
estado errante – através do estudo do nosso passado e observando os lugares que
percorrermos, ouvindo os homens esclarecidos e captando os conselhos dos
espíritos mais elevados (cf. resposta à questão 227, op. cit.) –, é através da
existência corpórea que pomos em prática as idéias adquiridas na erraticidade
(resposta à questão 230 'in fine').

Ora, há uma série de livros mediúnicos em que aparecem Espíritos, com falsa
modéstia indisfarçável, que se dizem "imperfeitos" e que estariam "ajudando os
irmãozinhos encarnados", durante séculos na erraticidade. Como um deles, num
Centro em que freqüentamos, que dizia ser o "pai Joaquim", que – após uma troca
de idéias, preparatória, para uma sessão mediúnica –, dirigiu-se diretamente a
nós, dizendo:

–– Dr., o Sr. tem preconceito contra os pretos - velhos?

Ao que respondemos, então:

–– É por não ter preconceito que não entendo porque o Sr. se intitula "pai
Joaquim"!

Em seguida, ele fez uma longa explanação, aliás repetida em muitos Centros, de
que a encarnação preferida dele foi a de um escravo, por isso se intitulava
assim. E finalmente disse:

–– Estou aqui neste plano há mais de 300 anos, tenho muitas imperfeições, mas
procuro ajudar os irmãozinhos encarnados.

Retrucamos, então:

–– Se está há tanto tempo aí, e com imperfeições, por que não reencarna?...

A seguir, ele (não sei se o Espírito ou o médium) mostrou-se desconcertado,
hesitante, sem graça; tropeçou nas palavras e não trouxe nenhum ensinamento
novo, somente frases – feitas...

Ou seja, determinados livros mediúnicos estão afastando cada vez mais as pessoas
da Doutrina dos Espíritos, pois algumas excrescências doutrinárias são tidas
como verdadeira Doutrina...

As chamadas "colônias espirituais" são de existência questionável

Há uma grande falha em nosso movimento espírita ao admitir que fiquemos, quase
enclausurados em "colônias espirituais", a receber conselhos de Espíritos, como
se aí estivéssemos encarnados, como naquelas imagens de DORÉ sobre a Divina
Comédia de DANTE... Até um tal "vale dos suicidas" é creditado como verdadeira
Doutrina dos Espíritos!... Contudo, nas obras de KARDEC não há a menor
referência nem às colônias espirituais nem ao vale dos suicidas. Seria uma
omissão imperdoável da Espiritualidade Superior!

Acreditamos em que, ao desencarnarmos, a nova vida é eminentemente espiritual,
nada de mundos especiais, "cópias aperfeiçoadas dos objetos da Terra", como
dizem alguns confrades. O mundo da erraticidade é um mundo de reflexão em que
nos preparamos para uma nova encarnação, mas essa preparação não tem nada de
material.

Alguns argumentam que aqueles Espíritos mais terra-a-terra não conseguiriam
viver sem a matéria !!! Ora, se não conseguirem viver sem a matéria, ao
desencarnarem não sairão daqui do orbe terrestre, é o que se infere do início da
resposta à questão 232 de O Livro dos Espíritos, isto é:

"(...) Quando o Espírito deixou o corpo ainda não está completamente desligado
da matéria e PERTENCE ao mundo em que viveu ou um mundo do mesmo grau(...)"– o
destaque é nosso.

Espíritos superiores não podem reencarnar-se?

Nunca devemos esquecer-nos de que estamos rodeados de espíritos desencarnados,
errantes, e são eles que nos dão boas ou más inspirações. Embora aqui na Terra
predominem os maus espíritos, temos também Espíritos Superiores, em menor
número, é o caso dos Espíritos – Guias de cada um de nós...

A propósito, é um sofisma afirmar-se que um Espírito Superior teria dificuldade
de vir à Terra e seria impossível, em determinado caso, a sua reencarnação
terrena; pois, argumentam, o seu fluido é muito diáfano para suportar os fluidos
terrenos. Ora, o perispírito é extraído do planeta em que o indivíduo está
encarnado (cf. questão 94, op. cit.) ou situado; obviamente, há variações
individuais, mas a sua constituição é sempre a mesma para cada orbe.

A Doutrina dos Espíritos é bem clara neste aspecto, ela nos diz em relação aos
Espíritos

Superiores, os de segunda ordem: "Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é
para cumprir uma missão de progresso e, então, nos oferece o tipo de perfeição a
que a humanidade pode aspirar neste mundo."(cf. item 111, 'in fine', de O Livro
dos Espíritos). Um exemplo maravilhoso deste caso foi a encarnação de JESUS (cf.
questão 625 , op. cit.) e a este respeito disse KARDEC:

"Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a humanidade
na Terra(...)" (cf. Comentário ab initio à questão 625, op. cit.).

Sabemos que o assunto é polêmico em relação a JESUS, pois alguns julgam-no um
Espírito Puro, de primeira ordem e, por isso, não mais sujeito à encarnação.
Mesmo admitindo que JESUS seja um Espírito Puro, qual a impossibilidade de sua
encarnação?... Em nosso modo de entender não há nenhuma impossibilidade, tanto
assim que ele reencarnou de fato e há provas disso. Mas não entraremos nesta
discussão, pois não é o escopo deste estudo. (3)

Enfim, na erraticidade não existe céu, inferno nem purgatório, em lugares
determinados; eles existem sim, na consciência individual. Muitas vezes esses
Espíritos atraem-se por sintonia, mas, como Espíritos não são capazes de formar
quadrilhas, como do Comando Vermelho, Terceiro Comando, aqui da Terra. São
espíritos cujo "inferno" consiste – quando renitentes no mal –, em não poderem
por em prática os seus maus pendores e isto está bem claro na resposta à questão
970, 'in fine', de O Livro dos Espíritos:

"Desejam todos os gozos e não podem satisfazê-los. É isso que os tortura".

Muitos confrades temem os obsessores numa reunião mediúnica, alegando até que
alguns são chefes de falanges infernais!... Mais importante que doutrinar o
obsessor (o que é mais fácil) é levar o obsidiado a desprender-se da sintonia
que o liga ao seu algoz, pois afinal de contas ambos são algozes - vítimas.

EPÍLOGO

O Céu, o Inferno, o Purgatório, as Colônias espirituais, são fantasias
espirituais sem nenhuma sustentação científico – doutrinária, são elucubrações
místicas de Espíritos ainda apegados à matéria e de algumas pessoas simplórias
que não conseguem conceber o mundo espiritual sem materialidade.

Ao desencarnarmos na Terra, um planeta inferior, por melhores que sejamos não
atingiremos , imediatamente, a condição de Espíritos Puros e por mais obstinados
que sejamos no mal, não ficaremos eternamente nessa condição de "legionários
infernais", pois a Providência Divina nos dá o livre-arbítrio, propiciando-nos o
arrependimento. A Lei Divina é Misericordiosa...

Iso Jorge Teixeira
CREMERJ:52-14472-7
Psiquiatra. Livre-Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de
Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
(1) Sobre este tema sugerimos ver, também, a obra O CÉU E O INFERNO (Allan
Kardec).

(2) ERRATICIDADEm estado dos ESPÍRITOS ERRANTES, isto é, não encarnados, durante
os intervalos de suas existências corpóreas. A ERRATICIDADE não é um sinal
absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as
classes, salvo os da primeira ordem ou puros, que não tendo mais que sofrer
encarnação (3), não podem ser considerados como errantes. Os Espíritos errantes
são felizes ou desgraçados segundo o grau de sua purificação. É nesse sentido
que o Espírito, tendo despido o véu material do corpo, reconhece suas
existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade
infinita. É então, igualmente, que ele escolhe novas provas, a fim de avançar
mais depressa.

Allan Kardec in INSTRUÇÕES PRÁTICAS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS (obra que
antecedeu o LIVRO DOS MÉDIUNS).

(3) Sobre este assunto sugerimos ler dois estudos acionando os < link's > abaixo
indicados:
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Estudo\
s/QUAL_E_A_SUA_CLASS_ESPIRIT.html
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Estudo\
s/A_ESCALA_ESPIRITA.html



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#17095 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Qui, 3 de Dez de 2009 1:52 am
Assunto: SOLIDÃO E CONSCIÊNCIA
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SOLIDÃO E CONSCIÊNCIA
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1637&let=S&stat=0

Nesta época em que vivemos, a sensação é que jamais estamos sós. Cercados por
gente em ônibus, metrôs, aviões, locais de trabalho e ruas. Entretanto, nunca
fomos tão solitários.

E quanto mais nos cercamos de gente, de barulho, de tarefas, mais se agrava a
sensação de que estamos sós. Parece contraditório?

Parece sim. Mas não há contradição. Porque estar em companhia de alguém é muito
mais do que estar ao lado da pessoa.

Muitas vezes a presença física está lá, mas a alma já escapou para um lugar
distante.

Um dos maiores compositores da Humanidade, Giuseppe Verdi, criou uma imagem
fascinante para as pessoas que vivem cercadas de gente, em festas cheias de
risos e de  alegria, mas que se sentem caminhando sós pelo Mundo.

Está na ópera La traviata. É quando a personagem Violeta fala que é uma mulher
sozinha em um populoso deserto.

Quantas vezes nos sentimos em um deserto habitado por gente estranha!

Sim, em nossa vida raramente temos pessoas que pensam igual a nós.

Aqui e ali temos afinidades e pontos em comum, mas a trajetória da alma é
solitária. Nossas descobertas, vitórias e frustrações são intransferíveis.

Em nosso caminho para Deus estabelecemos diálogos que dizem respeito apenas a
nós mesmos.

Processos pessoais, momentos puramente individuais em que a voz da consciência
ressoa em nossa alma com exatidão... Com rara sinceridade.

Por melhores sejam os amigos, eles não nos dirão as verdades como a nossa
própria consciência o faz.

O amigo não vai desejar nos ofender, maltratar ou irritar. Por isso, ele tentará
minimizar a dura verdade.

Mas a consciência, não. Ela nos apresenta uma avaliação rigorosa de nossos atos.
Ela nos põe diante de nós mesmos.

Tudo muito naturalmente. E sequer conseguimos contestar essa avaliação
criteriosa.

Então, por que temer a solidão? É quando silencia o mundo à nossa volta que
conseguimos ouvir a voz da consciência.

O homem sábio muitas vezes busca o deserto, a quietude, o silêncio, a fim de se
encontrar consigo mesmo, de voltar-se para Deus.

Há tempo para tudo, ensina o Eclesiastes, um dos livros bíblicos. Tempo de
semear, tempo de colher, tempo de falar, tempo de silenciar também.

Silenciar para ouvir os sons da alma, os conselhos do coração.

Então, se a vida lhe oferece a solidão, acolha-a como um presente. Aproveite
cada minuto para reflexões. Encare tudo como oportunidade de aprendizado.

Há tanta gente imersa em ruídos, sufocada por conversas maledicentes ou pelo som
de risadas irônicas. Há tanta gente cercada de pessoas mas com o coração
amargurado, oprimido, vazio.

Por isso, não lamente a falta de companhia do Mundo. Busque na sua solidão a mão
amiga de Deus.

*  *  *

Enquanto você se crê solitário e triste, frustrado nos anseios que acalentava,
perde os olhos nas tintas carregadas do pessimismo e não vê aqueles olhos que o
fitam inquietos, desejando se acercar de você, sem oportunidade de poder
fazê-lo.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

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*  *  *







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#17094 De: Zécarlos <bramim@...>
Data: Ter, 1 de Dez de 2009 10:11 am
Assunto: ALFABETO DO AMIGO (Fátima Alves)
j.bramim
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*ALFABETO DO AMIGO*

*
A** ceita você como você é.
**B** ota fé em você.
**C** hama-o ao telefone só pra dizer oi.
**D** á-lhe amor incondicional.
**E** nsina-lhe o que sabe de bom.
**F **az-lhe favores que os outros não fariam.
**G** rava na memória bons momentos passados com você.
**H** umor não lhe falta pra fazer você sorrir.
**I **nterpreta com bondade tudo o que você diz.
**J** amais o julga, esteja você certo ou errado.
**L** ivra-o da solidão.
**M** anda-lhe pensamentos de ternura e gratidão.
**N** unca o deixa em abandono.
**O** ferece ajuda quando vê sua necessidade.
**P** erdoa e compreende suas falhas humanas.
**Q** uer vê-lo sempre feliz.
**R** i com você e chora quando você chora.
**S** empre se faz presente nos momentos de aflição.
**T** oma suas dores e evita que o maltratem.
**U** m sorriso seu basta para fazê-lo feliz.
**V** ence o inimigo invencível junto com você.
**X** inga e briga por você.
**Z** ela, enfim, pela jóia que você representa.*

*
**FÁTIMA ALVES***







**
**
====

**

**

*"Faze de tua vida*

*NATAL a todo instante."-Irmão José/Carlos A. Baccelli*


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#17093 De: Zécarlos <bramim@...>
Data: Ter, 1 de Dez de 2009 10:09 am
Assunto: ORIENTAÇÕES (Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
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*ORIENTAÇÕES
*
*O fato é autêntico e sabido, mas é justo registrá-lo, de nossa parte.

Alguns ministros da fé se reuniram, a fim de se entenderem quanto às
melhores orientações na tradução do Evangelho de Jesus.

Um deles destacou antiga publicação da latinidade, outro se referiu a
inspirado escritor de assuntos religiosos, e ainda outros salientaram os
tradutores que se lhes faziam favoritos.

Um deles, porém, que se mantinha em silêncio, foi chamado a opinar.

- A melhor tradução do Evangelho que conheço - disse ele - é a de minha mãe.


- Não sabíamos que sua genitora se dedicava às letras sagradas - falou um
dos maiorais. Onde encontramos o livro dela para que possamos fazer a
aquisição?

O interpelado respondeu, com simplicidade:

- Minha mãe nada escreveu. Ela traduziu as lições de Jesus para nós, os seus
filhos, em atos de amor e sacrifício, com tanta grandeza de humildade e
trabalho que não nos será possível esquecer-lhe o devotamento.

Nesse ponto das apreciações gerais, a reunião foi encerrada.

**Psicografado por Francisco Cândido Xavier pelo Espírito de Emmanuel
Mensagem extraída do livro "Material de Construção" - Editora Ideal*






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*"Faze de tua vida*

*NATAL a todo instante."-Irmão José/Carlos A. Baccelli*


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#17092 De: Zécarlos <bramim@...>
Data: Ter, 1 de Dez de 2009 10:08 am
Assunto: DIVINO AMIGO (IRMÃO JOSÉ/Médium: CARLOS A. BACCELLI)
j.bramim
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*DIVINO AMIGO*

* *

*Divino Amigo,*

*     Ante o banquete de luz do Teu Natal, somos nós os pobres e os
estropiados convidados para a festa...*

* *

*     Somos nós, Senhor, os Teus convivas, batendo asa portas de Tua
misericórdia!*

* *

*     Envergando os andrajos de nossos erros, eis-nos aqui, famintos do Teu
pão....*

* *

*     Sacia a nossa sede de paz e balsamiza as feridas que ainda sangram em
nossas almas.*

* *

*     Aceita-nos ao redor de Tua mesa de fraternidade e permita-nos recolher
as migalhas do Teu amor!*

* *

*     Somos nós os que, agora, desejamos seguir-Te para sempre, amparados ao
bordão de nossas dores...*

* *

*    Estropiados pelas desilusões, embora a passos trôpegos, somos nós os
que ansiamos caminhar Contigo ao calvário de nossa redenção.*

* *

*Mestre,*

*     ensina-nos renascer a cada dia, à luz do Teu Natal que inflama de
esperança nova os nossos corações!*

* *

*    Fortalece os nossos propósitos no bem e que a Estrela que brilhou na
noite inesquecível em que nasceste nos norteie para o encontro definitivo
Contigo.*

* *

*                     Assim seja!*

* *

*                                                IRMÃO JOSÉ*

*Médium: CARLOS A. BACCELLI*

*Do livro “PERSEVERANÇA”, ed. DIDIER*






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*"Faze de tua vida*

*NATAL a todo instante."-Irmão José/Carlos A. Baccelli*


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#17091 De: Zécarlos <bramim@...>
Data: Seg, 30 de Nov de 2009 10:03 am
Assunto: ORAÇAO POR ENTENDIMENTO (EMMANUEL/FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)
j.bramim
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*ORAÇAO POR ENTENDIMENTO *

* Senhor Jesus! *

*Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já
que, somente assim, as bençãos que nos concedes podem fluir, através de nós,
em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a
existência. *

*Induze-nos **à **prática do entendimento' que nos fará observar os valores
que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim
por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos
ainda não obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida ... *

*E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e
trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, es­pecialmente na
doação de nós mesmos, naqui­lo que sejamos ou naquilo que possamos dispor,
de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em ti, tanto
quanto per­maneces em nós, agora e sempre.. *

*Assim seja. *

* *

* *

* *

*EMMANUEL/FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER*






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*"Faze de tua vida*

*NATAL a todo instante."-Irmão José/Carlos A. Baccelli*


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#17090 De: Célia Gonçalves Gouveia <gouveia_1951@...>
Data: Seg, 30 de Nov de 2009 10:15 am
Assunto: Res: Res: [Esp_simp] Uma pequena provocação
gouveia_1951
Online agora Online agora
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Bom dia, pessoas... bom dia, Vlad...

tudo bem aí nas Gerais?... aqui nas Araucárias continua chovendo bastante...
Ieda, Xinduba, todos e todas a quem não me dirigi individualmente, muita honra
em estar entre vocês.

Antes de tudo me deixa expressar a grande alegria de estar novamente neste meio
virtual, retomando uma conversa mais longa com vocês.

Então, querido... eu tenho umas teorias... ou melhor... umas hipóteses,
eheh...

Talvez as formas organizativas que se observam sejam apenas alianças
temporárias, feitas justamente para defender interesses menores. Não exigem
divisão nem partilha de nada. É só aquele tempo jogado fora, usado para a
algazarra e a folia. Não exige nenhum dispêndio de energia ou esforço
pessoal, como seria um grupo de estudo ou de serviço.

O esporte é uma atividade maravilhosa, mas é uma atividade auxiliar.
Transformado em objetivo central de uma vida (profissão, por exemplo) vira uma
distorção, perde o seu sentido.

Inclusão... uau... este termo é medonho, no meu entendimento... não existe
inclusão... tudo quanto vemos por aí, mundo afora, é a nossa sociedade. Gente
morrende de fome, nas mãos da violência, outros morrendo por comer demais,
gente morando nas ruas, gente sem acesso a nenhum dos avanços tecnológicos que
a ciência proporciona... estão excluídos de um estilo de vida, não da vida
em si mesma... mas eles são, efetivamente, a demonstração viva da sociedade
que a humanidade criou... isto é, que nós criamos... porque a sociedade não
é um ente abstrato... a sociedade somos nós. Pra mim, não existe inclusão:
existe apenas o reconhecimento de que tal pessoa ou grupo existe. Ocorre que se
a pessoa ou grupo que está sendo "incluído" precisa do nosso reconhecimento
para existir... valha-nos Deus... somos muito autoritários ainda...

Com relação ao mundo virtual... sim, Vlad... muita gente vive apenas
virtualmente... mas não dá pra negar que virtual não é só o mundo da
informática... há muito de virtual nos nossos relacionamentos do dia a dia,
presenciais mesmo... e no mundo da informática há muito de real, não é
mesmo? Se um dia eu puder te contar o que esta simpática listinha (lógicamente
as pessoas que a sustentam) fez por mim talvez você entenda porque eu defendo
tanto este meio de comunicação...

Aí... a provocação está crescendo, eheh...

Abraço forte....


Célia Gouveia












________________________________
De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Domingo, 29 de Novembro de 2009 13:48:06
Assunto: Res: [Esp_simp] Uma pequena provocação


Oi Célia!!
Ótima provocação!! rs...rs...rs. ..

A era da "informação" ainda passa, na minha insignificante percepção, pelo
descompasso.  Chegará o dia em que atingiremos o caminho do meio em tudo isto!!
Até lá, porém, muita ralação para entender todo este mecanismo.

Kardec foi o codificador do Espiritismo, mas o Espiritismo não é fruto do
trabalho de um só espírito. Isto mostra que, pelo menos, desde 1857 a idéia
de se trabalhar em Equipe era aspiração para o futuro.

Bernardinho, técnico da seleção de volei tem um livro chamado "transformando
suor em ouro" muito interessante. A obstinação dele é uma característica
marcante de liderança que ele sabe explorar como poucos no trabalho em equipe
que precisa desenvolver.

Esportes coletivos tendem a facilitar mais o papel da inclusão do indivíduo em
um contexto social que permita que seus sonhos e objetivos sejam alcançados.
Porém, sempre tem um porém, né?!, o que se busca no esporte coletivo é o
enriquecimento material: carros importados, coberturas em bairros nobres,
cordões de ouro, etc....

No meio espírita conheço pessoas que se abdicaram de frequentar casa espírita
para fazer trabalhos apenas virtuais!!!! ! Parece brincadeira mas não é não:
no virtual, quem dita as normas e regras é o dono do pedaço. a convivência,
democrática, autocrática ou ditatorial é quase substituída pelo virtual. No
virtual fala-se "eu te amo" para uma pessoa que você nunca viu. Ao passo que a
pessoa que está ao nosso lado, que conhece nossas maselas... bom, esta pessoa
se houver diálogo já está bom...

Neste cenário "dantescamente" pintado, Célia, grupos, associações e até
relacionamentos campeiam para a "superficialidade" das relações pois ninguém
quer "sofrer", assim parece... só que o sofrimento é a negação do
aprendizado. Explicando: passamos por situações de "dor", mas sofrer é negar
o aprendizado pois ainda que doa, quando nos conscientizamos do processo,
aprendemos e a dor passa a ser oportunidade de crescer!!!

Acho que poderíamos montar uma associação de espíritas dispostos a
transformar o conhecimento espírita em realidade por meio de nossas ações.
Seria AEDTCERMNA.. . putz... é um nome muito grande para uma associação...
acho que não vai dar... ;-)

Fraterno abraço Célia e demais amigos!!

vlad



____________ _________ _________ __
De: Célia Gonçalves Gouveia <gouveia_1951@ yahoo.com. br>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Domingo, 29 de Novembro de 2009 8:21:36
Assunto: [Esp_simp] Uma pequena provocação


Olá, Vlad, Sérgio... enfim, olá, todos e todas...

Já que vocês falaram em futebol resolvi jogar uma perguntinha na lista,
relacionada com o futebol...

Sinto que o individualismo cresce cada vez mais na sociedade. Para todo lado que
olho vejo a lógica da "farinha pouca meu pirão primeiro". Junto disso crescem
as organizações de grupos para fins (como diria?) menores. As pessoas se
organizam para jogar botão, búlico, para dançar funk, aqui em Curitiba tem
sociedades para caminhadas na Serra da Graciosa e afins... dia destes descobri
uma associação para empinar papagaio. Nesse meio tem as torcidas organizadas.
.. cada vez mais refratárias a qualquer convivência pacífica com as outras.

Na outra ponta, qualquer tentativa de organizar um clube do livro, um grupo de
economia solidária, um serviço de atendimento, um grupo de estudos, dentro do
âmbito de uma religião, da doutrina espírita ou não... vale para o ambiente
universitário também... a gente esbarra em imensas dificuldades.

Os amigos observam isso também? Como vocês interpretam esta mudança de
valores?

Um grande abraço a todos desta amada listinha...

Célia Gouveia

____________ _________ _________ __
De: vladimir alexei <vladimir_alexei@ yahoo.com. br>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 21:09:51
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Pô, Serjão,
É preferível mandar um abraço pra "xurupita" do que falar um trem desse,
sô!!! A partir de janeiro/2010 direi a você que não existe mais série C no
campeonato brasileiro.. . kkkkkkkk
abração meu querido!!
vlad

____________ _________ _________ __
De: Sergio Martins <sergmart55@ gmail. com>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 19:42:50
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Ôôôôôôô.... Vlad....

Eu não entendo chongas nenhuma de futebol, por isso pergunto:

EXISTE SÉRIE C DO CAMPEONATO BRASILEIRO?? ????

>:-)

Abração

Sergio

2009/11/28 vladimir alexei <vladimir_alexei@ yahoo.com. br>
>
>
>
> Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
> - Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a
Luz Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
> Deus é tão presente e ajuda tanto que até o meu time ganhou campeonato este
ano: América Mineiro - CAMPEÃO BRASILEIRO.. . da série c... mas CAMPEÃO
BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
> Bjss no coração de todos e muito obrigado meu amigo! Que nossa amizade seja
sempre crescente!
> vlad
>
>
>
> ____________ _________ _________ __
> De: Sergio Martins <sergmart55@ gmail. com>
> Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
> Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
> Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
>
>
> As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
> aniversário!
>
> Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.
>
> Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
> de todos que você é.
>
> Um grande abraço deste teu irmão menor.
>
> Sergio
>
> 2009/11/24 <espiritasesimpatiz a ntes@yahoogrupos .com.br>
> >
> >
> > Lembrete de: espiritasesimpatiza ntes Yahoo! Grupo
> >
> > Título: Aniversário do Vlad
> >
> > Data: Terça-feira 24/11
> > Hora: 7:00 AM - 7:15 AM
> > Repetições: Este evento se repete anualmente.
> > Anotações: Feliz Aniversário! Que seus sonhos e propósitos sejam
renovados, hoje e sempre!
> >
> > Receba lembretes no seu Yahoo! Messenger ou e-mail.
> > Editar as opções do lembrete
> > Copyright © 2009 Yahoo!. Todos os direitos reservados | Termos do Serviço
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> >
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> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados
> http://br.maisbusca dos.yahoo. com
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> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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#17089 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Dom, 29 de Nov de 2009 3:48 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Uma pequena provocação
vladimir_alexei
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Oi Célia!!
Ótima provocação!! rs...rs...rs...

A era da "informação" ainda passa, na minha insignificante percepção, pelo
descompasso. Chegará o dia em que atingiremos o caminho do meio em tudo isto!!
Até lá, porém, muita ralação para entender todo este mecanismo.

Kardec foi o codificador do Espiritismo, mas o Espiritismo não é fruto do
trabalho de um só espírito. Isto mostra que, pelo menos, desde 1857 a idéia
de se trabalhar em Equipe era aspiração para o futuro.

Bernardinho, técnico da seleção de volei tem um livro chamado "transformando
suor em ouro" muito interessante. A obstinação dele é uma característica
marcante de liderança que ele sabe explorar como poucos no trabalho em equipe
que precisa desenvolver.

Esportes coletivos tendem a facilitar mais o papel da inclusão do indivíduo em
um contexto social que permita que seus sonhos e objetivos sejam alcançados.
Porém, sempre tem um porém, né?!, o que se busca no esporte coletivo é o
enriquecimento material: carros importados, coberturas em bairros nobres,
cordões de ouro, etc....

No meio espírita conheço pessoas que se abdicaram de frequentar casa espírita
para fazer trabalhos apenas virtuais!!!!! Parece brincadeira mas não é não:
no virtual, quem dita as normas e regras é o dono do pedaço. a convivência,
democrática, autocrática ou ditatorial é quase substituída pelo virtual. No
virtual fala-se "eu te amo" para uma pessoa que você nunca viu. Ao passo que a
pessoa que está ao nosso lado, que conhece nossas maselas... bom, esta pessoa
se houver diálogo já está bom...

Neste cenário "dantescamente" pintado, Célia, grupos, associações e até
relacionamentos campeiam para a "superficialidade" das relações pois ninguém
quer "sofrer", assim parece... só que o sofrimento é a negação do
aprendizado. Explicando: passamos por situações de "dor", mas sofrer é negar
o aprendizado pois ainda que doa, quando nos conscientizamos do processo,
aprendemos e a dor passa a ser oportunidade de crescer!!!

Acho que poderíamos montar uma associação de espíritas dispostos a
transformar o conhecimento espírita em realidade por meio de nossas ações.
Seria AEDTCERMNA... putz... é um nome muito grande para uma associação...
acho que não vai dar... ;-)

Fraterno abraço Célia e demais amigos!!

vlad

 




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De: Célia Gonçalves Gouveia <gouveia_1951@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Domingo, 29 de Novembro de 2009 8:21:36
Assunto: [Esp_simp] Uma pequena provocação

 
Olá, Vlad, Sérgio... enfim, olá, todos e todas...

Já que vocês falaram em futebol resolvi jogar uma perguntinha na lista,
relacionada com o futebol...

Sinto que o individualismo cresce cada vez mais na sociedade. Para todo lado que
olho vejo a lógica da "farinha pouca meu pirão primeiro". Junto disso crescem
as organizações de grupos para fins (como diria?) menores. As pessoas se
organizam para jogar botão, búlico, para dançar funk, aqui em Curitiba tem
sociedades para caminhadas na Serra da Graciosa e afins... dia destes descobri
uma associação para empinar papagaio. Nesse meio tem as torcidas organizadas.
.. cada vez mais refratárias a qualquer convivência pacífica com as outras.

Na outra ponta, qualquer tentativa de organizar um clube do livro, um grupo de
economia solidária, um serviço de atendimento, um grupo de estudos, dentro do
âmbito de uma religião, da doutrina espírita ou não... vale para o ambiente
universitário também... a gente esbarra em imensas dificuldades.

Os amigos observam isso também? Como vocês interpretam esta mudança de
valores?

Um grande abraço a todos desta amada listinha...

Célia Gouveia

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De: vladimir alexei <vladimir_alexei@ yahoo.com. br>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 21:09:51
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Pô, Serjão,
É preferível mandar um abraço pra "xurupita" do que falar um trem desse,
sô!!! A partir de janeiro/2010 direi a você que não existe mais série C no
campeonato brasileiro.. . kkkkkkkk
abração meu querido!!
vlad

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De: Sergio Martins <sergmart55@ gmail. com>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 19:42:50
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Ôôôôôôô.... Vlad....

Eu não entendo chongas nenhuma de futebol, por isso pergunto:

EXISTE SÉRIE C DO CAMPEONATO BRASILEIRO?? ????

>:-)

Abração

Sergio

2009/11/28 vladimir alexei <vladimir_alexei@ yahoo.com. br>
>
>
>
> Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
> - Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a
Luz Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
> Deus é tão presente e ajuda tanto que até o meu time ganhou campeonato este
ano: América Mineiro - CAMPEÃO BRASILEIRO.. . da série c... mas CAMPEÃO
BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
> Bjss no coração de todos e muito obrigado meu amigo! Que nossa amizade seja
sempre crescente!
> vlad
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> De: Sergio Martins <sergmart55@ gmail. com>
> Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
> Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
> Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
>
>
> As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
> aniversário!
>
> Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.
>
> Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
> de todos que você é.
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> Sergio
>
> 2009/11/24 <espiritasesimpatiz a ntes@yahoogrupos .com.br>
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> > Lembrete de: espiritasesimpatiza ntes Yahoo! Grupo
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#17088 De: José Luiz Neto <luizcafuso@...>
Data: Dom, 29 de Nov de 2009 1:23 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Sou novato
xinduba
Offline Offline
Enviar e-mail Enviar e-mail
 
Muito agradecido pela recepção.
Luiz Neto




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De: Ieda Oliveira <ieda.oliveira10@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009 8:11:56
Assunto: Re: [Esp_simp] Sou novato

 
Seja bem-vindo, Luiz
 
Também sou nova na Doutrina Espírita e se não fossem grupos (no Yahoo) como
esse, não teria me adiantado tão bem nos estudos.
 
 
Abraços fraternos,

Ieda Oliveira

--- Em sex, 27/11/09, xinduba <luizcafuso@yahoo. com.br> escreveu:

De: xinduba <luizcafuso@yahoo. com.br>
Assunto: [Esp_simp] Sou novato
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Data: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009, 0:23

 

Olá,

Estou chegando para o grupo com o objetivo de aprender com todos. Sou
espírita mas preciso a prender muito.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

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#17087 De: Célia Gonçalves Gouveia <gouveia_1951@...>
Data: Dom, 29 de Nov de 2009 11:21 am
Assunto: Uma pequena provocação
gouveia_1951
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Olá, Vlad, Sérgio... enfim, olá, todos e todas...

Já que vocês falaram em futebol resolvi jogar uma perguntinha na lista,
relacionada com o futebol...

Sinto que o individualismo cresce cada vez mais na sociedade. Para todo lado que
olho vejo a lógica da "farinha pouca meu pirão primeiro". Junto disso crescem
as organizações de grupos para fins (como diria?) menores. As pessoas se
organizam para jogar botão, búlico, para dançar funk, aqui em Curitiba tem
sociedades para caminhadas na Serra da Graciosa e afins... dia destes descobri
uma associação para empinar papagaio. Nesse meio tem as torcidas
organizadas... cada vez mais refratárias a qualquer convivência pacífica com
as outras.

Na outra ponta, qualquer tentativa de organizar um clube do livro, um grupo de
economia solidária, um serviço de atendimento, um grupo de estudos, dentro do
âmbito de uma religião, da doutrina espírita ou não... vale para o ambiente
universitário também... a gente esbarra em imensas dificuldades.

Os amigos observam isso também? Como vocês interpretam esta mudança de
valores?

Um grande abraço a todos desta amada listinha...


Célia Gouveia












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De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 21:09:51
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário


Pô, Serjão,
É preferível mandar um abraço pra "xurupita" do que falar um trem desse,
sô!!! A partir de janeiro/2010 direi a você que não existe mais série C no
campeonato brasileiro.. . kkkkkkkk
abração meu querido!!
vlad



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De: Sergio Martins <sergmart55@gmail. com>
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 19:42:50
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Ôôôôôôô.... Vlad....

Eu não entendo chongas nenhuma de futebol, por isso pergunto:

EXISTE SÉRIE C DO CAMPEONATO BRASILEIRO?? ????

>:-)

Abração

Sergio

2009/11/28 vladimir alexei <vladimir_alexei@ yahoo.com. br>
>
>
>
> Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
> - Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a
Luz Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
> Deus é tão presente e ajuda tanto que até o meu time ganhou campeonato este
ano: América Mineiro - CAMPEÃO BRASILEIRO.. . da série c... mas CAMPEÃO
BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
> Bjss no coração de todos e muito obrigado meu amigo! Que nossa amizade seja
sempre crescente!
> vlad
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> De: Sergio Martins <sergmart55@gmail. com>
> Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
> Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
> Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
>
>
> As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
> aniversário!
>
> Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.
>
> Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
> de todos que você é.
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> Um grande abraço deste teu irmão menor.
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> Sergio
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> 2009/11/24 <espiritasesimpatiz a ntes@yahoogrupos .com.br>
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#17086 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 11:09 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
vladimir_alexei
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Pô, Serjão,
É preferível mandar um abraço pra "xurupita" do que falar um trem desse, sô!!! A
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brasileiro... kkkkkkkk
abração meu querido!!
vlad

 



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De: Sergio Martins <sergmart55@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Sábado, 28 de Novembro de 2009 19:42:50
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

Ôôôôôôô.... Vlad....

Eu não entendo chongas nenhuma de futebol, por isso pergunto:

EXISTE SÉRIE C DO CAMPEONATO BRASILEIRO??????

>:-)

Abração

Sergio

2009/11/28 vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
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> Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
> - Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a
Luz Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
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BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
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> De: Sergio Martins <sergmart55@...>
> Para: espiritasesimpatizantes@...
> Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
> Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
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> As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
> aniversário!
>
> Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.
>
> Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
> de todos que você é.
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> Um grande abraço deste teu irmão menor.
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> Sergio
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#17085 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 11:00 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR
vladimir_alexei
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Oi Cris!!!
valeu demais, minha querida!!!
Que Jesus nos abençoe a todos!!
abração e muito obrigado!!
vlad

 



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De: Cris <cristinaconsultora@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009 19:45:20
Assunto: Re: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR

 
Parabéns para o meu querido companheiro das Gerais!!!
Que Deus continue iluminando seu caminho, meu amigo, para que vc ainda possa
continuar muito tempo conosco e espalhando suas energias positivas por onde
passa!!! Que Jesus o abençoe sempre!!
 
Abraçãooooooo!!!
Cris

 

 
"Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher
sua atitude em qualquer circunstância da vida" - Victor Franklin

--- Em ter, 24/11/09, waldir oliveira <oliveirawaldir@ hotmail.com> escreveu:

De: waldir oliveira <oliveirawaldir@ hotmail.com>
Assunto: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR
Para: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 11:43

 

Ueeeeêba!!!!! !

Temos pandiqueij e bolo de fubá no café da tarde!!!

Parabéns Vladimir!

Saúde, Paz e Iluminação, sejam presenças constantes em seu Caminho

Se bem que eu ache que Perseverança também é um bom desejo.

Abraço Fraternal

waldir

PS.: estou lhe enviando uma guarrafa com água cristalina aqui dessas paragens
<:o)

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#17084 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 10:47 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
vladimir_alexei
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Grande Márcio!!
Quanto tempo, hein?! Como estão as coisas aí na Bahia?! E o nosso Divaldo
Franco: como anda?! Mande notícias!!!
Obrigado pelo carinho, meu amigo!!! Tudo de bom para você também!!
abração
vlad

 



________________________________
De: Marcio Menezes <marcom@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 19:25:09
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

 
Oi,

Conde Vlad aniversariando hoje? Parabéns, que a luz divina ilumine o seu
caminho sempre. Paz e saúde para você.

Abraços,

Márcio Menezes
Feira de Santana-Ba
----- Original Message -----
From: Sergio Martins
To: espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br
Sent: Tuesday, November 24, 2009 7:46 AM
Subject: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
aniversário!

Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.

Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
de todos que você é.

Um grande abraço deste teu irmão menor.

Sergio

2009/11/24 <espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br>
>
>
> Lembrete de: espiritasesimpatiza ntes Yahoo! Grupo
>
> Título: Aniversário do Vlad
>
> Data: Terça-feira 24/11
> Hora: 7:00 AM - 7:15 AM
> Repetições: Este evento se repete anualmente.
> Anotações: Feliz Aniversário! Que seus sonhos e propósitos sejam
renovados, hoje e sempre!
>
> Receba lembretes no seu Yahoo! Messenger ou e-mail.
> Editar as opções do lembrete
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#17083 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 10:46 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
vladimir_alexei
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Obrigado, Leozinho!!!
Grande e saudoso abraço!! Hoje tive notícias sua: você perguntando pra
Marcelinha a meu respeito!! Qualquer dia destes ao sair do Grupo vem aqui pra
casa, beleza?! Tô devendo o "mexidão" procês!!! :-)
Valeu pelo carinho meu amigo!!
vlad

 



________________________________
De: Leonardo T. Costa <leonardotcosta@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 11:49:43
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

 
Feliz aniversário Vlad,

Tudo de bom pra voce e sua familia. Que neste momento de alegria, que Jesus te
ilumine e guie seus passos em sua jornada aqui na Terra.

Um grande abraço,

Leozinho.

Em Terça 24 de Nov de 2009 09:51 GMT espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos
.com.br escreveu:

>Lembrete de: espiritasesimpatiza ntes Yahoo! Grupo
> http://br.groups. yahoo.com/ group/espiritase simpatizantes/ cal
>
>Aniversário do Vlad
>Terça-feira 24/11
>7:00 AM - 7:15 AM
>(Este evento se repete anualmente.)
>
>Anotações:
>Feliz Aniversário! Que seus sonhos e propósitos sejam renovados, hoje e
sempre!
>
>
>
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#17082 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 10:44 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR
vladimir_alexei
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Sai pra lá, sô!!!! Vem com esse trem de água de Campinas não que tô
foríssimo como diria o Moura!!!! :-)
Valeu demais meu amigo e irmão Waldir! O espiritualista mais espírita que
conheço!!!!
Que as bençãos Divinas recaiam sobre todos vocês e todos os seus entes mais
queridos!
A demora em responder espero que seja perdoada!! :-) Quem sabe neste fim de ano
a gente num incendeia uma lista desta com discussões acaloradas como de
antigamente, né?!
abração (DE LONGE) Waldir!!
vlad

 



________________________________
De: waldir oliveira <oliveirawaldir@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 10:43:41
Assunto: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR

 
Ueeeeêba!!!!! !

Temos pandiqueij e bolo de fubá no café da tarde!!!

Parabéns Vladimir!

Saúde, Paz e Iluminação, sejam presenças constantes em seu Caminho

Se bem que eu ache que Perseverança também é um bom desejo.

Abraço Fraternal

waldir

PS.: estou lhe enviando uma guarrafa com água cristalina aqui dessas paragens
<:o)





      
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#17081 De: Sergio Martins <sergmart55@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 10:42 pm
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
sergmart_uol
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Ôôôôôôô.... Vlad....

Eu não entendo chongas nenhuma de futebol, por isso pergunto:

EXISTE SÉRIE C DO CAMPEONATO BRASILEIRO??????

>:-)

Abração

Sergio

2009/11/28 vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
>
>
>
> Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
> - Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a
Luz Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
> Deus é tão presente e ajuda tanto que até o meu time ganhou campeonato este
ano: América Mineiro - CAMPEÃO BRASILEIRO... da série c... mas CAMPEÃO
BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
> Bjss no coração de todos e muito obrigado meu amigo! Que nossa amizade seja
sempre crescente!
> vlad
>
>
>
> ________________________________
> De: Sergio Martins <sergmart55@...>
> Para: espiritasesimpatizantes@...
> Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
> Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
>
>
> As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
> aniversário!
>
> Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.
>
> Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
> de todos que você é.
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> Um grande abraço deste teu irmão menor.
>
> Sergio
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> > Lembrete de:   espiritasesimpatiza ntes Yahoo! Grupo
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Sergio Martins
Twitter: sergiomartins1

#17080 De: vladimir alexei <vladimir_alexei@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 10:37 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Lembrete de aniversário
vladimir_alexei
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Querido amigo e irmão Serjão e demais queridos amigos:
- Obrigado pelo carinho: que Deus continue nos protegendo a todos para que a Luz
Dele brilhe sobre nós, nos intuindo a todos e fortalecendo nossos ânimos!!
Deus é tão presente e ajuda tanto que até o meu time ganhou campeonato este
ano: América Mineiro - CAMPEÃO BRASILEIRO... da série c... mas CAMPEÃO
BRASILEIRO, uai?!?!?!?! :-)
Bjss no coração de todos e muito obrigado meu amigo! Que nossa amizade seja
sempre crescente!
vlad

 



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De: Sergio Martins <sergmart55@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009 7:46:34
Assunto: Re: [Esp_simp] Lembrete de aniversário

 
As Geraes estão em festa! E toda festa é pouca quando o mano Vlad faz
aniversário!

Paz, saúde, sucesso, felicidades meu irmão.

Que Deus te proteja e permita que você continue sendo o grande amigo
de todos que você é.

Um grande abraço deste teu irmão menor.

Sergio

2009/11/24 <espiritasesimpatiza ntes@yahoogrupos .com.br>
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#17079 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 1:28 pm
Assunto: Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - Discurso do encerramento do ano social 1858-1859
elmoesp
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Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Discurso do encerramento do ano social 1858-1859
  (Intenção do Sr, Allan Kardec de renunciar a presidência da SPEE)
http://aeradoespirito2.sites.uol.com.br/RevistaEspirita/SPEE_DISC_ENC_ANO_SOCIAL\
.htm

REVISTA ESPÍRITA
JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
  -
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE ALLAN KARDEC
  -
ANO 2 – JULHO 1859 – Nº. 7


Senhores,

No momento em que se expira vosso ano social, permiti-me vos apresentar um breve
resumo da marcha e dos trabalhos da Sociedade.

Conheceis sua origem: ela se formou sem desígnio premeditado, sem projeto
preconcebido. Alguns amigos se reuniam em minha casa num pequeno grupo; pouco a
pouco, esses amigos pediram minha permissão para me apresentarem seus amigos.
Não havia então presidente: eram reuniões íntimas de oito a dez pessoas, como
existem centenas delas em Paris e alhures; mas era natural que, em minha casa,
eu tivesse a direção do que ali se fazia, seja como dono da casa, seja também em
razão dos estudos especiais que. eu havia feito, e que me davam uma certa
experiência da matéria.

O interesse que se tomava por essas reuniões, era crescente, embora não se
ocupasse senão de coisas muito sérias; pouco a pouco, de um e de outro, o número
dos assistentes aumentava, e meu modesto salão, muito pouco propício para uma
assembléia, tomou-se insuficiente. Foi então que, alguns dentre vós, propuseram
se procurasse um lugar mais cômodo, e se cotizarem para subvencionar os gastos,
não achando justo que eu os suportasse sozinho, como fizera até aquele momento.
Mas, para se reunir regularmente, além de um certo número, e no local estranho,
era necessário conformar-se às prescrições legais, era necessário um
regulamento, e, conseqüentemente, um presidente como titular; enfim, era
necessário constituir uma sociedade; o que ocorreu com o consentimento da
autoridade, cuja benevolência não nos faltou. Era necessário também imprimir aos
trabalhos uma direção metódica e uniforme, e consentistes em me encarregar de
continuar o que fazia em minha casa, em nossas reuniões particulares.

Trouxe para minhas funções, que posso dizer laboriosas, toda a exatidão e todo o
devotamento de que era capaz; do ponto de vista administrativo, esforcei-me por
manter, nas sessões, uma ordem rigorosa, e dar-lhe um caráter de gravidade, sem
o qual o prestígio de assembléia séria teria logo desaparecido. Agora que minha
tarefa terminou, e que o impulso foi dado, devo vos participar a resolução que
tomei de renunciar (1), para o futuro, a toda espécie de função na Sociedade,
mesmo a de diretor dos estudos; não ambiciono senão um título, o de simples
membro titular, com o qual estarei sempre feliz e honrado. O motivo de minha
determinação está na multiplicidade dos meus trabalhos, que aumentam todos os
dias em razão da extensão das minhas relações, porque além daqueles que
conheceis, preparo outros mais consideráveis, que exigem longos e laboriosos
estudos, e não absorverão menos de dez anos (2); ora, os da Sociedade não deixam
de tomar muito tempo, seja para a preparação, seja para a coordenação e a cópia
correta. Por outro lado, eles reclamam uma assiduidade freqüentemente
prejudicial às minhas ocupações pessoais, e que tomam indispensável a
iniciativa, quase exclusiva, que me deixastes. Foi por causa disso, Senhores,
que tive que tomar tão freqüentemente a palavra, lamentando a miúdo que os
membros eminentemente esclarecidos que possuímos nos privassem de suas luzes. Já
há muito tempo tinha o desejo de demitir-me de minhas funções; eu o expressei,
de um modo muito explícito, em diversas circunstâncias, seja aqui, seja em
particular a vários de meus colegas, e notadamente ao senhor Ledoyen. Tê-lo-ia
feito mais cedo sem o temor de trazer perturbação à Sociedade, retirando-me ao
meio do ano, podendo se crer em uma defecção; e não era necessário dar essa
satisfação aos nossos adversários. Portanto, deveria cumprir minha tarefa até o
fim; mas hoje, quando esses motivos não mais existem, apresso-me em vos
participar a minha resolução, a fim de não entravar a escolha que fareis. É
justo que cada um tenha sua parte de encargos e de honras.

Depois de um ano, a Sociedade viu crescer rapidamente sua importância; o número
de membros titulares triplicou em alguns meses; tendes numerosos correspondentes
nos dois continentes, e os auditores ultrapassariam o limite do possível se não
se pusesse um freio pela estrita execução do regulamento. Contastes, entre estes
últimos, as mais altas notabilidades sociais e mais de uma ilustração. O zelo
que se toma em solicitar admissão em vossas sessões testemunha o interesse que
se tem por elas, não obstante a ausência de toda experimentação destinada a
satisfazer a curiosidade, e talvez mesmo em razão de sua simplicidade." Se todos
não saem dela convencidos, o que seria pedir o impossível, as pessoas sérias,
aquelas que não vêm com uma intenção de difamação, levam da gravidade dos vossos
trabalhos uma impressão que as dispõem a aprofundar essas questões. De resto,
não temos senão que aplaudir as restrições que colocamos para a admissão de
ouvintes estranhos: evitamos assim a massa de curiosos importunes. A medida com
a qual limitastes essa admissão a certas sessões, reservando as outras
unicamente para os membros da Sociedade, resultou por vos dar maior liberdade
nos estudos, que a presença de pessoas ainda não iniciadas e cujas simpatias não
estão asseguradas, poderiam entravar.

Essas restrições parecerão muito naturais para aqueles que conhecem o objetivo
da nossa instituição, e que sabem, antes de tudo, que somos uma Sociedade de
estudos e de pesquisas, antes que uma arena de propaganda; por essa razão não
admitimos, em nossas fileiras, aqueles que, não tendo as primeiras noções da
ciência, nos fariam perder nosso tempo em demonstrações elementares, renovadas
incessantemente. Sem dúvida, todos nós desejamos a propagação das idéias que
professamos, porque as julgamos úteis, e cada um de nós nisso contribui com a
sua parte; mas sabemos que convicção não se adquire senão por observações
continuadas, e não por alguns fatos isolados, sem seqüência e sem raciocínio,
contra os quais a incredulidade sempre pode levantar objeções. Um fato,
dir-se-á, é sempre um fato; é um argumento sem réplica. Sem dúvida, quando ele
não é nem contestado e nem contestável. Quando um fato sai do círculo das nossas
idéias e dos nossos conhecimentos, à primeira vista parece impossível; quanto
mais ele é extraordinário, mais objeções levanta, por isso é contestado; aquele
que lhes sonda as causas, que se dá conta dele, encontra-lhe uma base, uma razão
de ser; compreende-lhe a possibilidade, e, desde então, não o rejeita mais. Um
fato, freqüentemente, não é inteligível senão pela sua ligação com outros fatos;
tomado isoladamente, pode parecer estranho, incrível, absurdo mesmo; mas que
seja um dos anéis da cadeia, que tenha uma base racional, que se possa
explicá-lo, e toda a anomalia desaparece. Ora, para conceber esse encadeamento,
para compreender esse conjunto ao qual se é conduzido de conseqüência em
conseqüência,  é necessário em todas as coisas, e talvez ainda mais em
Espiritismo, uma seqüência de observações racionais. O raciocínio, portanto, é
um poderoso elemento de convicção, hoje mais que nunca, quando as idéias
positivas nos levam a saber o por quê e o como de cada coisa.

Espanta-se com a persistente incredulidade, em matéria de Espiritismo, da parte
de pessoas que viram, ao passo que outras, que nada viram, são crentes firmes;
quer dizer que estes últimos são pessoas superficiais que aceitam, sem exame,
tudo o que se lhes diz? Não; pelo contrário: os primeiros viram, mas mas não
compreendem; os segundos não viram, mas compreendem, e não compreendem senão
pelo raciocínio. O conjunto dos raciocínios sobre os quais se apóiam os fatos,
constitui a ciência, ciência ainda muito imperfeita, é verdade, e da qual nenhum
de nós pretende ver atingir o apogeu, mas, enfim, é uma ciência em seu início, e
é na direção da pesquisa de tudo que pode ampliá-la e constituí-la que estão
dirigidos vossos estudos. Eis o que importa se saiba bem fora desse recinto, a
fim de que não se equivoque sobre os objetivos que nos propusemos; a fim de que
não se creia, sobretudo, vindo aqui, encontrar uma exibição de Espíritos
dando-se em espetáculos. A curiosidade tem um termo; quando está satisfeita,
procura um novo objeto de distração; aquele que não se detém na superfície, que
vê além do efeito material, encontra sempre alguma coisa para aprender; o
raciocínio é para ele  uma  mina  inesgotável:  é sem  limite. Nossa linha de
conduta, aliás, poderia ser melhor traçada pelas admiráveis palavras que o
Espírito de São Luís nos dirigiu, e que não deveríamos jamais perder de vista:
"Zombou-se das mesas girantes, não se zombará jamais da filosofia, da sabedoria
e da caridade que brilham  nas comunicações sérias. Que alhures se veja, que em
outro lugar se ouça, que entre vós se compreenda e se ame."

Essas palavras: que entre vós se compreenda, são todo um ensinamento. Devemos
compreender, e procuramos compreender, porque não queremos crer como cegos: o
raciocínio é o facho que nos guia. Mas o raciocínio de um só pode se extraviar,
por isso quisemos nos reunir em sociedade, a fim de nos esclarecermos mutuamente
pelo concurso recíproco de nossas idéias e de nossas observações. Colocando-nos
nesse terreno, assemelhamo-nos a todas as outras instituições científicas, e
nossos trabalhos farão mais prosélitos sérios do que se passássemos nosso tempo
fazendo girar e bater as mesas. Logo estaríamos saciados; queremos para o nosso
pensamento um alimento mais sólido, eis porque procuramos penetrar os mistérios
do mundo invisível, cujos fenômenos elementares não são senão os primeiros
indícios. Aquele que que sabe ler, diverte-se repetindo, sem cessar, o alfabeto?
Teríamos talvez um maior concurso de curiosos que se sucederiam em nossas
sessões como os personagens de um panorama móvel, mas esses curiosos, que não
poderiam levar uma convicção improvisada pela visão de um fenômeno inexplicável
para eles, que o julgariam sem aprofundá-lo, seriam antes um obstáculo aos
nossos trabalhos; eis porque, não querendo desviar de nosso caráter cientifico,
afastamos quem não é atraído para nós por um objetivo sério. Ó Espiritismo tem
conseqüências tão graves, e toca questões de uma tão grande importância, dá a
chave de tantos problemas, nele haurimos, enfim, um tão profundo ensinamento
filosófico, que ao lado disso, uma mesa girante é uma verdadeira infantilidade.

A observação dos fatos sem o raciocínio é insuficiente, dizemos, para conduzir a
uma convicção completa, e é de preferência àquele  que  se  declarasse
convencido por  um  fato que  não compreende, que se poderia taxar de
leviandade; mas essa maneira de proceder tem um outro inconveniente, que é bom
mencionar, e cada um de nós pôde testemunhar, é a mania da experimentação, que
lhe é a conseqüência natural.

Aquele vê um fato espírita sem dele ter estudado todas as circunstâncias,
geralmente, não vê senão o fato material, e desde então o julga sob o ponto de
vista de suas próprias idéias, sem pensar que fora das leis conhecidas pode, e
deve, haver leis desconhecidas. Crê poder fazê-lo manobrar à sua vontade; impõe
suas condições e não estará convencido, diz, senão quando se cumpre de tal modo
e não de tal outro; ele imagina que se experimenta os Espíritos igual a uma
pilha elétrica, não conhecendo nem sua natureza, nem sua maneira de ser que não
estudou, crê poder impor-lhe sua vontade, e pensa que devem agir ao sinal dado
pelo seu bom prazer de convencer-se; porque está disposto, por um quarto de
hora, ouvi-los, se imagina que devem estar às suas ordens.

São os erros nos quais não caem aqueles que se dão ao trabalho de se aprofundar;
sabem render-se conta dos obstáculos e não pedem o impossível; em lugar de
querem conduzir os Espíritos ao seu ponto de vista, ao que não se prestam de boa
vontade, colocam-se no ponto de vista dos Espíritos, e para eles os fenômenos
mudam de aspecto. Para isso são necessárias a paciência, a perseverança, e uma
firme vontade, sem a qual não se chega a nada.

Quem quer realmente saber,  deve  submeter-se às  condições da coisa,  e  não
querer submeter a coisa às suas próprias condições.

Eis porque a Sociedade não se presta a experimentação que seriam sem resultados,
porque  sabe,  pela experiência,  que  o  Espiritismo, não mais que  toda
ciência,  não se aprende em algumas horas e com presteza. Como ela é séria, não
quer ter negócios senão com pessoas sérias, que compreendem as obrigações que um
semelhante estudo impõe, quando se quer fazê-lo conscientemente. Ela não
reconhece como sérios aqueles que dizem: Fazei-me ver um fato e estarei
convencido.

Isso quer dizer que negligenciamos o fato?

Muito ao contrário, uma vez que toda a nossa ciência está  baseada sobre os
fatos; procuramos, pois, diligentemente todos aqueles que nos oferecem um objeto
de estudo, ou que confirmam princípios admitidos; quero dizer somente que não
perdemos nosso tempo reproduzindo aqueles que conhecemos, não mais do que o
físico não se diverte se repetindo as experiências que nada lhe ensinam de novo.
Centramos nossas investigações sobre tudo aquilo que pode esclarecer nossa
marcha; ligando-nos de preferência às comunicações inteligentes, fontes da
filosofia espírita, e cujo campo é sem limites, bem mais do que as manifestações
puramente materiais, que não têm senão o interesse do momento.

Dois sistemas igualmente preconizados e praticados se apresentam no modo de se
receberem as comunicações de além-túmulo; uns preferem esperar as comunicações
espontâneas, os outros as provocam por uma chamada direta feita a tal ou tal
Espírito. Os primeiros pretendem que na ausência de controle para constatar a
identidade dos Espíritos, esperando sua boa vontade, se está menos exposto a ser
induzido em erro, já que aquele que fala é porque quer falar, ao passo que não é
certo que aquele que se chama possa vir ou responder. Objetam que deixar falar o
primeiro que aparece, é abrir a porta aos maus tão bem quanto aos bons. A
incerteza da identidade não é objeção séria, pois que, freqüentemente, existem
meios de constatá-la, e que, aliás, essa constatação é o objeto de um estudo que
se prende aos próprios princípios da ciência; o Espírito que fala
espontaneamente se encerra, o mais ordinariamente, em generalidades, ao passo
que as perguntas lhe traçam um quadro mais positivo e mais instrutivo.

Quanto a nós, não condenamos senão os sistemas exclusivos; sabemos que se obtêm
coisas muito boas por um e por outro modo, e se damos a preferência ao segundo,
é porque a experiência nos ensinou que, nas comunicações espontâneas, os
Espíritos enganadores não deixam de se ornamentar com nomes respeitáveis do que
nas evocações; eles têm mesmo o campo mais livre, ao passo que pelas perguntas
são dominados, são dirigidos mais facilmente, sem contar que as perguntas são de
uma utilidade incontestável nos estudos. É a esse modo de investigações que
devemos a multidão de observações que recolhemos, a cada dia, que nos fazem
penetrar mais profundamente esses estranhos mistérios. Quanto mais nós
avançamos, mais o horizonte aumenta diante de nós, e nos mostra o quanto é vasto
o campo que temos a ceifar.

As numerosas observações que fizemos permitiram levar um olhar investigador
sobre o mundo invisível, desde a base até o cume, quer dizer, no que He tem de
mais ínfimo como no que tem de mais sublime. Ás inumeráveis variedades de fatos
e de caracteres que saíram desses estudos, feitos com a calma profunda, a
atenção sustentada e a prudente circunspeção de observadores sérios, nos abriram
os arcanos desse mundo tão novo para nós; a ordem e o método que colocastes em
vossas pesquisas foram os elementos indispensáveis para o sucesso.

Com efeito, sabeis, pela experiência, que não basta chamar ao acaso o Espírito
de tal ou tal pessoa; os Espíritos não vêm, assim, ao sabor de nosso capricho e
não respondem a tudo aquilo que a fantasia nos leva a perguntar-lhes. É
necessário, com os seres de além-túmulo, circunspeção, saber ter uma linguagem
apropriada à sua natureza, às suas qualidades morais, ao grau de sua
inteligência, à classe que eles ocupam; estar com eles, dominador ou submisso,
segundo as circunstâncias, compadecente por aqueles que sofrem, humilde e
respeitoso com os superiores, firme com os maus e os obstinados que não subjugam
senão aqueles que os escutam com complacência; é necessário, enfim, saber
formular e encadear, metodicamente, as perguntas para obter respostas mais
explícitas, agarrar nas respostas as nuanças que são, freqüentemente, traços
característicos, revelações importantes, que escapam ao observador superficial,
sem experiência ou de passagem.

A maneira de conversar com os Espíritos é, pois, uma verdadeira arte que exige
tato ou conhecimento do terreno sobre o qual se caminha, e constitui,
propriamente falando, o Espiritismo prático. Sabiamente dirigidas, as evocações
podem ensinar grandes coisas; oferecem um poderoso elemento de interesse, de
moralidade e de convicção: de interesse, porque elas nos dão a conhecer o estado
do mundo que espera todos nós, e do qual se faz, algumas vezes, uma idéia tão
bizarra; de moralidade, porque podemos ver aí, por analogia, nossa sorte futura;
a convicção, porque se encontra nessas conversações íntimas a prova manifesta da
existência e da individualidade dos Espíritos, que não são outros senão nossas
almas desligadas da matéria terrestre.

Estando formada, em geral, vossa opinião sobre o Espiritismo, não tendes
necessidade de assentar vossas convicções sobre a prova material das
manifestações físicas; também não quisestes, segundo o conselho dos Espíritos,
encerrar-vos nos estudos dos princípios e das questões morais, sem negligenciar,
por isso, o exame dos fenômenos que podem ajudar na procura da verdade.

A crítica demolidora nos censurou por aceitarmos, muito facilmente, as doutrinas
de certos Espíritos, sobretudo naquilo que concerne às questões científicas.
Essas pessoas mostram, por isso mesmo, que elas não conhecem nem o verdadeiro
objetivo da ciência espírita, nem aquele que nos propusemos e se pode, com todo
o direito, retornar-lhe a censura de leviandade em seu julgamento.

Certamente não é a vós que é necessário ensinar a reserva com a qual se deve
acolher o que vem dos Espíritos; e estamos longe de tomar todas as suas palavras
por artigos de fé. Sabemos que entre eles existem os de todos os graus de saber
e de moralidade; para nós é todo um povo que apresenta variedades cem vezes mais
numerosas que aquelas que vemos entre os homens; é chegar a conhecê-lo e
compreendê-lo; por isso, estudamos as individualidades, observamos as nuanças,
tratamos de compreender os traços distintivos de seus costumes, de seus hábitos,
de seu caráter; queremos, enfim, tanto quanto possível, nos identificar com o
estado desse mundo.

Antes de ocupar uma residência, gostamos muito de saber como ela é, se estaremos
ali comodamente, conhecer os hábitos dos vizinhos que teremos, o gênero de
sociedade que ali poderemos freqüentar. Pois bem! É nossa residência futura, são
os costumes do povo no meio do qual viveremos, que os Espíritos nos fazem
conhecer. Mas, do mesmo modo que, entre nós, as pessoas ignorantes e de visão
estreita se fazem uma idéia incompleta do nosso mundo material e do meio que não
seja o seu, do mesmo modo os Espíritos cujo horizonte moral é limitado, não
podem abarcar o conjunto, e estão ainda sob o império de preconceitos e de
sistemas; não podem, pois, nos informar, sobre tudo o que concerne ao mundo
espírita, mais do que um camponês poderia fazê-lo quanto ao estado da alta
sociedade parisiense ou do mundo sábio. Seria, pois, ter de nosso julgamento uma
bem pobre opinião, pensando-se que escutamos todos os Espíritos como oráculos.

Os Espíritos são o que são, e não podemos mudar a ordem das coisas; não sendo
todos perfeitos, não aceitamos suas palavras senão sob o benefício de
inventário, e não com a credulidade de crianças; julgamos, comparamos, tiramos
conseqüências de nossas observações, e seus próprios erros são para nós
ensinamentos, porque não renunciamos ao nosso discernimento.

Essas observações se aplicam igualmente a todas as teorias científicas que os
Espíritos possam dar. Seria muito cômodo não ter senão que interrogá-los para
encontrar a ciência toda pronta, e para possuir os segredos da indústria: não
adquiriremos a ciência senão ao preço de trabalho e de pesquisas; sua missão não
é nos livrar dessa obrigação. Aliás, sabemos que não só nem todos sabem tudo,
mas que há, entre eles, falsos sábios, como entre nós, que crêem saber o que não
sabem, e falam daquilo que ignoram com o descaramento mais imperturbável.

Um Espírito poderia dizer, pois, que é o Sol que gira e não a Terra, e sua
teoria não seria mais verdadeira porque vinda de um Espírito. Que aqueles que
nos supõem uma credulidade tão pueril, saibam, pois, que tomamos toda opinião
manifestada por um Espírito por uma opinião individual; que não a aceitamos
senão depois de tê-la submetido ao controle da lógica e dos meios de
investigação que a própria ciência espírita nos fornece, meios que todos vós
conheceis.

Tal é, senhores, o objetivo que a Sociedade se propõe; certamente, não me cabe
vo-lo ensinar, mas alegro-me em lembrá-lo aqui, a fim de que, se minhas palavras
ressoarem lá fora, não se equivoquem mais sobre o seu verdadeiro caráter. Estou
feliz, de minha parte, por não haver senão que seguir-vos nesse caminho sério
que eleva o Espiritismo à categoria de ciência filosófica. Vossos trabalhos já
deram frutos, mas os que darão mais tarde são incalculáveis, se, como disso não
duvido, permanecerdes nas condições propícias para atrair os bons Espíritos
entre vós.

O concurso dos bons Espíritos, tal é, com efeito, a condição sem a qual ninguém
pode esperar a verdade; ora, depende de nós obter esse concurso. A primeira de
todas as condições para conciliar sua simpatia, é o recolhimento e a pureza de
intenções. Os Espíritos sérios vão onde são chamados com seriedade, com fé,
fervor e confiança; não gostam de servir para experiência, nem se darem em
espetáculo; ao contrário, comprazem-se em instruir aqueles que os interrogam sem
segunda intenção; os Espíritos leviamos, que zombam de tudo, vão por toda parte
e de preferência onde encontram ocasião para mistificarem; os maus são atraídos
pelos maus pensamentos, e por maus pensamentos é preciso entender todos aqueles
que não estejam conforme os princípios da caridade evangélica. Portanto, em toda
reunião, quem carregue consigo sentimentos contrários a esses preceitos, conduz
consigo Espíritos desejosos de semearem a perturbação, a discórdia e a
desafeição.

A comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem é, assim, uma coisa de
primeira necessidade, e essa comunhão não pode encontrar-se num meio
heterogêneo, onde teriam acesso as baixas paixões do orgulho, da inveja e do
ciúme, paixões que sempre se trairiam pela malevolência e pela acrimônia da
linguagem, por espesso que seja, aliás, o véu com o qual se procure cobri-las; é
o a, b, c, da ciência espírita. Se quisermos fechar, aos maus Espíritos, as
portas deste recinto fechado, cerremos-lhes primeiro a porta de nossos corações,
e evitaremos tudo o que poderia dar-lhes presa sobre nós. Se alguma vez a
Sociedade tornar-se o joguete de Espíritos enganadores, por quem seriam ali
atraídos? Por aqueles em quem encontrassem eco, porque não vão senão aonde sabem
ser escutados. Conhece-se o provérbio: Dize-me com quem andas, dir-te-ei as
manhas que tens; e que se pode indagar assim com respeito aos nossos Espíritos
simpáticos: Dize-me o que pensas, e dir-te-ei com quem andas.

Ora, os pensamentos se traduzem pelos atos; portanto, admitindo-se que a
discórdia, o orgulho, a inveja e o ciúme não podem ser insuflados senão pelos
maus Espíritos, quem trouxesse aqui esses elementos de desunião, suscitaria
entraves, acusaria, por isso mesmo, a natureza de seus satélites ocultos, e não
poderíamos senão lamentar sua presença no seio da Sociedade. Queira Deus que ela
jamais seja assim, eu o espero, e com a assistência dos bons Espíritos, se
soubermos nos tornar favoráveis, a Sociedade se consolidará, tanto pela
consideração que saberá merecer quanto pela utilidade de seus trabalhos.

Se não tivéssemos em vista senão experiências de curiosidade, a natureza das
comunicações seria quase indiferente, porque não as tomaríamos sempre senão por
aquilo que seriam; mas como, em nossos estudos, não procuramos nem nossa
diversão, nem a do público, o que queremos são comunicações verdadeiras; para
isso ser-nos-á necessária a simpatia dos bons Espíritos, e essa simpatia não é
adquirida senão por aqueles que afastam o mal na sinceridade de sua alma.

Dizer que os Espíritos levianos jamais puderam se introduzir entre nós,
favorecidos por algum ponto fraco, seria muita presunção e pretender a
perfeição; os próprios Espíritos superiores poderiam permiti-lo para
experimentarem nossa perspicácia e nosso zelo na procura da verdade; mas nosso
julgamento deve manter-nos em guarda contra as armadilhas que podem nos ser
estendidas, e nos dá, em todos os casos, os meios para evitá-las.

O objetivo da Sociedade não consiste somente na pesquisa dos princípios da
ciência espírita; vai mais longe: ela estuda também suas conseqüências morais,
porque aí sobretudo está a verdadeira utilidade.

Nossos estudos nos ensinam que o mundo invisível que nos cerca reage,
constantemente, sobre o mundo visível; eles no-lo mostram como uma das forças da
Natureza; conhecer os efeitos dessa força oculta que nos domina e nos subjuga
com o nosso desconhecimento, não é ter a chave de mais de um problema, a
explicação de uma multidão de fatos que passam despercebidos? Se esses efeitos
forem funestos, conhecer a causa do mal não seria ter o meio de preservar-se
deles, como o conhecimento das propriedades da eletricidade nos deu o meio de
atenuar os efeitos desastrosos do raio? Se sucumbirmos, então, não nos poderemos
queixar senão de nós mesmos, porque não mais teremos a ignorância por desculpa.
O perigo está no império que os maus Espíritos tomam sobre os indivíduos, e esse
império não é apenas funesto do ponto de vista dos erros de princípios que
possam propagar, mas o é, ainda, do ponto de vista dos interesses da vida
material. A experiência nos ensina que jamais é impunemente que se abandona à
sua dominação; porque suas intenções nunca podem ser boas. Uma de suas táticas,
para alcançar seus fins, é a desunião, porque sabem muito bem que dominarão
facilmente aquele que estiver privado de apoio; também seu primeiro cuidado,
quando querem se apossar de alguém, é o de sempre inspirar-lhe a desconfiança e
o distanciamento de quem possa desmascará-los, esclarecendo-o com conselhos
salutares; uma vez senhores do terreno, podem, à sua vontade, fasciná-lo com
promessas sedutoras, subjugá-lo gabando suas inclinações, aproveitando, para
isso, todos os lados fracos que encontram, para melhor fazê-lo sentir, em
seguida, a amargura das decepções, feri-lo em suas afeições, humilhá-lo em seu
orgulho, e, freqüentemente, não elevá-lo um instante senão para precipitá-lo de
mais alto.

Eis, senhores, o que nos mostram os exemplos que, a cada instante, se desenrolam
aos nossos olhos, tanto no mundo dos Espíritos quanto no mundo corpóreo, os
quais podemos aproveitar para nós mesmos, ao mesmo tempo que procuramos
aproveitá-los aos outros.

Mas, dir-se-á, não atraireis os maus Espíritos evocando homens que foram a
escória da sociedade? Não, porque não sofreremos jamais sua influência. Não há
perigo senão quando é o Espírito que se IMPÕE, ele jamais existe quando se IMPÕE
ao Espírito. Sabeis que esses Espíritos não vêm ao nosso chamado senão como
constrangidos e forçados, e que, em geral, encontram tão pouco do seu meio entre
nós, que sempre têm pressa de se irem. Sua presença é para nós um estudo,
porque, para conhecer, é necessário ver tudo; o médico não chega ao apogeu do
seu saber senão sondando as feridas mais hediondas.

Ora, essa comparação do médico é tanto mais justa quando sabeis quantas feridas
cicatrizamos, quantos sofrimentos aliviamos; nosso dever é mostrar-nos caridosos
e benevolentes para com os seres de além-túmulo, como para os nossos
semelhantes.

Desfrutaria eu, pessoalmente, senhores, de um privilégio extraordinário se
estivesse ao abrigo da crítica. Ninguém se coloca em evidência sem se expor aos
dardos daqueles que não pensam como nós. Mas há duas espécies de críticos: uma
que é malevolente, acerba, envenenada, onde o ciúme se trai a cada palavra; a
que tem por objetivo a procura sincera da verdade, e comportamentos diferentes.
A primeira não merece senão o desdém: com ela jamais me atormentei; só a segunda
é discutível.

Algumas pessoas disseram que fui muito apressado nas teorias espíritas; que não
chegara o tempo de estabelecê-las, que as observações não eram bastante
completas.

Permiti-me algumas palavras a esse respeito.

Duas coisas devem ser consideradas no Espiritismo: a parte experimental e a
parte filosófica ou teórica.

Fazendo-se abstração do ensinamento dado pelos Espíritos, pergunto se, em meu
nome, não tenho o direito, como tantos outros, de elocubrar um sistema de
filosofia? O campo das opiniões não está aberto a todo o mundo? Por que, pois,
não faria conhecer a minha? Caberá ao público julgar se ela tem ou não o senso
comum.

Mas essa teoria, em lugar de fazer um mérito, se mérito há, eu declaro que ela
emana inteiramente dos Espíritos.

  - Seja, diz-se, mas ides muito longe.

- Aqueles que pretendem dar a chave dos mistérios da criação desvendaram o
princípio das coisas e a natureza infinita de Deus, não vão mais longe que eu,
que declaro, em nome dos Espíritos, que não é dado ao homem aprofundar essas
coisas sobre as quais não se pode estabelecer senão conjecturas mais ou menos
prováveis?

- Ides muito depressa.

- Seria um erro terem certas pessoas avançado? Aliás, quem as impede de
caminhar?

- Os fatos não estão ainda suficientemente observados.

- Mas se eu, com ou sem razão, creio tê-los observado bastante, devo esperar o
bom prazer daqueles que permanecem atrás? Minhas publicações não barram o
caminho de ninguém.

- Uma vez que os Espíritos estão sujeitos ao erro, quem vos disse que aqueles
que vos informaram não estão enganados?

- Com efeito, aí está toda a questão, porque a da precipitação é muito pueril.
Pois bem! Devo dizer sobre o que está fundada a minha confiança na veracidade e
na superioridade dos Espíritos que me instruíram. Direi primeiro que, segundo o
seu conselho, não aceito nada sem exame e sem controle; não adoto uma idéia
senão se ela me parece racional, lógica e está de acordo com os fatos e as
observações, se nada sério vem contradizê-la. Mas meu julgamento não poderia ser
um critério infalível; o assentimento que encontrei numa multidão de pessoas
mais esclarecidas do que eu, é para mim uma primeira garantia; encontro uma
outra, não menos preponderante, no caráter das comunicações que me fizeram desde
que me ocupo com o Espiritismo. Nunca, posso dizê-lo, escapou uma única dessas
palavras, um único desses sinais pelos quais se traem sempre os Espíritos
inferiores, mesmo os mais astuciosos; jamais dominação; jamais conselhos
equivocados ou contrários à caridade e à benevolência, jamais   prescrições  
ridículas;   longe   disso,   não   encontrei   neles senão pensamentos grandes,
nobres, sublimes, isentos de pequenez e mesquinharia; em uma palavra, suas
relações comigo, nas menores, como nas maiores coisas sempre foram tais que se
fora um homem que houvesse falado, tê-lo-ia pelo melhor, o mais sábio, o mais
prudente, o mais moral e o mais esclarecido.

Eis, senhores, os motivos de minha confiança, corroborados pela identidade de
ensinamentos dados a uma multidão de outras pessoas antes e depois da publicação
de minhas obras. O futuro dirá .se estou ou não com a verdade; à espera, creio
dever ajudar o progresso do Espiritismo trazendo algumas pedras ao edifício.
Mostrando que os fatos podem se assentar sobre o raciocínio, terei contribuído
para fazê-los sair do caminho frívolo da curiosidade, para fazê-los entrar na
via séria da demonstração, a única que pode satisfazer os homens que pensam e
não se detêm na superfície.

Termino, senhores, pelo curto exame de uma questão da atualidade.

Fala-se de outras sociedades que querem se levantar rivalizando com a nossa.

Uma, diz-se, conta já com 300 membros e possui recursos financeiros importantes.
Quero crer que isso não seja uma fanfarrice, que seria também pouco lisonjeira
para os Espíritos que a houvessem suscitado, como para aqueles que deles se
fazem os ecos. Se for uma realidade, nós a felicitaremos sinceramente, se ela
obtiver a unidade de sentimentos necessária para frustrar a influência dos maus
Espíritos e consolidar a sua existência.

Ignoro completamente quais são os elementos da sociedade, ou das sociedades, que
se diz querer formar; não farei, pois, senão uma nota geral.

Há em Paris e alhures uma multidão de reuniões íntimas, como foi a nossa
outrora, onde se ocupa, mais ou menos seriamente, das manifestações espíritas,
sem falar dos Estados Unidos, onde elas se contam por milhares; conheço-as onde
as evocações se fazem nas melhores condições e onde se obtêm coisas muito
notáveis; é a conseqüência natural do número crescente de médiuns que se
desenvolvem em todos os lados, apesar dos galhofeiros, e quanto mais avançarmos,
mais esses centros se multiplicarão.

Esses centros, formados espontaneamente de elementos muito pouco numerosos e
variáveis, nada de têm de fixo ou de regular e, propriamente falando, não
constituem sociedades. Para uma sociedade regularmente organizada, são
necessárias condições de vitalidade muito diferentes, em razão mesmo do número
de membros que a compõem, da estabilidade e da permanência. A primeira de todas
é a homogeneidade nos princípios e na maneira de ver. Toda sociedade formada por
elementos heterogêneos, carrega consigo o germe de sua dissolução; pode-se
dize-la natimorta qualquer que lhe seja o objeto: político, religioso,
científico ou econômico.

Uma sociedade espírita requer uma outra condição, que é a assistência dos bons
Espíritos, querendo-se obter comunicações sérias, porque dos maus, deixando que
tomem pé, não podemos esperar senão mentiras, decepções e mistificações; sua
própria existência tem esse preço, uma vez que os maus serão os primeiros
agentes de sua destruição; eles a minarão pouco a pouco, se não fizerem desabar
tudo primeiro.

Sem homogeneidade, nada de comunhão de pensamentos, e, portanto, nada de calma,
nem de recolhimento possíveis; ora, os bons não vão senão ali onde encontram
essas condições; e como encontrá-los numa reunião onde as crenças são
divergentes, onde uns não crêem mesmo em tudo, e onde, conseqüentemente, domina
sem cessar o espírito de oposição e de controvérsia? Eles não assistem senão
aqueles que querem ardentemente se esclarecer, tendo em vista o bem, sem segunda
intenção, e não para satisfazer uma vã curiosidade.

Querer formar uma sociedade espírita fora dessas condições, seria dar prova de
ignorância, a mais absoluta, dos princípios mais elementares do Espiritismo.

Somos nós, pois, os únicos capazes de reuni-los? Seria bem deplorável, e além do
mais, bem ridículo para nós assim crer. O que fizemos, seguramente, outros podem
fazê-lo. Que outras Sociedades se ocupem, pois, dos mesmos trabalhos nossos, que
prosperem, que se multipliquem, tanto melhor, mil vezes tanto melhor, porque
será um sinal de progresso nas idéias morais; tanto melhor, sobretudo, se forem
bem assistidas e tiverem boas comunicações, porque não temos a pretensão de um
privilégio a esse respeito; como não temos em vista senão nossa instrução
pessoal e o interesse da ciência, que nossa sociedade não oculta nenhum
pensamento de especulação nem direto e nem indireto, nenhuma via ambiciosa, que
sua existência não repousa sobre uma questão de dinheiro, as outras Sociedades
serão para nós irmãs, mas não podem ser concorrentes; se delas tivermos ciúmes,
provaremos que estamos assistidos por maus Espíritos. Se uma delas se formasse
tendo em vista criar-nos uma rivalidade, com a segunda intenção de nos
suplantar, ela revelaria por seu próprio objetivo à natureza dos Espíritos que
presidiram sua formação, porque esse pensamento não seria nem bom nem caridoso,
e os bons Espíritos não simpatizam com os sentimentos de ódio, de ciúmes e de
ambição.

Temos, de resto, um meio infalível de não temer nenhuma rivalidade; foi São Luís
quem no-lo deu: Que entre vós vos compreendais e vos ameis, disse-nos.
Trabalhemos, pois, para compreender; lutemos com os outros, mas lutemos com
caridade e abnegação. Que o amor ao próximo esteja inscrito em nossa bandeira e
seja a nossa divisa; com isso afrontaremos o escárnio e a influência dos maus
Espíritos. Nesse terreno, podem nos igualar, e tanto melhor, porque serão irmãos
que nos chegarão, mas depende de nós não estarmos nunca ultrapassados.

Mas, dir-se-á, tendes uma maneira de ver que não é a nossa; não podemos
simpatizar com princípios que não admitimos, porque nada prova que estais com a
verdade. A isso eu respondo: Nada prova que estejais mais do que nós na verdade,
porque duvidais ainda, e a dúvida não é uma doutrina. Pode-se diferir de opinião
sobre pontos da ciência, sem se morder e se atirar a pedra; é mesmo muito pouco
digno e muito pouco científico fazê-lo. Procurai, pois, de vossa parte como
procuramos da nossa; o futuro dará razão a quem tem direito. Se nos enganamos,
não teremos o tolo amor próprio de nos obstinar em idéias falsas.

Mas há princípios sobre os quais se está certo de não se enganar: são o amor ao
bem, a abnegação, a abjuração de todo sentimento de inveja e de ciúme; esses
princípios são os nossos, e com esses princípios pode-se simpatizar sempre sem
se comprometer; é o laço que deve unir todos os homens de bem, qualquer que seja
a divergência de suas opiniões: só o egoísmo coloca entre eles uma barreira
intransponível.

Tais são, Senhores, as observações que acreditei dever vos apresentar, deixando
as funções que me confiastes; agradeço do fundo do coração todos aqueles que
consentiram em me darem testemunhos de sua simpatia. Chegue onde chegar, minha
vida está consagrada à obra que empreendemos, e ficarei feliz se meus esforços
puderem ajudar a fazê-la entrar no caminho sério que é a sua essência, o único
que poderá assegurar seu futuro.

O objetivo do Espiritismo é de tornar melhores aqueles que o compreendem;
tratemos de dar o exemplo e de mostrar que, para nós, a doutrina não é letra
morta; em uma palavra, sejamos dignos dos bons Espíritos, se quisermos que os
bons Espíritos nos assistam. O bem é uma couraça contra a qual virão sempre se
quebrar as armas da malevolência.

ALLAN KARDEC.

------------


(1) Boletim da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (Revista Espírita,
julho de 1859)

Publicaremos no futuro o comentário regular das sessões da Sociedade. Contávamos
fazê-lo a partir deste número, mas a quantidade de matérias nos obrigou a
adiá-lo para a próxima entrega. Os Sócios que não residem em Paris, e os membros
correspondentes, poderão assim seguir os trabalhos da Sociedade.
Limitar-nos-emos a dizer hoje que, apesar da intenção do que o senhor Allan
Kardec havia expressado em seu discurso de encerramento de renunciar à
presidência, quando da renovação da secretaria, ele foi reeleito por unanimidade
com uma abstenção e um voto em branco. Acreditaria mal responder a um testemunho
assim elogioso persistindo em sua recusa. Ele não aceitou, todavia, senão
condicionalmente e sob a reserva expressa de renunciar às suas funções no
momento que a Sociedade se encontrasse em condições de oferecer a presidência a
uma pessoa cujo nome e posição social fossem de natureza a dar-lhe um maior
relevo; sendo seu desejo poder consagrar todo o seu tempo aos trabalhos e aos
estudos que ela demanda.

(2) Kardec falava em 1859. Em 31 de março de 1869 faleceu. Note-se a exata
previsão do tempo necessário para o seu trabalho. (Nota da EDICEL)

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#17078 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Sáb, 28 de Nov de 2009 1:21 pm
Assunto: ESTAÇÃO DAS PERDAS
elmoesp
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ESTAÇÃO DAS PERDAS
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1678&let=E&stat=0

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade,
de vazio.

Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido.

Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida - aquele que é implacável
e a todos afeta indistintamente: as perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero.

Estamos, a partir de então, por nossa conta - sozinhos, podem dizer alguns.

Começamos a vida em perda, e nela continuamos - dizem outros.

Porém, paradoxalmente, se notarmos bem, e se nos atrevermos a ver tudo isso sob
um outro ponto de vista, um ponto de vista mais otimista, quem sabe,
descobriremos algumas coisas como:

No momento em que perdemos algo, novas oportunidades nos surgem.

Ao perdemos o aconchego do útero, ganhamos os braços do Mundo.

Ele nos acolhe, nos assusta e nos encanta, nos destrói e nos eleva.

E continuamos a perder...  E seguimos a ganhar.

Perdemos a inocência da infância, e ganhamos a confiança absoluta na mão que
segura nossa mão.

Ganhamos a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso
lado nos assegura que não nos deixará cair.

Perdemos a inocência da infância, e adquirimos a capacidade de questionar: por
quê?

Perguntamos a todos e de tudo.  Estamos crescendo.

Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer, renascer.

Cada nova fase revela perdas.  Cada nova fase aponta novos ganhos.

A vida é obra encantadora do Criador.  Nada nela existe por acaso.  Nada
funciona ou acontece sem seguir uma lei maior, uma razão.

Nem mesmo a tão temida "morte" deve ser considerada como oposto de "vida".  O
que chamamos de morte é apenas uma entrada para outra estação da mesma vida.

Assim, quando achamos que "perdemos" pessoas que amamos, deveríamos enxergar que
"ganhamos" um grande amor, e este nunca se perderá.

Cada pessoa que entra em nossa vida, e que nela permanece através do amor, nunca
mais estará distante.

Que ganho maravilhoso este!  Que certeza esperançosa, revolucionária.

A vida não começa em perda, começa em "oportunidade".

Nascer é ganhar nova chance de seguir adiante.  Nova chance de descobrir, de
conhecer e de amar.

Quem ama nunca perde.  Quem doa nunca fica sem.

Pensamento

O Espírito Fénelon, na obra O evangelho segundo o espiritismo, traz uma
importante reflexão.  Diz-nos ele:

"Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida,
para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal(...)

Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?

Podeis supor que o Senhor dos Mundos se aplique, por mero capricho, a vos
infligir penas cruéis?

Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a
sua razão de ser."

Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Aila Magalhães,
recebido pela Internet e no cap.  V de O evangelho segundo o espiritismo, de
Allan Kardec, ed.  Feb.

Em 18.10.07

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#17077 De: Célia Gonçalves Gouveia <gouveia_1951@...>
Data: Sex, 27 de Nov de 2009 1:10 pm
Assunto: Res: [Esp_simp] Sou novato
gouveia_1951
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Que maravilha esta lista....como todos temos muito o que aprender, a chegada de
gente nova e disposta assim como o amigo Xinduba está sempre realimentando o
nosso almoxarifado de lições, não é mesmo?

Vamos em frente, Xinduba, no caminho da escola... seja benvindo.


Célia Gouveia












________________________________
De: xinduba <luizcafuso@...>
Para: espiritasesimpatizantes@...
Enviadas: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009 0:23:33
Assunto: [Esp_simp] Sou novato



Olá,

Estou chegando para o grupo com o objetivo de aprender com todos. Sou
espírita mas preciso a prender muito.

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#17076 De: Ieda Oliveira <ieda.oliveira10@...>
Data: Sex, 27 de Nov de 2009 10:11 am
Assunto: Re: [Esp_simp] Sou novato
ieda.oliveira10
Offline Offline
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Seja bem-vindo, Luiz
 
Também sou nova na Doutrina Espírita e se não fossem grupos (no Yahoo) como
esse, não teria me adiantado tão bem nos estudos.
 
 
Abraços fraternos,

Ieda Oliveira

--- Em sex, 27/11/09, xinduba <luizcafuso@...> escreveu:


De: xinduba <luizcafuso@...>
Assunto: [Esp_simp] Sou novato
Para: espiritasesimpatizantes@...
Data: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009, 0:23


 




Olá,

Estou chegando para o grupo com o objetivo de aprender com todos. Sou
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#17075 De: "xinduba" <luizcafuso@...>
Data: Sex, 27 de Nov de 2009 2:23 am
Assunto: Sou novato
xinduba
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#17074 De: "Ana Maria /RJ" <serhumana41@...>
Data: Qui, 26 de Nov de 2009 12:34 pm
Assunto: Ocorrências aflitivas - Joana De Angelis
serhumana40
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*Ocorrências Aflitivas*

*Joanna de Angelis*

*por Divaldo Pereira , psicografada em 13/08/09 no Rio de Janeiro*

* *

Na existência de todas as criaturas sempre surgem momentos de grande
aflição, convidando à reflexão e a análise dos objetivos reais da existência
corporal.

Considerando-se o grave significado existencial do ser humano, que é
conseguir a iluminação interior através das experiências evolutivas, todo um
conjunto de acontecimentos faz parte da programática estabelecida pelas
Soberanas Leis da Vida.

À medida que, o indivíduo alcança o patamar da razão e desenvolve a
sensibilidade emocional e afetiva, mais desafiadoras se lhe tornam as
ocorrências, em razão da capacidade de sofrê-las.

É natural, portanto, que em cada fase do processo de crescimento espiritual
experimente determinadas aflições que fazem parte do seu mecanismo de
superação das injunções primárias, proporcionando-lhes mais recursos que lhe
facultam o entendimento dos valores legítimos que devem ser cultivados.

Remanescendo das experiências vivenciadas em existências pregressas, as
dores surpreendem o viandante espiritual advertindo-o quanto à
responsabilidade que deve ser preservada, a fim de melhor entender os
fenômenos da vida, graças aos quais supera as injunções penosas e lentamente
conquista a harmonia.

Periodicamente, enfermidades infecto contagiosas com caráter epidêmico,
irrompem voluptuosas, semeando preocupação e contaminando milhões de vidas,
milhares das quais são ceifadas entre angústias e dores superlativas.

Sucede que, o planeta de provas e expiações, é hospital-escola ainda
assinalado pela presença do sofrimento, que se apresenta como calamidades,
fenômenos destrutivos, abandono e angústias.

De alguma forma, as próprias criaturas que o habitam são responsáveis por
tais agentes destruidores, em face das suas construções mentais, das
fixações inferiores em que se demoram, cultivando emoções negativas que
favorecem à proliferação dos vírus, cada vez mais resistentes e portadores
da faculdade de mutação.

Compreendesse o ser humano a grandeza do intercâmbio das forças mentais, o
poder das energias de que se constitui, as utilizaria de maneira edificante,
ao invés de direcioná-las, mesmo que inconscientemente, para fins ignóbeis.

Cada criatura é, na realidade, aquilo que cultiva na casa mental. Os seus
ideais de enobrecimento ou de degradação levam-no às faixas vibratórias nas
quais haurem as energias correspondentes às cargas emitidas.

Não foi por outra razão que Jesus anunciou: “Tudo que pedirdes a Meu Pai
orando, Ele vos concederá”. Demonstrando que, a plena sintonia com a
poderosa Fonte da Vida, produz uma correspondência entre aquele que ora e o
Genitor Divino.

Cultivar, portanto, os pensamentos edificantes, procurando viver de maneira
compatível com os objetivos superiores da vida, é dever de todo aquele que
anela pela saúde, pela paz e pela felicidade.

O processo de crescimento espiritual é realizado dentro de uma programação
elaborada pelo Excelso Pai.

Passo a passo conquistam-se etapas ascensionais que promovem o ser,
ensejando-lhe mais ampla compreensão da existência e dos seus incomparáveis
recursos de iluminação da consciência.

É compreensível que estando em um mundo organizado conforme as leis da
matéria, que se altera com freqüência, continuamente estão ocorrendo
mudanças de estruturas que, ao serem captadas, podem apresentar-se como
fenômenos destrutivos na forma, aflitivos no conteúdo, desesperadores na
maneira como se expressam, sempre, porém, com finalidade de promoção do
Espírito encarnado.

Não devem, portanto, constituir surpresa, as chamadas calamidades sísmicas,
as lamentáveis ocorrências de destruição, que sempre trabalham para as
modificações necessárias que a lei do progresso impõe.

Afetando o indivíduo através do sofrimento, predispõem-no à humildade, à
compreensão da sua pequenez ante a grandiosidade do Universo, ao mesmo tempo
enriquecendo-o de alegria, pela faculdade de entender a transitoriedade de
que se reveste, como preâmbulo para as inefáveis alegrias que o aguardam.

A lei de destruição é a lei da vida, funcionando com rigor, sob diretrizes
de edificação do bem e da harmonia que serão alcançados oportunamente.

Colocando no contexto pela necessidade da reencarnação, o Espírito
aprimora-se aprendendo a comportar-se em todas as circunstâncias,
adaptando-se a cada fase e superando-a mediante às aplicações das conquistas
mentais e morais que o felicitam.

Quanto mais evolui, mais entende as provações, não se permitindo perturbar
pela sua ocorrência, antes louvando-as, por tratar-se de metodologias que
lhe proporcionam a libertação do cárcere material, bem como, das suas
injunções dolorosas, que são as paixões primitivas.

Nos processos mais rigorosos das expiações, o calceta é constrangido à
autorreflexão, nos presídios da organização fisiológica, não podendo evadir
enquanto a consciência não desperte para as responsabilidades que lhe dizem
respeito e que se fazem necessárias de serem cultivadas.

Porque se tratam de impositivos das Leis Soberanas da Vida, ninguém que
transite no mundo conseguirá viver em regime privilegiado de exceção.

Desse modo, nenhuma aflição alcança as paisagens emocionais e mentais do ser
humano em decorrência de fenômenos fortuitos, por imposição do acaso.

O acaso é o nome que se dá a um processo elaborado com segurança e sabedoria
a fim de que ocorra no momento próprio, na circunstância exata, na pessoa
elegida.

Não te permitas amarfanhar emocionalmente, quando convidado a experenciar as
ocorrências aflitivas.

Recorda-te de Jesus, o guia e modelo para a humanidade, sem culpa nem
qualquer motivo que se possa apresentar como justificativa, para as
ocorrências dolorosas que O visitaram e que Ele esperava com tranqüilidade e
amor, nEle encontrando forças morais para prosseguir com alegria no
desempenho das tuas tarefas de elevação.

Não te arrogues, desse modo, direitos e privilégios que os não tens por
enquanto, submetendo-te aos desígnios da evolução, encorajado e feliz pela
oportunidade de ascenção e de paz.


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#17073 De: Cris <cristinaconsultora@...>
Data: Qua, 25 de Nov de 2009 10:45 pm
Assunto: Re: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR
crisbhgrupos
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Parabéns para o meu querido companheiro das Gerais!!!
Que Deus continue iluminando seu caminho, meu amigo, para que vc ainda possa
continuar muito tempo conosco e espalhando suas energias positivas por onde
passa!!! Que Jesus o abençoe sempre!!
 
Abraçãooooooo!!!
Cris


 



 
"Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher
sua atitude em qualquer circunstância da vida" - Victor Franklin

--- Em ter, 24/11/09, waldir oliveira <oliveirawaldir@...> escreveu:


De: waldir oliveira <oliveirawaldir@...>
Assunto: [Esp_simp] PARABÉNS VLADIMIR
Para: espiritasesimpatizantes@...
Data: Terça-feira, 24 de Novembro de 2009, 11:43


 



Ueeeeêba!!!!! !

Temos pandiqueij e bolo de fubá no café da tarde!!!

Parabéns Vladimir!

Saúde, Paz e Iluminação, sejam presenças constantes em seu Caminho

Se bem que eu ache que Perseverança também é um bom desejo.

Abraço Fraternal

waldir

PS.: estou lhe enviando uma guarrafa com água cristalina aqui dessas paragens
<:o)









      
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[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

#17072 De: Sergio Martins <sergmart55@...>
Data: Qua, 25 de Nov de 2009 4:37 pm
Assunto: OFF TOPIC - Convites Google Wave
sergmart_uol
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Amigos,

Tenho convites do Google Wave. Se alguém tiver interesse, envie uma msg para

sergmart55@...

informando o e-mail para onde deverá ser enviado o convite.

Se o número de interessados for maior que o de convites, sortearei-os.

Esperarei os interessados até amanhã as 6 da manhã. Durante o dia os
contemplados receberão um e-mail do Google informando o convite.

Abraços

Sergio Martins

#17071 De: "A Era do Espirito" <elmo.esp@...>
Data: Qua, 25 de Nov de 2009 12:20 pm
Assunto: Caos e a influência dos espíritos nos fenômenos da natureza
elmoesp
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Caos, Complexidade e a Influência dos Espíritos sobre os Fenômenos da Natureza
Alexandre Fontes da Fonseca
Artigo publicado na revista FidelidadESPÍRITA, Setembro 2003, e republicado, com
permissão da revista, no seguinte link:
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Artigo\
sGRs/CAOS_COMP_INFL_ESP_FEN_NAT.html
http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo90.html


Analisamos, à luz dos conhecimentos atuais da Ciência e da Doutrina Espírita, a
questão sobre a ação dos espíritos nos fenômenos da natureza. Apesar dos
espíritos confirmarem tal influência esse assunto foi pouco discutido pelo
codificador em razão dos poucos conhecimentos científicos, existentes à época, a
respeito de tais fenômenos. Graças ao desenvolvimento das disciplinas
científicas conhecidas como Teoria do Caos e Complexidade podemos retomar a
questão. Neste artigo, argumentamos que a influência ou ação dos espíritos num
fenômeno natural de larga escala como, por exemplo, uma tempestade, não requer,
do ponto de vista físico, uma grande quantidade de energia, em comparação com a
magnitude do fenômeno em si. Em termos espíritas isto significa que não há
necessidade de uma grande quantidade de fluido animalizado para realiza-se tal
influência, o que a torna um evento perfeitamen te possível. Utilizamos os
conceitos de Caos e Complexidade para entender como isso pode ser possível.

I Introdução
Em "A Gênese", capítulo XV ítem 45, Kardec apresenta uma passagem evangélica
intitulada "Tempestade Acalmada"[1]. Nesta passagem Jesus e os discípulos
estavam passando de uma margem à outra de um lago, em um barco, quando fortes
ventos surgiram e os discípulos, assustados, pediram ajuda ao Mestre. Este,
segundo a narrativa evangélica, se dirigiu aos ventos e às ondas apaziguando-os.
Jesus, então, aproveita a oportunidade para falar-lhes sobre a fé.

Kardec, no ítem 46 da referência acima e Caibar Schutel[2] comentam a passagem.
Kardec, neste ítem, admite que não se conhece os "segredos da Natureza para
afirmar se há, ou não, inteligências ocultas que presidem à ação dos elementos".
Caibar Schutel vai mais além afirmando que "todos os fenômenos sísmicos e
atmosféricos são dirigidos por seres inteligentes encarregados das manifestações
da Natureza" [2]. Em ambas as citações os autores afirmam a possibilidade da
atuação dos espíritos sobre o fenômeno de uma tempestade mas, conforme veremos
adiante, não existe na literatura espírita nenhuma explicação sobre como seria
tal atuação .

De todos os fenômenos conhecidos pelo ser humano, de uma maçã que cai ao chão,
até os mais belos fenômenos luminosos observados no Universo, temos que lembrar
que as leis que estão por trás de cada um deles são leis naturais e, portanto,
de origem divina. Ao longo da história, o ser humano tentou compreendê-las
através da observação e estudo dos fenômenos naturais que ocorriam. Em 1687, um
salto ocorreu na maneira como estudar e entender tais fenômenos. Galileu, em
Diálogos Sobre os Dois Sistemas de Mundo e, de modo mais formal, Isaac Newton,
em Principia Mathematica Philosophiae Naturalis, inauguraram uma nova maneira de
se fazer Ciência ao descreverem, matematicamente, os fenômenos mecânicos da
natureza. Esta se desenvolveu rapidamente trazendo luz e progresso a toda a
humanidade. Os conhecimentos científicos consistem na forma pela qual se entende
as leis nat urais que regem os fenômenos materiais. Por isso, o uso que vamos
fazer de conceitos modernos da Ciência (Teoria do Caos e Complexidade), na
tentativa de entender como os espíritos podem atuar em um determinado fenômeno
natural, não diminuem em nada o caráter natural tanto dos fenômenos quanto das
leis.

Neste artigo, portanto, apresentaremos uma forma pela qual os espíritos poderiam
exercer uma ação sobre os fenômenos da Natureza de larga escala, como uma
tempestade, baseando-se nos conceitos de Teoria do Caos e Complexidade.

É sabido que os fenômenos da atmosfera, em torno dos quais trabalharemos, são
sistemas caóticos e complexos[3]. Um sistema é dito caótico[4] quando
extremamente sensível a pequenas perturbações1. Como exemplo, considere um jogo
de bilhar com a mesa cheia de bolas. Se o jogador, ao dar uma tacada, errar um
pouco a direção desejada, o resultado final, que é o movimento das bolas, será
completamente diferente daquele previsto se a tacada fosse correta, e não apenas
um pouco diferente, como se poderia pensar. Este tipo de dinâmica, sensível às
condições iniciais, é chamada de caótica. Como conseqüência, perde-se,
efetivamente, o poder de prever o que vai acontecer após a tacada se o jogador
não tiver total certeza de qual será a sua direção.
Um sistema é dito complexo[5] quando o seu comportamento é rico em
possibilidades inesperadas e diversificadas, mesmo que sua estrutura não seja
complicada, isto é, composta de muitas partes interligadas entre si. A vida é um
dos melhores exemplos de complexidade. As características do ser vivo mais
simples, como uma ameba, exibem qualidades inesperadas e diversificadas. Apesar
da vantagem da velocidade, nossos computadores, por exemplo, são menos complexos
do que o 'cérebro' de uma minhoca[6]. Se considerarmos que os gases que compõem
a atmosfera são formados por partículas, aproximadamente, esféricas, podemos
imaginar que milhares delas estão a todo momento se chocando como no jogo de
bilhar acima exemplificado. A atmosfera, portanto, é um sistema que apresenta
comportamento caótico e complexo por ser extremamente sensível a relativamente
pequenas perturbações e por se mani festar em uma grande variedade de situações
conhecidas como tempestades, tufões, ventos, frentes frias e quentes, etc. O
grande físico Stephen Hawking, em seu mais novo livro intitulado "O Universo
numa Casca de Noz"[6], expõe de forma poética este fato ao dizer que: "Uma
borboleta batendo as asas em Tóquio pode causar chuva no Central Park de Nova
Iorque". Como ele mesmo explica, não é o bater das asas, pura e simplesmente,
que gerará a chuva mas a influência deste pequeno movimento sobre outros eventos
em outros lugares é que pode levar, por fim, a influenciar o clima. É por esta
razão que a atmosfera é um sistema de difícil previsão e faz com que, pelo menos
uma vez por semana, consultemos a Meteorologia sobre as condições do tempo2.

Para realizar previsões no tempo, a Meteorologia se utiliza de ferramentas
teóricas para calcular, com alguma precisão, o comportamento do clima a partir
de um dado conjunto de medidas atmosféricas obtidas experimentalmente.

Edward N. Lorenz propôs o primeiro modelo teórico[7] para a dinâmica da
atmosfera, conhecido como o Modelo de Lorenz. A figura 1 mostra um exemplo do
chamado atrator estranho ou borboleta de Lorenz que é uma solução das equações
obtidas com o seu modelo.

Figura 1: Atrator estranho ou borboleta de Lorenz obtida resolvendo-se as
equações diferenciais do modelo de Lorenz. x, y e z representam grandezas
físicas como temperatura, pressão e velocidade das partículas.

Lorenz também demonstrou, em um artigo de 1982[8], que existe um limite para a
previsibilidade de sistemas atmosféricos em largas escalas, que é em torno de 2
semanas. Isto quer dizer que não podemos confiar nas previsões do tempo feitas
após este intervalo.

Enfatizamos, portanto, que existe um limite para o conhecimento que o ser humano
atingiu com relação a este problema. Essa informação será importante na
discussão sobre a capacidade dos espíritos de realizarem melhores cálculos e
previsões.

Este artigo está organizado da seguinte forma.

Na seção II exporemos tudo o que encontramos nas obras básicas de Allan Kardec
sobre a ação dos espíritos sobre os fenômenos da Natureza. Lembraremos algumas
idéias básicas sobre fenômenos de efeitos físicos, já que qualquer atuação dos
espíritos sobre os fenômenos da Natureza pertence a esta classe de efeitos.

Na seção III, mostraremos que esta atuação é perfeitamente plausível e requer
pouco fluido animalizado.

Finalmente, na seção IV nós resumimos os resultados apresentando as principais
conclusões.


II O que diz o Espiritismo

Além das citações feitas do livro A Gênese e do livro de Caibar Schutel a
respeito de uma passagem evangélica onde Jesus "controla" uma tempestade, as
questões de 536 a 540 do Livro dos Espíritos[9] falam sobre o assunto. Existe,
ainda, uma pequena mencão ao tema na Revista Espírita de setembro de 1859[10],
intitulada "As tempestades" que não acrescenta em nada o conteúdo presente nas
questões de 536 a 540 acima citadas. Por isso, vamos nos ater, apenas, ao Livro
dos Espíritos. Transcreveremos algumas destas questões, grifando aquilo que
acharmos importante para a discussão proposta neste artigo. A primeira questão
que nos interessa é a de número 536-a: "536 -a Esses fenômenos (da Natureza)
sempre visam ao homem?

- Algumas vezes têm uma razão de ser diretamente relacionada ao homem, mas
freqüentemente não tem outro objetivo que o restabelecimento do equilíbrio e da
harmonia das forças físicas da Natureza."

"536 -b Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária,
(...); mas como sabemos que os espíritos podem agir sobre a matéria e que eles
são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não
exerceriam uma influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir.

- Mas é evidente; isso não pode ser de outra maneira. Deus não se entrega a uma
ação direta sobre a Natureza, mas tem seus agentes dedicados, em todos os graus
da escala dos mundos."

"537 -a (...), poderia então haver Espíritos habitando o interior da Terra e
presidindo aos fenômenos geológicos ?
- Esses espíritos não habitam precisamente a Terra, mas presidem e dirigem os
fenômenos, segundo as suas atribuições. Um dia tereis a explicação de todos
esses fenômenos e os compreendereis melhor."

"538 Os espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza formam uma categoria
especial no mundo espírita, são seres à parte ou espíritos que foram encarnados,
como nós ?
- Que o serão, ou que o foram."

"538 -a Esses espíritos pertencem às ordens superiores ou inferiores da
hierarquia espírita?
- Segundo o seu papel for mais ou menos material ou inteligente: uns mandam,
outros executam; os que executam as ações materiais são sempre de uma ordem
inferior, entre os espíritos como entre os homens."

"539 Na produção de certos fenômenos, da tempestades, por exemplo, é somente um
espírito que age ou se reúnem em massa ?
- Em massas inumeráveis."

"540 Os espíritos que agem sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento
de causa, em virtude de seu livre arbítrio, ou por um impulso instintivo e
irrefletido ?

- Uns sim; outros não. (...) (sobre os espíritos mais atrasados) ... Primeiro,
executam; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida,
comandarão e dirigirão as coisas do mundo material; (...)"

Estas questões juntamente com o que nós assinalamos e grifamos, servirão de base
para a nossa discussão. De modo a organizarmos os argumentos, vamos enumerar os
pontos principais:

1 Os espíritos são os agentes de Deus na execução de seus desígnios. Portanto
são os espíritos que agem sobre os fenômenos da Natureza quando isso é
necessário.

2 Os agentes (os espíritos) existem em todos os graus da escala evolutiva.
Existem, então, os que dirigem, mandam e comandam; e os que executam a ação
sobre os fenômenos. Isso significa que os que mandam e dirigem, devem ter
capacidade de coordenar, calcular, prever as conseqüências da atitude a ser
tomada pelos que executam a tarefa.

3 Os espíritos se reúnem em massas para a realização do fenômeno.

Antes de passarmos para a seção onde explicaremos como os espíritos podem
controlar os fenômenos da Natureza, vamos rever alguns princípios básicos
necessários para que ocorram efeitos físicos.

Do capítulo IV da segunda parte do Livro dos Médiuns[11], retiramos os seguintes
princípios:

Um espírito só pode mover um corpo sólido se ele combinar uma porção do fluido
universal com o fluido que se desprende do médium apropriado a esses efeitos.

Um espírito pode agir sem que o médium, doador do fluido animalizado, perceba.

Um espírito pode agir tanto sobre a matéria mais densa quanto sobre o ar ou
algum líquido.

De posse destes princípios básicos da Doutrina Espírita podemos analisar a
influência dos espíritos sobre os fenômenos da Natureza sabendo que esses
fenômenos são caóticos e complexos.


III Influência dos espíritos sobre a natureza

Como vimos anteriormente, os espíritos superiores ensinam que são os próprios
espíritos os agentes de Deus nos fenômenos da Natureza. Vimos também que
espíritos superiores (os que dirigem) e inferiores (os que executam) se unem na
execução dos desígnios divinos. Vamos, nesta seção mostrar que, diante de um
fenômeno de larga escala, como uma tempestade, não é necessário que os espíritos
atuem em cada porção do espaço onde ocorre o fenômeno. Faremos uma estimativa da
ordem de grandeza do volume de uma tempestade em uma região do tamanho de uma
pequena cidade de modo a percebermos a inviabilidade de se atuar em todo o
espaço. Em seguida discutiremos, com base nos conhecimentos atuais da ciência,
uma proposta sobre como os espíritos poderiam influenciar um fenômeno destes
atuando em uma região espacial bem menor.

Consideremos uma cidade que ocupe uma área de 100km2 (uma área quadrada de lado
igual a 10km). Consideremos um conjunto de nuvens de tempestades que se formem a
uma altura de 5km. Basta multiplicarmos pela área para obtermos uma estimativa
do volume de espaço onde a tempestade ocorrerá: 100 x 5 = 500km3. Um metro
cúbico (1m3) é o volume de uma caixa d'água de 1000 litros. Uma unidade de
kilômetro cúbico (1km3) equivale a um volume de 1.000.000.000 de metros cúbicos
(1 bilhão m3) que equivale a mesma quantidade de caixas d'água de 1000 litros.
São 1000 bilhões, ou 1 trilhão de litros de volume para cada km3 de espaço.
Imaginemos que um espírito deseja influenciar ou atuar sobre um litro de água ou
ar de modo a produzir, por exemplo, algum movimento. Um litro é um volume de
espaço considerável quando pensamos neste tipo de fenômeno. Suponha que um
médium seria suficiente para fornecer fluidos necessários para produzir-se tal
efeito físico. Imaginemos, agora, que para influenciar uma tempestade inteira
seria preciso atuar em mais de 1 trilhão de litros de uma mistura de ar, vapor
de água e água líquida.

Quantos médiuns seriam necessários para produzir-se um efeito, mesmo que
pequenino, em todo este volume? Imaginemos, ainda, que uma tempestade pode estar
ocorrendo em milhares de cidades espalhadas pelo mundo ao mesmo tempo. Lembremos
também que para afastar uma tempestade, por exemplo, é preciso não só atuar na
região onde ela ocorre mas, nas regiões vizinhas pois elas podem estar enviando
frentes frias ou úmidas ou algo do tipo, e é preciso, portanto, atuar nestas
regiões também. A figura 2 abaixo nos dá uma idéia da ordem de grandeza de um
fenômeno de uma tempestade.

http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Artigo\
sGRs/CAOS_COMP_INFL_ESP_FEN_NAT.html
Figura 2: Uma tempestade se aproximando de uma cidade. Compare o tamanho do
conjunto formado por nuvens e chuva com o tamanho dos prédios.

Tudo isso nos leva a crer na inviabilidade de se realizar tal influência da
maneira descrita acima. Mesmo uma massa inumerável de espíritos, conforme o
ponto número 3, atuando sobre todo o espaço seria insuficiente para realizar-se
uma influência que culminasse num efeito preciso. Porém, a história é outra se
levarmos em consideração a dinâmica dos sistemas formados pela atmosfera.
Sabemos que esta dinâmica é caótica o que significa que tais sistemas são
extremamente sensíveis à pequenas perturbações em algumas de suas partes. Isso
nos leva a imaginar que, se pudéssemos calcular com precisão o efeito de cada
perturbação imposta numa pequena região do espaço (ou em mais de uma, porém
poucas, regiões do espaço), poderíamos controlar e até conduzir o fenômeno total
a um resultado desejado. Vimos na seção anterior que os espíritos superiores
comandam a influência sobre os fenômenos.

O princípio 2 nos leva crer na capacidade destes espíritos de calcularem e
decidirem a melhor atuação. Na introdução nós comentamos sobre o progresso que a
ciência humana já fez neste campo e seus limites. Acreditamos que seja
perfeitamente possível aos espíritos superiores calcular com muito maior
precisão os efeitos de uma dada perturbação em uma dada região do espaço. Assim,
desde que o sistema é caótico, bastaria aos espíritos atuarem numa porção de
espaço muito pequena, possivelmente bem menor do que 1% do volume total. Apesar
de não podermos estimar qual seria esse tamanho (lembremos que a nossa Ciência
ainda não consegue fazer isso), podemos afirmar, com toda a certeza, que não
seria necessário atuar-se sobre toda a região do espaço. Desta forma, não seria
necessário uma grande quantidade de fluido animalizado para que a atuação
espiritual ocorra. Isso, enfim, significa que a influência dos espíritos sobre
os fenômenos da Natureza passa a ser algo perfeitamente viável.

IV Conclusões

Na questão número 536 (não transcrita na seção II) Kardec pergunta aos espíritos
se os grandes fenômenos da Natureza, como terremotos e tempestades, possuem um
fim providencial e os espíritos respondem que "Tudo tem uma razão de ser e nada
acontece sem a permissão de Deus". Não foi nosso objetivo, neste artigo,
discutir os aspectos morais que levariam aos espíritos a influenciarem tais
fenômenos. No entanto, cabe refletirmos que determinados acontecimentos desta
natureza influenciam de maneira muito significativa na evolução dos povos
levando ao desenvolvimento tanto moral quanto intelectual de seus indivíduos.

No artigo da referência [3], o Dr. Ross N. Hoffman afirma ser possível, num
futuro, relativamente, próximo, controlar-se os fenômenos da atmosfera
terrestre.

Com base nas teorias do caos e no desenvolvimento do que se chama "Controle do
Caos"[3] ele propõe um esquema similar ao que expomos aqui, para o que poderia
ser um controle de tais fenômenos. Se a ciência humana já cogita esta
possibilidade, podemos dizer que tais conhecimentos já estão desenvolvidos nos
planos espirituais superiores.

Como vimos na seção 3, a união do avanço intelectual dos espíritos superiores
com a natureza caótica e complexa da dinâmica dos fenômenos da natureza permite
que entendamos, de modo mais plausível, como a influência dos espíritos sobre os
fenômenos da natureza pode ocorrer. Esta proposta está de acordo com o que os
espíritos disseram na questão de número 537-a, a respeito sobre a explicação e a
compreensão destes fenômenos.

Ainda resta um ponto que devemos comentar.

É sobre a questão do número de espíritos necessários à influenciação (ponto 3).
Este ponto diz que os espíritos que atuam nos fenômenos da natureza o fazem em
grupos numerosos. Apesar de que, conforme demonstramos, não é necessário agir
sobre toda a região do espaço para influenciar uma tempestade, isto não
significa que tal influência seja simples e que apenas um espírito seja
necessário. Conforme descrito em Missionários da Luz, Cap. 10[13], um efeito
físico como a materialização de uma garganta requer a colaboração de uma grande
equipe de espíritos. Portanto, para se efetuar uma ação numa porção do espaço
com grande precisão não é de se estranhar que se necessite movimentar um grande
número de colaboradores desencarnados.

Por fim, lembramos que este trabalho apresenta uma forma pela qual os espíritos
poderiam influenciar os fenômenos da natureza. Não pretendemos que ela seja a
única solução ou a solução final para a questão.
Apesar de não ser comum pensarmos na Mecânica Quântica como modelo teórico para
tais fenômenos, um estudo sobre as possibilidades de sua aplicação ao problema
exposto aqui merece atenção. Isso será considerado em uma futura publicação.


Agradecimentos

O autor agradece a D. Floriza S. A. Chagas, Dr. Alexandre C. Gonçalves, Dra.
Hebe M. L. de Souza, Sr. Henri Barreto, Dr. Zalmino Zimmermann e ao Prof. Dr.
Silvio S. Chibeni pela leitura crítica deste compuscrito e por valiosas
sugestões e incentivos.


Notas de rodapé:

1 A palavra "perturbação" aqui deve ser entendida como alguma pequena influência
que gera uma pequena alteração num determinado sistema.

2 Ainda sim, nos surpreendemos com as variações!

3 Nuvens de tempestades possuem uma base a 2 ou 3km de altitude e o topo em até
20km[12]. Em nossas estimativas tomamos um valor hipotético de 5km, mas se
considerarmos o limite superior de 20km a questão da inviabilidade da influência
dos espíritos fica, apenas, mais evidente.


Referências
[1] A. Kardec, A Gênese, Editora IDE, (1992).
[2] C. Schutel, Parábolas e Ensinos de Jesus, Editora CASA EDITORA O CLARIM, 12a
Edição, (1987).
[3] R. N. Hoffman, Bulletin of the American Meteorological Society, 83, p.241,
(2002).
[4] E. Ott, Chaos in Dynamical Systems, Cambridge University Press, (1993).
[5] Y. Bar-Yam, Dynamics of Complex Systems, Perseus Books, (1997).
[6] S. Hawking, O Universo Numa Casca de Nóz, Editora Mandarim, 2a Edição,
(2002).
  [7] E. N. Lorenz, Journal of Atmospheric Science, 20, p.130, (1963).
[8] E. N. Lorenz, Tellus, 34, p.505, (1982).
[9] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora Edições FEESP, 9a Edição, (1997).
[10] A. Kardec, Revista Espírita, 8, p.276, (1859).
[11] A. Kardec, O Livro dos Médiuns, Editora Edições FEESP, 1a Edição, (1984).
[12] M. M. F. Saba, Física na Escola, 2, p.19, (2001).
[13] A. Luiz, Psicografia de F. C. Xavier, Missionários da Luz, Editora FEB, 26a
Edição, (1995).





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seguem muitas vibrações de paz e amor
para você
Elio Mollo
SBC/SP
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