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A lei do universo, Kabalah, parte 8   Lista de mensagens  
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A Lei do Universo


Dar e receber

A lei do Universo, que rege o destino do Homem, é a lei da ação e reação,
popularmente conhecida como a Lei do Karma, ou seja, o castigo por faltas passadas. Essa lei existe também na Kabalá, correspondendo às leis do Tikun.

Dentro do Tikun, a Lei da Ação e Reação também se traduz, popularmente,
em pecado e castigo.

O que é o castigo? Quem é o castigado?

Quando você escolhe um roteiro, no qual você não opera nenhuma força de
resistência, é você mesmo que cria a sua casca (as forças negativas) e,   conseqüentemente,
traz para si os bloqueios e os obstáculos da vida.

Se você enfia o dedo na tomada, o que acontece? Leva um choque, claro.

Esse também é um castigo. Você foi insensato e agiu contra as leis da Física.
Não foi alguém lá em cima, que decretou o castigo.

Pode a luz Ter vontade de machucá-lo? Está fora da nossa lógica.

Portanto, quem causa o castigo é você mesmo!

Por outro lado, por cada ato que faz, você tem a chance de corrigir-se e subir
mais um degrau. Na verdade, a Lei de Ação e Reação se traduz em dar e receber. A ação é
movida pela vontade e esta diverge em dois caminhos: vontade de dar e vontade de receber.

Cada indivíduo está em nível diferente e tem os seus defeitos para corrigir
perante a vontade de receber.

Cada indivíduo está em nível diferente e tem os seus defeitos para corrigir
perante a vontade de receber.

Imagine a seguinte situação: uma pessoa encontra uma carteira de dinheiro na
rua, põe no bolso e continua andando:; uma outra, na mesma situação, para, olha em sua volta se tem alguém procurando , e hesita entre pegar ou não pegar; a terceira encontra a carteira, vai à polícia e devolve-a

Qual das três usou o seu Livre Arbítrio?

A primeira é ladra, nem sequer cogita em devolver ; a Segunda, sim teve a
livre escolha do que deve ser feito. A terceira não consegue fazer outra coisa, a não ser devolver a carteira. Com certeza, em outra vida, essa já foi enforcada por ter roubado.

Portanto, cada uma delas se encontrar em um degrau diferente perante a
vontade de receber, de acordo com seu nível de evolução.

O homem adquire a consciência da força de resistência lentamente, ao longo de
muitas vidas, o que pode ser observado na própria evolução do ser humano. O que mais caracteriza um bebê é sua vontade de receber, estritamente egoísta. Ele não se importa com a mãe que está cansada. Precisa comer e pronto.

Até crescer, amadurecer e Ter que se confrontar com o meio, que lhe impõe
condições. Você quer uma bala? Fiquei quieto e irá recebê-la.

Nesse momento ele começa a perceber que, para ganhar algo é necessário dar
algo em troca.

É assim que funciona a sociedade. Ninguém paga a alguém um salário sem
um trabalho em troca e ninguém trabalha para alguém a troco de nada.

Entretanto, dar para receber, pelo menos, está em nível mais alto do que
receber para dar. A ação do dar vem primeiro.

O homem observa muito o que recebe da sociedade, mas não o que dá à
sociedade e esta é composta por muitos indivíduos, que pensam da mesma maneira. Por isso, a sociedade está sempre em falta. Os indivíduos nunca dão à sociedade tanto quanto dela retiram.

Dar sem nada receber em troca, também, não funciona. O ser humano, por sua
constituição, é apenas um recipiente - Cli, não é a própria luz. Recipiente tem fundo; se apenas recebe, o recipiente transborda.

A capacidade de receber é limitada; é assim que funciona o mundo material.

O que fazer então com toda essa vontade inesgotável de querer receber?

Abrindo uma passagem para transmitir adiante, a capacidade de receber não
terá limites!

Uma pessoa , que recebe de um lado e dá do outro, torna-se um verdadeiro
canal de luz.

Os sábios cabalistas dizem: "reverta à vontade e ela se transformará em
canal".

Vontade em hebraico é rzon e canal é znor. Mudando a ordem das letras da
palavra vontade, ela se torna um canal.

Esse é o verdadeiro trabalho do Homem durante sua vida. À vontade de dar,
assim, não terá limites para receber também. O homem torna-se um canal puro e límpido; na linguagem cabalista, um tzadik, um justo.

Um ser que age assim não cria cascas à sua volta, ele contrai seu próprio ego -
vontade de receber em cada ato que faz, portanto não passa pelo pão da vergonha, e o curto circuito que isso lhe trará.

Aquele que sempre fica nervoso e sempre explode é o indivíduo que tem seu
recipiente já tapado, por tantas casas que criou à sua volta.

Quando a pessoa tem o desejo, ela já começa a atrair a luz para si, mas a luz
não consegue penetrar, ela não é um canal, portanto a luz a pressiona. Quando ela começa a abrir passagem e cuidar um pouco dos que estão á sua volta, as cascas começam a se dissolver, a luz penetra aos poucos e, não por milagre, os problemas se resolvem também.

As leis do Universo são muito simples, os complicados somos nós.

Resta uma pergunta que perpetua, a cada vez que se discute as filosofias
existenciais: se for tão simples assim, como é possível que tantas pessoas que nunca fizeram mal , só se empenham em fazer o bem aos outros, vivem padecendo tanto? Seja por doença, pobreza, enfim, a velha história do justo que sofre: aquele coitado , ele não merece.

De acordo com o Zohar, o justo, o tzadik que sofre, é um justo que não está
completo, ou seja, que ainda não terminou seu Tikun.

Em outras vidas, ele começou a corrigir-se, entretanto, nesta encarnação
surgem as coisas sobre as quais ainda existe esse Tikun para ser feito.

O que fazer então com as dívidas passadas? A que essa situação descrita se
assemelha?

Uma pessoa decide parar de fumar e começa, então, a tossir e tossir, e logo
agora, que ela parou de fumar, vem à tosse?

Enquanto inalava  fumaça, o corpo estava ocupado em defender-se, porém,
quando, finalmente, parou de trazer para dentro a poluição, ele adquire força para jogar o lixo de dentro para fora.

O justo que sofre é igual àquela pessoa que parou de fumar, está se
purificando!

À vontade de receber é a vontade do ego, q o eu traz consigo o medo: medo
do futuro, de perder o dinheiro, a saúde, o amor.

À vontade de dar traz a paz interior, liga uns com os outros. Uma pessoa
nunca está só, quando ela está se dando.


Henri Seraphini

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Ter, 3 de Fev de 2004 9:47 pm

henri_seraph
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